1. Em várias eleições no Brasil, com segundo turno, foi demonstrado que não necessariamente o eleitor que votou num candidato no primeiro tenha que repetir o voto no segundo turno. Isso só ocorre com os partidários ou militantes das campanhas, o que na realidade brasileira é em geral uma pequena fração do eleitorado.
2. O eleitor não vê nenhum problema de consciência ou infidelidade mudar de voto do primeiro para o segundo turno. E isso se torna ainda mais possível pela igualação dos tempos de TV e a focalização em apenas dois nomes na imprensa e na propaganda eleitoral. Para o eleitor médio é como se fosse outra eleição. Não diria nova, mas outra.
3. Quem pensa que leva -necessariamente- os votos do primeiro turno para o segundo e depois busca apoios para agregar sobre o que já teve, pode estar cometendo um erro fatal. Mas há uma faixa de probabilidades -maior ou menor. Quanto mais as agendas fixadas pelos candidatos no primeiro turno foram as razões firmes de seu voto, maior a probabilidade do eleitor repetir o voto. E ao contrário: quanto mais o voto estiver ligado à visibilidade, coreografia na TV, etc... menor a probabilidade de repetir o voto.
4. O primeiro turno -no Rio- não teve nenhuma agenda positiva. A questão da saúde pública -produziu uma sensação de agenda- mas o eleitor generaliza as responsabilidades e desconfia de todos. Não votou por este tema, mesmo o considerando importante. Curiosamente o que se teve foram agendas negativas de crítica a prefeitura. De todos, e os que passaram ao segundo turno não foram exceção.
5. Mas o segundo turno -pela focalização- passa a exigir agendas positivas e que sintonizem o eleitor com o que será a próxima administração. E essas agendas não podem ser múltiplas nem diversificadas. Devem ser poucas e boas.
6. Nas pesquisas que este Ex-Blog fez com 5 mil eleitores na quinta e sexta, portanto dois e três dias antes da eleição, isso ficou muito claro. As razões do voto não foram impulsionadas por idéias, mas por visibilidade de um lado e imagem do outro. Portanto, com enorme facilidade de descolamento no segundo turno.
7. E entra, agora, um fator novo: a crise. Este Ex-Blog já lembrou diversas vezes que num quadro de crise se afirmam dois vetores: confiança e idéias conservadoras. Numa época de crise o eleitor não quer apostar no imprevisível. Inevitavelmente o eleitor estará avaliando o que vê, lê e ouve com o quadro geral de crise. Alguém poderá dizer que o prefeito não tem nada com isso. É verdade. Mas não tem a ver tanto quanto fazer chover, mas deve tratar das encostas e da drenagem.
8. Quem esquecer que é esse o cenário -"tempo intensamente instável com fortes temporais"- e fizer suas propostas como se estivéssemos em 2007, vai comunicar incertezas e insegurança, e transparecer mentira, diga o que disser. Mas ao contrário, quando a agenda escolhida levar em conta o cenário econômico e afirmar a candidatura por sua melhor condição de agir numa conjuntura assim, pode perfeitamente deslocar votos de um lado para o outro e mudar o quadro final do primeiro turno amplamente.
UMA HIPÓTESE DO QUE SEJA O "PADRÃO ELEITORAL EFETIVO"
1. Ontem este Ex-Blog analisou o quadro dos eleitores, lembrando que muitos que são incluídos na abstenção, na verdade faleceram, têm doenças que os imobilizam, têm idade avançada e não podem, mudaram de domicílio, têm mandado de prisão, estão presos... Trabalhando sobre hipóteses, este Ex-Blog sugeriu que 5% estariam neste caso e que os demais que não votaram, seriam de fato a abstenção.
2. Com a divulgação dos dados de 2006 pelo TRE, pode-se aprimorar esta estatística. No Estado do Rio, em 2006, eram 10.891.293 os eleitores inscritos. Desses, votaram 9.255.690. A abstenção bruta foi de 15%. Dessa diferença, 722.517 ou 6,6% preencheram o formulário de justificativa e 913.086 ou 8,36% não votaram nem se justificaram.
3. Neste universo estão também os inscritos, mas que podem, pela idade (maiores de 70 anos, ou menores de 18 anos), votar ou não. Outra vez deve-se aplicar uma hipótese. Digamos que 2% estariam nesta condição e decidiram não votar e não precisam se justificar. O saldo seria de 6,36%, ou um pouco mais que os 5% com que o Ex-Blog trabalhou para definir o padrão eleitoral efetivo. Um número próximo da hipótese de 5%.
PITACOS SOBRE O INÍCIO DO SEGUNDO TURNO NO RIO!
1. Com 20 minutos de TV e Rádio todos os dias, debates por todos os canais e jornais, por que os dois candidatos não assinam um acordo proibindo esses cartazes pela cidade? Bastam bandeiras e panfletos.
2. A diferença de idade é vantagem para o Gabeira, pela senioridade que inspira confiança. Para que o banho de piscina sinalizando juventude na direção do adversário? É caso de demissão do assessor de imagem.
3. O que os dois candidatos a prefeito têm a dizer sobre a crise e sobre eventuais reflexos para a cidade e para a prefeitura? O mundo despenca e eles não dizem nada? Acham que a cidade e a prefeitura estão fora desse mundo?
PLANO DE LEGADO URBANO E AMBIENTAL!
A Prefeitura do Rio entregou ao COB o trabalho completo do Plano de Legado Urbano e Ambiental para as Olimpíadas de 2016. O trabalho foi coordenado pelo CELU -comitê especial de legado urbano- da secretaria municipal de urbanismo. O Plano adotou uma linha coerente com o Plano Diretor proposto à Câmara Municipal e tem cerca de 400 páginas. Pode interessar às assessorias dos candidatos em segundo turno avaliarem, pois o COB já em dezembro estará fechando e traduzindo o Relatório completo da candidatura do Rio-2016 para entrega das cópias em fevereiro de 2009 ao COI e seus Membros.
FHC IRONIZA LULA E DIZ QUE A BLINDAGEM DA ECONOMIA É DE MANTEIGA!
Globo-On.
FH diz que tese do país blindado é para "enganar o povo"
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que o país não esta blindado à crise americana, e que declarações nesse sentido são apenas "para enganar o povo". Segundo ele, o governo precisa parar de brincar de poliana e dar nitidez às medidas preventivas que estão sendo adotadas para evitar problemas em setores da economia. - Vamos cobrar nitidez do governo atual, no sentido de cobrar que o governo deixe de brincar de poliana, dizendo que está tudo bem. Não está tudo bem. O FMI hoje mesmo deu uma declaração de que a crise só está começando - disse ele. - Essas declarações de que o país está blindado são retóricas para fins de enganar a população. As pessoas vão sentir no bolso (os efeitos da crise) - reiterou FH, que ainda reiterou:
SAÚDE PÚBLICA DO GOVERNO CABRAL EM FRANGALHOS!
RJ-TV-1!
Há dois dias sem água, Hospital Pedro II tem cirurgias canceladas, e reduziu os atendimentos. Os pacientes estavam preocupados com o risco de infecções. "Eu estou com medo de ficar aqui e de pegar uma infecção em mim e no neném", afirma a dona de casa Angélica de Paula Virgílio. Muitos pacientes que tinham marcado, com antecedência, cirurgias eletivas para ontem tiveram que voltar pra casa. Os médicos cancelaram todos os procedimentos, que não fossem de emergência. Sobre os doentes: "Eles estão sem tomar banho e sem escovar os dentes. Eles foram escovar o dente no banheiro e não tinha água. Eles foram dar descarga e não tinha água. Então para mim, isto é um absurdo. Está um absurdo este hospital", a empregada doméstica Lidiane de Araújo.
A CRISE E OS GOVERNOS DO BRASIL E DA ARGENTINA!
Argentina- Clarin
Buscan bajar el gasto y que el dólar no se dispare
Brasil- Globo
Lula recomenda manter consumo
ELEIÇÕES NO RIO: MENTALIDADE CORTESÃ E ESMOLA!
Coluna de Dora Kramer -ESP.
Todos - do governador ao espectro completo de candidatos - manifestam temor reverencial ao poder de manipulação do Orçamento federal. É generalizado o discurso de que o Rio precisa ser "amigo" de Brasília, a fim de ter garantidos os repasses de verbas da União. Em algum ponto do caminho o princípio da impessoalidade que rege a administração pública foi substituído pelo critério da esmola mediante uma política de boa vizinhança. A relação isenta entre os entes federativos é mais que uma obrigação, é uma imposição legal. No lugar de mostrar isso ao cidadão carioca, os representantes do Rio alimentam a mentalidade cortesã imaginando recuperar importância no cenário político nacional na base da esmola.
BOLSAS AFUNDAM!
A de Tóquio caiu 9% hoje e as Européias apontam para queda entre 5% e 7%. O índice DJStoxx 600- que é uma média das bolsas européias, indicava queda de 7,11%.
OBAMA X McCAIN E A CENOGRAFIA!
Já não se fazem assessores de imagem como antigamente. Como é possível a assessoria de McCain aceitar o cenário-palco com deslocamento livre dos candidatos? Obama deslizou! McCain se arrastou! Reagan -campeão da cenografia política- deve estar lá de cima rolando de raiva ao ver seu partido entrar nessa.
A CRISE: KEYNES E ADAM SMITH!
Mariano Grondona no La Nacion: trechos.
"A história mostra que não há uma, senão duas mãos invisíveis. Em tempos normais, vale a mão invisível que descreveu Smith. Mas em tempos de crise, vale a outra mão, a mão de Keynes. Por isso neste momento prevalece em vez do Mercado, o Estado, que está gastando qualquer coisa para prevenir a recessão. Keynes supunha que passada a crise o Estado cederia outra vez o lugar ao Mercado Talvez não tenha previsto que uma vez que se estimula seu gosto pelo poder, o Estado não se retira tão facilmente da cena, e em geral dá lugar , em vez da recessão, à inflação. É que tanto o Mercado quanto o Estado são, depois de tudo, humanos, e como tais, imperfeitos, sendo nosso destino oscilar entre o liberalismo e o estatismo, e vice-versa, conforme passem os anos. "
2. O eleitor não vê nenhum problema de consciência ou infidelidade mudar de voto do primeiro para o segundo turno. E isso se torna ainda mais possível pela igualação dos tempos de TV e a focalização em apenas dois nomes na imprensa e na propaganda eleitoral. Para o eleitor médio é como se fosse outra eleição. Não diria nova, mas outra.
3. Quem pensa que leva -necessariamente- os votos do primeiro turno para o segundo e depois busca apoios para agregar sobre o que já teve, pode estar cometendo um erro fatal. Mas há uma faixa de probabilidades -maior ou menor. Quanto mais as agendas fixadas pelos candidatos no primeiro turno foram as razões firmes de seu voto, maior a probabilidade do eleitor repetir o voto. E ao contrário: quanto mais o voto estiver ligado à visibilidade, coreografia na TV, etc... menor a probabilidade de repetir o voto.
4. O primeiro turno -no Rio- não teve nenhuma agenda positiva. A questão da saúde pública -produziu uma sensação de agenda- mas o eleitor generaliza as responsabilidades e desconfia de todos. Não votou por este tema, mesmo o considerando importante. Curiosamente o que se teve foram agendas negativas de crítica a prefeitura. De todos, e os que passaram ao segundo turno não foram exceção.
5. Mas o segundo turno -pela focalização- passa a exigir agendas positivas e que sintonizem o eleitor com o que será a próxima administração. E essas agendas não podem ser múltiplas nem diversificadas. Devem ser poucas e boas.
6. Nas pesquisas que este Ex-Blog fez com 5 mil eleitores na quinta e sexta, portanto dois e três dias antes da eleição, isso ficou muito claro. As razões do voto não foram impulsionadas por idéias, mas por visibilidade de um lado e imagem do outro. Portanto, com enorme facilidade de descolamento no segundo turno.
7. E entra, agora, um fator novo: a crise. Este Ex-Blog já lembrou diversas vezes que num quadro de crise se afirmam dois vetores: confiança e idéias conservadoras. Numa época de crise o eleitor não quer apostar no imprevisível. Inevitavelmente o eleitor estará avaliando o que vê, lê e ouve com o quadro geral de crise. Alguém poderá dizer que o prefeito não tem nada com isso. É verdade. Mas não tem a ver tanto quanto fazer chover, mas deve tratar das encostas e da drenagem.
8. Quem esquecer que é esse o cenário -"tempo intensamente instável com fortes temporais"- e fizer suas propostas como se estivéssemos em 2007, vai comunicar incertezas e insegurança, e transparecer mentira, diga o que disser. Mas ao contrário, quando a agenda escolhida levar em conta o cenário econômico e afirmar a candidatura por sua melhor condição de agir numa conjuntura assim, pode perfeitamente deslocar votos de um lado para o outro e mudar o quadro final do primeiro turno amplamente.
UMA HIPÓTESE DO QUE SEJA O "PADRÃO ELEITORAL EFETIVO"
1. Ontem este Ex-Blog analisou o quadro dos eleitores, lembrando que muitos que são incluídos na abstenção, na verdade faleceram, têm doenças que os imobilizam, têm idade avançada e não podem, mudaram de domicílio, têm mandado de prisão, estão presos... Trabalhando sobre hipóteses, este Ex-Blog sugeriu que 5% estariam neste caso e que os demais que não votaram, seriam de fato a abstenção.
2. Com a divulgação dos dados de 2006 pelo TRE, pode-se aprimorar esta estatística. No Estado do Rio, em 2006, eram 10.891.293 os eleitores inscritos. Desses, votaram 9.255.690. A abstenção bruta foi de 15%. Dessa diferença, 722.517 ou 6,6% preencheram o formulário de justificativa e 913.086 ou 8,36% não votaram nem se justificaram.
3. Neste universo estão também os inscritos, mas que podem, pela idade (maiores de 70 anos, ou menores de 18 anos), votar ou não. Outra vez deve-se aplicar uma hipótese. Digamos que 2% estariam nesta condição e decidiram não votar e não precisam se justificar. O saldo seria de 6,36%, ou um pouco mais que os 5% com que o Ex-Blog trabalhou para definir o padrão eleitoral efetivo. Um número próximo da hipótese de 5%.
PITACOS SOBRE O INÍCIO DO SEGUNDO TURNO NO RIO!
1. Com 20 minutos de TV e Rádio todos os dias, debates por todos os canais e jornais, por que os dois candidatos não assinam um acordo proibindo esses cartazes pela cidade? Bastam bandeiras e panfletos.
2. A diferença de idade é vantagem para o Gabeira, pela senioridade que inspira confiança. Para que o banho de piscina sinalizando juventude na direção do adversário? É caso de demissão do assessor de imagem.
3. O que os dois candidatos a prefeito têm a dizer sobre a crise e sobre eventuais reflexos para a cidade e para a prefeitura? O mundo despenca e eles não dizem nada? Acham que a cidade e a prefeitura estão fora desse mundo?
PLANO DE LEGADO URBANO E AMBIENTAL!
A Prefeitura do Rio entregou ao COB o trabalho completo do Plano de Legado Urbano e Ambiental para as Olimpíadas de 2016. O trabalho foi coordenado pelo CELU -comitê especial de legado urbano- da secretaria municipal de urbanismo. O Plano adotou uma linha coerente com o Plano Diretor proposto à Câmara Municipal e tem cerca de 400 páginas. Pode interessar às assessorias dos candidatos em segundo turno avaliarem, pois o COB já em dezembro estará fechando e traduzindo o Relatório completo da candidatura do Rio-2016 para entrega das cópias em fevereiro de 2009 ao COI e seus Membros.
FHC IRONIZA LULA E DIZ QUE A BLINDAGEM DA ECONOMIA É DE MANTEIGA!
Globo-On.
FH diz que tese do país blindado é para "enganar o povo"
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que o país não esta blindado à crise americana, e que declarações nesse sentido são apenas "para enganar o povo". Segundo ele, o governo precisa parar de brincar de poliana e dar nitidez às medidas preventivas que estão sendo adotadas para evitar problemas em setores da economia. - Vamos cobrar nitidez do governo atual, no sentido de cobrar que o governo deixe de brincar de poliana, dizendo que está tudo bem. Não está tudo bem. O FMI hoje mesmo deu uma declaração de que a crise só está começando - disse ele. - Essas declarações de que o país está blindado são retóricas para fins de enganar a população. As pessoas vão sentir no bolso (os efeitos da crise) - reiterou FH, que ainda reiterou:
SAÚDE PÚBLICA DO GOVERNO CABRAL EM FRANGALHOS!
RJ-TV-1!
Há dois dias sem água, Hospital Pedro II tem cirurgias canceladas, e reduziu os atendimentos. Os pacientes estavam preocupados com o risco de infecções. "Eu estou com medo de ficar aqui e de pegar uma infecção em mim e no neném", afirma a dona de casa Angélica de Paula Virgílio. Muitos pacientes que tinham marcado, com antecedência, cirurgias eletivas para ontem tiveram que voltar pra casa. Os médicos cancelaram todos os procedimentos, que não fossem de emergência. Sobre os doentes: "Eles estão sem tomar banho e sem escovar os dentes. Eles foram escovar o dente no banheiro e não tinha água. Eles foram dar descarga e não tinha água. Então para mim, isto é um absurdo. Está um absurdo este hospital", a empregada doméstica Lidiane de Araújo.
A CRISE E OS GOVERNOS DO BRASIL E DA ARGENTINA!
Argentina- Clarin
Buscan bajar el gasto y que el dólar no se dispare
Brasil- Globo
Lula recomenda manter consumo
ELEIÇÕES NO RIO: MENTALIDADE CORTESÃ E ESMOLA!
Coluna de Dora Kramer -ESP.
Todos - do governador ao espectro completo de candidatos - manifestam temor reverencial ao poder de manipulação do Orçamento federal. É generalizado o discurso de que o Rio precisa ser "amigo" de Brasília, a fim de ter garantidos os repasses de verbas da União. Em algum ponto do caminho o princípio da impessoalidade que rege a administração pública foi substituído pelo critério da esmola mediante uma política de boa vizinhança. A relação isenta entre os entes federativos é mais que uma obrigação, é uma imposição legal. No lugar de mostrar isso ao cidadão carioca, os representantes do Rio alimentam a mentalidade cortesã imaginando recuperar importância no cenário político nacional na base da esmola.
BOLSAS AFUNDAM!
A de Tóquio caiu 9% hoje e as Européias apontam para queda entre 5% e 7%. O índice DJStoxx 600- que é uma média das bolsas européias, indicava queda de 7,11%.
OBAMA X McCAIN E A CENOGRAFIA!
Já não se fazem assessores de imagem como antigamente. Como é possível a assessoria de McCain aceitar o cenário-palco com deslocamento livre dos candidatos? Obama deslizou! McCain se arrastou! Reagan -campeão da cenografia política- deve estar lá de cima rolando de raiva ao ver seu partido entrar nessa.
A CRISE: KEYNES E ADAM SMITH!
Mariano Grondona no La Nacion: trechos.
"A história mostra que não há uma, senão duas mãos invisíveis. Em tempos normais, vale a mão invisível que descreveu Smith. Mas em tempos de crise, vale a outra mão, a mão de Keynes. Por isso neste momento prevalece em vez do Mercado, o Estado, que está gastando qualquer coisa para prevenir a recessão. Keynes supunha que passada a crise o Estado cederia outra vez o lugar ao Mercado Talvez não tenha previsto que uma vez que se estimula seu gosto pelo poder, o Estado não se retira tão facilmente da cena, e em geral dá lugar , em vez da recessão, à inflação. É que tanto o Mercado quanto o Estado são, depois de tudo, humanos, e como tais, imperfeitos, sendo nosso destino oscilar entre o liberalismo e o estatismo, e vice-versa, conforme passem os anos. "
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