quarta-feira, 27 de maio de 2009

Desemprego e População Não Economicamente Ativa (PNEA) na RM-RJ - 27 de maio de 2009

Ex-Blog do Cesar Maia

27 de maio de 2009



DESEMPREGO E POPULAÇÃO NÃO ECONOMICAMENTE ATIVA (PNEA) NA RM-RJ!
                   
1. A pesquisa mensal de emprego de abril, na RM-RJ, aporta dados intrigantes sobre a constituição da PNEA e suas relações com o desemprego. O número de pessoas em idade ativa (IBGE-PME, entre abril de 2008 e de 2009) cresceu de 10.103 mil para 10.143 mil, ou 40 mil pessoas, ou 0,4%. As pessoas na PEA, economicamente ativos, passaram de 5.445 mil  a 5.379 mil, diminuindo 40 mil. A PNEA cresceu em 106 mil pessoas, de 4.658 mil para 4.764 mil. A queda da PEA apontaria para a desistência de pessoas procurarem emprego em função da crise.  A taxa de desemprego efetivo (taxa de desocupação + emprego precário) passou de 9% a 8,6% entre abril de 2008 e 2009, o que confirmaria isso.
                   
2. O crescimento da PNEA, em um ano, não poderia ser explicado pela escolaridade ou pelas aposentadorias.  Dessa forma caberia penetrar nos dados do PNEA na forma que o IBGE os apresenta. Dentro da PNEA as pessoas que gostariam e estavam disponíveis para trabalhar, mas não estavam procurando emprego, cresceram de 5,7% a 7,8%, ou 2,1%, ou 215 mil pessoas. As marginalmente ligadas a PEA passaram de 2% a 3,4%, ou mais 143 mil. As desalentadas dentro da PNEA não sofreram aumento. As que gostariam, mas não estavam disponíveis para trabalhar cresceram de 0,7% para 1,2% ou mais 51 mil.
                   
3. Ao todo: 215+143+51 = 409 mil pessoas, que estando na PNEA, na verdade gostariam de estar empregadas e se não pressionam o mercado de trabalho real, o pressionam virtual e animicamente. Estas podem ser produto do desemprego, que vem seguido de indenizações; FGTS e seguro-desemprego que neutraliza por algum tempo a demanda; alguma informalidade doméstica ou em atividades não remuneradas ou não procuram emprego por perceber dificuldades. Certamente uma combinação de todos. Registre-se que a taxa de desalento (desistência por desemprego em longo prazo) não aumentou.
                   
4. O que impressiona é que agregando todos os dados do IBGE para as RMs pesquisadas, o caso da RM-RJ é o único no Brasil em relação a esses itens. Cumpre com urgência analisá-los por dentro, numa série em média móvel-trimestral e avaliar que políticas compensatórias se fazem necessárias, já. São, repita-se, 409 mil pessoas a mais nestes casos, em um ano.        

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MAIS UM ARTIGO NO BLOG DO FOGÃO. AGORA SOBRE PASSE EM PROFUNDIDADE DO DIDI.
                                       
Clique abaixo.
                   

http://www.fogaonet.com/blogs/cesarmaia/


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ESTATÍSTICAS DE CRIMINALIDADE POR ÁREA DE SEGURANÇA!
                             
O Diretor do ISP esclarece.
             
"A estatística de segurança pública do estado continua dentro da mesma rotina, com a divulgação das incidências com desagregação por AISP até o nível de Circunscrição de DP, conforme pode ser observado através do link para a página do ISP na internet:
http://urutau.proderj.rj.gov.br/isp_imagens/Uploads/DO200901.xls .


O Relatório Mensal Por AISP ainda será publicado e com as modificações esclarecidas à imprensa na coletiva de apresentação dos dados de 2008 (média móvel trimestral)". Mário Sérgio de Brito Duarte

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"BARREIRAS DE CONCRETO FECHAM POBRES EM GUETOS NO RIO, DIZ TIMES"!
                   
Chamada do site da BBC em português, 26/05. Curioso que intelectuais brasileiros com muito espaço na imprensa (leia na matéria) não tenham tido oportunidade para aparecer quanto aos muros e falar como falam na matéria. Clique abaixo 1 e veja a matéria do Times.  Clique abaixo 2 e veja a matéria da BBC a respeito. Uma vergonha para o Rio.

http://www.timesonline.co.uk/tol/news/world/us_and_americas/article6360807.ece

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/05/090526_times_muros_rio_rw.shtml


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DA SÉRIE: NADA DE MUROS! TOUR NO PAVÃOZINHO!
                   
Conheça um tour de turistas no Pavãozinho dias atrás. Matéria UOL. Clique abaixo. 2 minutos e 40.

http://noticias.uol.com.br/ultnot/multi/2009/05/26/0402326AE0C12346.jhtm

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AS RECEITAS DO ESTADO DO RIO ATÉ ABRIL! SETORES QUE PREOCUPAM!
             
1. As duas principais receitas do Estado do Rio são ICMS e Royalties do Petróleo. O acumulado dos royalties de janeiro a abril (algo de maio) de 2009 foi de 581 milhões de reais. Em 2008 neste período, com repasses havia sido de 822 milhões. O ICMS, incluindo a dívida ativa, juros e mora, mas excluindo desta um pagamento contábil da Cedae ao Estado que em abril foi de 310 milhões de reais, alcançou 6,19 bilhões de reais, que somados aos royalties de 581 milhões temos 6,77 bilhões. Em 2008 foram 5,62 bilhões de ICMS, mais os royalties de 822 milhões, são 6,44 bilhões. Assim, entre 2008 e 2009 o crescimento nominal foi de 5,1%, ou crescimento real zero.
             
2. No ICMS a receita da Indústria teve queda real de 8,69%, passando de 1,989 milhões em 2008 para 1,938 em 2009. Outros resultados preocupantes foram Indústria de Bebidas menos 1,32%, Eletro-Eletrônico menos 29,53%, Metalurgia/Siderurgia menos 38,41%, Transporte Viário menos 9,16%, Serviços de comunicação menos 2,7%.

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MCM: NÃO HÁ SINAIS DE REAÇÃO DOS INVESTIMENTOS! QUEDA DO PIB COM VIÉS DE BAIXA!
            
"Diante de novos dados sinalizando acomodação no início do segundo trimestre, fica patente que a recuperação da atividade doméstica será lenta e desigual. Na melhor hipótese, a produção industrial ficará de lado em abril. No mesmo período, as vendas no varejo deverão retroceder, após três meses consecutivos de elevação. De um lado, a renda real emitiu sinais de fraqueza em abril. Em relação aos demais componentes da demanda, as exportações de produtos básicos apresentam reação na margem, devido, provavelmente, a aumento da demanda chinesa. E o setor governo ajudará a sustentar o PIB. No entanto, não há sinais de reação dos investimentos e da demanda externa por produtos industriais. Diante disso, nossa projeção de queda de -0,5% para o PIB neste ano ganha viés de baixa".

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A POLÍTICA COMO CIÊNCIA, COMO ARTE E COMO FRAUDE, COMO ASTÚCIA!
                     
Trechos do artigo “A Política como Astúcia e Manha”, de Nélida Baigorria, ex-deputada e atual membro da Academia de Ciências Sociais de Mendoza, em La Nacion, 25/05. Tem como referências as eleições parlamentares argentinas de junho, mas que serve também para cá.
                 
1. A Política é uma Ciência para cujo estudo se requer disciplina intelectual, pesquisa, metodologia para fazer compreensíveis as teses sobre seus objetos. A Política é, pois, uma Ciência Social da qual Aristóteles disse ser o método para alcançar o melhor Estado. Quando os dirigentes ou militantes de um partido político hipotecam os princípios que conduzem ao bem comum e ao dever ser, fica anulada a vigência dos valores e o mandato emanado da doutrina partidária.
                 
2. Além se ser uma ciência, a Política é uma Arte, que numa primeira acepção quer dizer uma virtude, uma disposição, ou uma habilidade para fazer alguma coisa. O trabalho político, dosado por uma disciplina científica se complementa com certos atributos de personalidade que nem todos possuem. E que, portanto, aceitar uma responsabilidade política sem as condições básicas de idoneidade para o cargo é uma fraude afetando um dos pilares básicos que sustentam a arquitetura de uma república: a soberania popular.
                 
3. Há aqueles que frequentam os meios de comunicação e abordam qualquer tema, certos de que são oniscientes, ainda que careçam de formação mínima para entrar com dignidade num debate político. A patologia de chegar ao poder para eternizar-se nele, pode ser medida pela simples leitura da lista dos candidatos que  provoca incredulidade, desânimo e tristeza.
                 
4. A atual ausência dos partidos políticos, a diáspora produzida em muitos deles ao perder-se a força de coesão que supõe numa doutrina e a falta de democracia interna, determinaram  que as listas sejam uma agregação de grupos heterogêneos sem selo ideológico definido que garantam o regime republicano.
                 
5. A política, usada como astúcia, responde a um ardil para lograr seu propósito: reter o poder com estratagemas tão grosseiros como inéditos nas democracias do mundo.

 
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