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| 28 de maio de 2009 JORNALISMO COMO MÁQUINA DE PRODUZIR MANCHETES! E INTERNET! Artigo de José Luis Pardo, catedrático de Filosofia na Univ. Complutense de Madrid (Las garrafas y el vino del perodismo), publicado em 26/05 no El País. Trechos. 1. O que costumamos chamar de sensacionalismo não é uma deformação perversa e tardia de uma imprensa reta e objetiva na origem, mas uma de suas tendências naturais. É muito mais provável que a retidão e a imparcialidade sejam um logro evolutivo. Deve estar na natureza do jornalismo lutar contra a principal característica dos tempos modernos, que é um flexível continente que admite em seu interior toda classe de conteúdos. 2. A busca de manchetes sensacionais substitui a força da opinião pública. Obcecada por notícias e entretenimento, a imprensa abandona o que garante a sua autonomia. Esta indiferença sobre os acontecimentos em si, é a manchete do jornal, que tenta chamar a atenção do leitor potencial, de que ocorreu algo extraordinário, algo fora do comum, coisa verdadeiramente inaudita, numa época em que tudo parece rotina. 3. É um erro confundir a edição digital com uma mudança histórica, pois a chamada imprensa eletrônica, longe de ser uma novidade que anuncia uma transformação cultural sem precedentes, é a simples consumação que leva a termo a tendência que falamos: se a imprensa não é mais que um dispositivo de produção de manchetes chamativas, para que esperar 24 horas? Por que não mostrar as manchetes num processo constante e ininterrupto e deixar que as audiências expressem a sua vontade soberana, pulsando digitalmente sobre as chamadas que resultem mais interessantes, ou abandoná-las, na medida em que vá se aborrecendo? Isso não acalmará a ansiedade por novidades, mas a multiplicará infinitamente, atualizando-a a cada instante e fazendo com que cada segundo seja recheado mediante um novo clique informático. 4. O jornalismo desempenha na história moderna a tarefa de articular a opinião pública, vale dizer, construir uma esfera civil de autonomia na qual os cidadãos deliberem sobre as decisões políticas, econômicas ou culturais que afetam as suas vidas e, na qual podem exercer a crítica sobre o comportamento dos diversos poderes, apoiando-se em informações confiáveis sobre os mesmos. Essa é a função da imprensa, que pode efetivamente se opor à indiferença e o amálgama da temporalidade moderna, pois é ela que produz imediatamente hierarquias e vínculos conceituais entre os conteúdos, que obrigam a distinguir-se da simples propaganda, do negócio ou do engenho publicitário, porque é a única que garante a sua autonomia com respeito a essas outras esferas de influencia dos poderes. 5. Quando hoje se debate sobre o futuro do jornalismo e se trata quase exclusivamente da questão dos continentes (digital x analógico, tela x papel) e da dimensão empresarial do negócio informativo (e a busca frenética de publicidade) e poucas vezes dos conteúdos, a imprensa vai, paulatinamente, abandonando sua função sistematizadora da esfera pública, fugindo do juízo crítico, renunciando a hierarquia da informação e assumindo sua dependência com respeito aos poderes. 6. É um sintoma que pode levar a se ver no final de sua profissão, que o jornalismo como máquina de produzir manchetes, devorou o jornalismo como articulação da opinião pública em uma sociedade democrática. 7. Neste momento estamos ocupadíssimos com os continentes e com a publicidade, com os portáteis e os celulares. E não é por culpa destes, se não de algumas decisões políticas e profissionais, pelas quais, os jornais, que devem ser os lugares naturais daquelas discussões, estão se tornando insuportáveis, literalmente, inviáveis em qualquer suporte. * * * O SOCIÓLOGO FRANCISCO "CHICO" DE OLIVEIRA, EX-PT, ATIRA EM LULA, SERRA E AÉCIO! E AFAGA FHC! (VALOR, 27/05, Trechos) 1. O governo de Lula, concretamente, não demonstrou nenhum avanço social no plano dos direitos. Do ponto de vista da condução econômica é uma administração medíocre, que pensou que se salvaria da crise global e percebe-se que não tem nenhum domínio da situação. Economicamente o governo Lula é um barco à deriva, que se as ondas forem boas chega a um bom porto, e caso contrário, não. Lula está à direita de Fernando Henrique [Cardoso] ao não recompor as estruturas do Estado e não avançar na ampliação de direitos. 2. O presidente tenta se legitimar promovendo consensos que passam pela cooptação dos mais pobres. Neste sentido, vivemos na gestão dele uma regressão política, porque no governo Lula houve uma diminuição do grau de participação popular na esfera pública. 3. Serra e Aécio? Rejeito ambos por motivos diferentes. Aécio parece mais um político superficial que se faz sob a herança política familiar. Nunca vi uma opinião dele que impressionasse. Serra é uma surpresa. Faz um governo gerencial e até reacionário, ao lidar com o funcionalismo e com a universidade pública. É um político que gradualmente se converteu, quando vemos o passado dele e o local onde atua agora. É o grande líder conservador. * * * GUARDA MUNICIPAL NÃO PODE SUBSTITUIR A PM NEM COM ARMAS NÃO LETAIS! A GM tem como foco o cidadão, as posturas e o patrimônio municipais. Ideal é que se fizesse uma emenda constitucional para atuar em pequenos delitos. Mas até lá não pode, independente de usar armas não letais. Há emenda constitucional tramitando para isso. (ESP, 26/05) A OAB/RJ afirma que o uso das armas é inconstitucional. "Operacionalmente é ótimo, pois ajudaria a retirar a sobrecarga da Polícia Militar, mas é inconstitucional. O artigo 144 da Constituição Federal define os órgãos que podem atuar na segurança pública e a Guarda Municipal não está lá. As guardas municipais são apenas para segurança patrimonial. Eles não podem revistar ou prender suspeitos. Apenas podem prender em flagrante, como qualquer cidadão", disse o presidente da Comissão de Segurança Pública da OAB/RJ, o advogado José Carlos Tortima. * * * IPEA (GOVERNO FEDERAL) DIZ QUE PRODUÇÃO INDUSTRIAL DE ABRIL/09 CAIU 14% EM RELAÇÃO A ABRIL/08! (http://www.ipea.gov.br/) "A previsão do IPEA para o resultado da produção industrial mensal de abril de 2009 em relação ao mesmo mês do ano anterior é de - 14%, informa Leonardo Carvalho, coordenador dos dados do Indicador IPEA de Produção Industrial Mensal, lançado hoje. Dentre os indicadores setoriais, o destaque negativo ficou por conta da produção de autoveículos que, após acumular queda de 16,8% no primeiro trimestre de 2009 ante o mesmo período do ano anterior, voltou a apresentar retração superior a dois dígitos em abril, recuando 15,8%. O primeiro trimestre de 2009 acumulou queda de 14,7% na comparação com o mesmo período do ano passado". * * * PESQUISA GPP-ABRIL COM ADVOGADOS DE SP! (1.200 entrevistas dos aptos a votar para a direção da OAB)! 1. A favor da reeleição dos presidentes: 47,4%. Contra: 50,9%. Entre os que são a favor: quantas vezes? Uma vez (2 mandatos): 78,1%. Mais de 2 mandatos: 20%. 2. Pensando no presidente Lula você é a favor ou contra que dispute um terceiro mandato? Contra: 86% A Favor: 12,3%. 3. Você é filiado a algum partido político? Não: 87,4%. PSDB: 3,8%. PMDB: 2,3%. PT: 1,3% PPS, DEM, PP: 0,8%. Etc. 4. Você tem simpatia por algum partido? PSDB: 19,7%. PT: 6,9%. PMDB: 6,8%. DEM: 2,9%. Etc. Não sabe/não respondeu: 56%. * * * VENDAS REAIS DA INDÚSTRIA DO RIO DESPENCAM 21,8% EM ABRIL/09 SOBRE ABRIL/08! (Valor-online/Firjan, 27/05) "O volume de vendas reais na indústria do Rio de Janeiro, na comparação com abril do ano passado, caíram 21,8%, enquanto entre janeiro e abril a queda foi de 18% na comparação com os quatro primeiros meses do ano passado, e recuou 9% em abril, na comparação com o mês anterior, na série com ajuste sazonal". |
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quinta-feira, 28 de maio de 2009
Jornalismo como Máquina de Produzir Manchetes! E Internet! - 28 de maio de 2009
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