sexta-feira, 3 de julho de 2009

A Importância de Minas Gerais em 2010 - 03 de julho de 2009

Ex-Blog do Cesar Maia

03 de julho de 2009


A IMPORTÂNCIA DE MINAS GERAIS EM 2010!
                           
1. Em grandes números, o Nordeste tem 20% dos eleitores e SP um pouco mais apenas. É provável que eleitoralmente se anulem em 2010. O Sul tem uns 15% e o NO/NE uns 10%. Aqui, o candidato a presidente da oposição, levará vantagem sobre 5 pontos, digamos, uns 30 pontos ou 1,5% sobre o total. No Estado do Rio, com triplo palanque, é provável que a candidata do governo equilibre o jogo.
                           
2. Portanto, a eleição terá Minas Gerais como seu palco principal e decisivo.
                           
3. Em 2006, se Alckmin tivesse tido em Minas Gerais a votação de Lula, e vice-versa, a eleição teria sido basicamente empatada no primeiro-turno. Não basta a oposição estar formalmente unida em Minas Gerais. Ela tem que estar organicamente unida e, mais que isso, motivada e jogando-se inteira pela candidatura presidencial da oposição.

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ÉTICA POLÍTICA E EMPRESARIAL!


1. Os sociólogos chamam de patrimonialismo a apropriação privada do Estado, por atos de corrupção de qualquer tipo. Mas isso não basta. O patrimonialismo pode ser subdividido em dois grupos. O primeiro, aquele onde políticos ou funcionários se apropriam de recursos públicos através de abusos nas remunerações, contratações, fantasmas, despesas desnecessárias, contratação de ONGs ou empresas, laranjas, extorsão... É como se a corrupção se desse num círculo fechado dentro dos poderes.

2. O segundo grupo é onde empresas privadas ou mesmo pessoas físicas se apropriam de recursos públicos corrompendo funcionários e políticos. Aí estão as licitações fraudadas, sonegação cumpliciada, sobrepreços, compras fantasmas, favorecimentos para fornecedores e instituições financeiras, acesso privilegiado ao patrimônio público, aprovação de legislações de favorecimento...

3. As duas situações são igualmente condenáveis. No entanto, os escândalos que vão sendo divulgados, independentes de serem de um ou outro grupo, são apresentados, na maioria das vezes, como do primeiro tipo, mesmo que seja um caso claro de ação de corruptores. São inúmeras as situações do segundo grupo, mas a apresentação delas com destaque ao corruptor é uma exceção à regra. E, ninguém tem dúvida, que por mais que os casos do primeiro grupo sejam significativos, o volume de recursos apropriados no segundo caso é muitas vezes maior que no primeiro. Um destaque adequado, em cada caso, ajudaria a inibir a ação dos corruptores, tanto quanto o tem feito no primeiro.

4. Funcionários são demitidos, políticos desmoralizados e até cassados, mas nenhuma grande empresa é excluída das relações com o setor público por inidoneidade. Se ocorresse assim com uma, provavelmente o exemplo ajudaria muito a reduzir a ação de corruptores.

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CURRICULUM!!!!
                   
(Painel-FSP, 03/07)  "Reportagem na próxima 'Piauí' questiona o currículo de Dilma divulgado pelo site da Casa Civil. Ali se informa que ela é mestre em teoria econômica e doutoranda em economia monetária e financeira pela Unicamp. A universidade disse à revista que não há registro de matrícula no mestrado e que o doutorado foi abandonado."

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HONDURAS: SOPA DE CARACOL!
                       
1. (El Heraldo, 02/07) Embaixador de Honduras (do governo deposto) nos EUA afirmou que não ocorreu golpe de estado. "Eu reconheço a Chancelaria e as autoridades que estão tomando as decisões neste momento."
                       
2. (La Prensa-HO, 02/07)  O presidente da Costa Rica, Óscar Arias (prêmio Nobel da paz) disse que estuda a possibilidade de romper relações com Honduras. Mas que não crê prudente que o deposto presidente Zelaya, retorne a seu país porque poderia comprometer uma eventual conciliação.
                       
3. (La Prensa, 02/07) As fronteiras rodoviárias foram reabertas informou o Conselho Hondurenho da Empresa Privada - Coehp. O diretor executivo explicou que as avaliações jurídicas que realizaram os países centro-americanos consideraram que o bloqueio violava o acordo de integração centro-americano, além de afetar as economias de El Salvador, Guatemala, Nicarágua e Honduras.
                       
4. (EFE, 02/07) O novo presidente de Honduras anunciou que não tem nenhuma objeção a antecipar as eleições gerais (presidente, deputados e prefeitos - 2010/2014) previstas para 29 de novembro como uma saída para a crise após a derrubada de Zelaya no domingo passado.
                       
5. (Agências, 03/07) Presidente da OEA chega hoje a Honduras.
                       
6. (AFP, 02/07) O novo chanceler de Honduras, Enrique Ortiz, disse que "mais de 25 mil hondurenhos garantiram que estão dispostos a rodear o aeroporto" para impedir o regresso de Zelaya.

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MANTENDO A MÉDIA DE UM ARRASTÃO DE 3 EM 3 DIAS NO RIO!
                       
(Blog do Ancelmo - Globo-on, 02/07)  Arrastão no cartão postal. Anteontem, às 20h30m, aconteceu um arrastão na Lagoa, bem em frente ao Flamengo. Os assaltantes, seis, estavam em três motos. Roubaram pertences dos ocupantes dos carros parados no sinal e levaram outras três motos.

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OS 25 INTERROGATÓRIOS DE SADDAM HUSSEIN AO FBI!

Os interrogatórios foram realizados após sua captura em dezembro de 2003. (Agência EFE, 02/07)

1. "Saddam afirmou que o Iraque não tinha armas de destruição em massa e que a ameaça do Irã foi a maior razão pela qual não permitiu a volta dos inspetores da ONU. Saddam disse que se preocupava mais que o Irã descobrisse as debilidades e vulnerabilidades do Iraque, do que as repercussões nos EUA por impedir a volta dos inspetores da ONU, pois estes poderiam ter informado ao Irã onde produzir um maior dano ao Iraque." (resumo da transcrição da conversa do agente do FBI George L. Pio datada de 11 de junho de 2004).

2. "Saddam nega categoricamente qualquer relação entre seu governo e os atentados terroristas em NY e Washington em 2001. Perguntado (pelo agente Pio) porque não confiava na Al Qaeda, Saddam diz que os EUA não eram ‘O inimigo’ do Iraque. Saddam qualifica os aiatolás de fanáticos. Tanto os temia que se mostrou disposto a negociar com os EUA um acordo de segurança para lograr proteção das diversas ameaças na zona."

3. "Saddam disse que os EUA utilizaram os ataques de 11/09 como desculpa para atacar o Iraque. Os EUA, disse, haviam perdido a perspectiva das causas do 11/09 (escreve o agente Pio numa conversação de 28/06/2004). Saddam nega haver aplaudido os ataques e lamenta que a única opção que lhe foi dada fosse abandonar o Iraque, o que não era viável. "

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"NÃO É O MESMO CONSTRUIR HEGEMONIAS PERSONALISTAS, QUE CONSTRUIR OS CIMENTOS DO ESTADO"!

Trechos do artigo do historiador/politólogo argentino, Natalio Botana "E agora? O que?" (La Nacion, 02/07)

1. O desafio após as eleições parlamentares é a exigência de por de pé, o quanto antes, um sistema de partidos com vocação institucional. Esta tarefa requer com urgência novas lideranças O voto dos cidadãos impõe esta responsabilidade a vários candidatos vitoriosos. É a passagem do conceito de oposição negativa, a outro mais amplo e generoso, de oposição construtiva. Não é o mesmo construir hegemonias personalistas, que construir os cimentos do Estado. A obsessão por montar as peças da hegemonia desatende o dever de manter em bom funcionamento os pilares do Estado. Se isso não ocorre, o Estado é apenas um instrumento descartável que, portanto, não responde às demandas.

2. Este é o terreno da reconstrução, que coincide com a última etapa de um governo muito mais frágil do que era há apenas uma semana. Há que reconstruir o Estado segundo as dimensões fiscal e federal, reconstruir instituições republicanas, refazer, enfim, o tecido da mediação. As oposições não podem deixar de ter sua individualidade, mas tampouco podem deixar de lado à vontade para buscar acordos duradouros. Isto exigirá projetar a ação em círculos concêntricos: o primeiro no plano legislativo; o segundo em tudo o que for vinculado à seleção de lideranças futuras nas organizações partidárias ou nos espaços de interação dos partidos. A peculiaridade desses círculos é que não são cronológicos, mas giram simultaneamente.

3. Nesse processo devem adquirir relevância o papel dos lideres dos partidos no Congresso. Pelo lado da oposição, se faltou importância neles até aqui, terá que ter daqui para frente. É uma aposta a favor da inteligência do compromisso. Da forma que se consiga coordenar esforços, e, sobretudo, pactuar consensos sobre políticas públicas, dependerá o perfil construtivo das oposições. Os legisladores devem ser construtores de pontes do diálogo. Sobre o atual legado de frustrações, apetites irracionais e impulsos facciosos, que se formaram em contraposição à arte da convergência política, haverá que se plantar este projeto.
 
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