sexta-feira, 14 de agosto de 2009

"Big Seed Marketing"! - 14 de agosto de 2009

Ex-Blog do Cesar Maia

14 de agosto de 2009


"BIG SEED MARKETING"!
           
1. Este Ex-Blog recebeu solicitações que tratasse do artigo de Alexandre Abdo, citado ontem na nota que resumiu a coluna de Cesar Maia na Folha de SP (08). É um texto muito longo. Mas segue um trecho, na parte final, que pode ajudar a se entender porque foi citado na nota de ontem.
         
2. "Esses resultados estimularam Duncan a publicar, com Jonah Peretti, veterano de campanhas boca a boca pela internet, uma alternativa, apelidada de "big seed marketing" [marketing de grande semeadura]. Com foco em pessoas comuns, ignorando hipotéticos influenciadores, a ideia consiste em utilizar meios de comunicação de massa para atrair um número grande de participantes, quaisquer. E então incentivá-los a passar a mensagem adiante, o que a internet torna muito barato. As implementações dessa estratégia por Peretti geraram retornos robustos de duas a quatro vezes a audiência inicial pela qual se pagou -um bom negócio, ainda que distante da promessa de conquistar o mundo com influenciadores."

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MARKETING EM REDES SOCIAIS: VALE PARA A POLÍTICA TAMBÉM!
                 
(Marili Ribeiro - ESP, 10/08)
                       
1. O avanço das redes sociais possibilita o contato direto entre as empresas e seus potenciais consumidores, reduzindo a função da intermediação nesse processo. Com isso, mudam as relações nos moldes conhecidos, em que os profissionais de marketing determinavam as tendências de comportamento com base em estudos e pesquisas organizados por eles.  "Está em curso uma desintegração da mídia de massa que vai mudar radicalmente o ambiente das ações de marketing como o conhecemos", diz, em seu recém-lançado livro The Chaos Scenario, o jornalista e crítico da propaganda americano Bob Garfield. Para ele, a premissa básica é que as pessoas vão opinar e ser ouvidas como nunca antes.
                     
2. Everton Caliman, gerente de produtos da fabricante de celulares Sony Ericsson, empresa que investe nas redes sociais: "Não diria que vamos passar por uma desconstrução da mídia de massas, mas sim por uma dispersão. As empresas vão diminuir a intensidade de sua presença em canais tradicionais e focar mais no consumidor que quer atingir. Serão tiros mais certeiros em suas ações de marketing, embora ainda tenham de aprender a conviver com um consumidor ativo e que vai interagir."  No ambiente de pesquisa, "as respostas vem influenciadas". "Há, nas redes, informações mais ricas e verdadeiras".                       

3. No EUA 66% dos anunciantes usaram os canais de mídia social em 2008, contra 20% que fizeram isso no ano anterior. Nesse levantamento há ainda dados referentes a investimentos, em que 55% dos entrevistados disseram ter transferido recursos da mídia tradicional para campanhas realizadas na mídia social.
                     
4. Na agência de marketing TV1, seu presidente, diz que seu negócio prosperou num ambiente sem barreiras entre as mídias online e offline. E isso, segundo ele, faz diferença no atual cenário. "As redes sociais apenas explodiram as pontes entre os consumidores e as marcas", diz. "Antes as manifestações das pessoas ficavam estranguladas nos call centers. Isso mudou, porque esse filtro deixa de existir no mundo conectado." "Quem quiser oferecer serviços nessa área tem de dispor de um time multidisciplinar". "Redes e blogs são a quarta atividade mais procurada na internet e o tempo dedicado a eles cresce três vezes mais do que em qualquer outra atividade. E o brasileiro é quem mais dedica tempo de navegação em redes sociais."

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RIGOBERTA MENCHÚ E MARINA SILVA!
         
1. Mesmo que em condições diversas, Marina Silva poderia conhecer o caso guatemalteco das eleições presidenciais de 2007. As eleições abriram com Rigoberta Menchú, líder indígena e ambiental e ícone internacional com Prêmio Nobel da Paz em 1992, liderando. Colocou na mesa os temas dos direitos humanos dos maias, da defesa do meio ambiente, da mulher, e da ética. Teve uma experiência ministerial em 2004.
         
2. Abriu a campanha liderando, com folga, as pesquisas como candidata de seu partido EG - Encuentro por Guatemala. No final obteve apenas 3,09% dos votos no primeiro turno, em sétimo lugar. Não custa nada conversar com a líder Rigoberta Menchú.  A história não se repete?  Segundo Marx, o faz como tragédia. De uma ou outra forma, ensina.  Aprender sempre é bom. Até para evitar os mesmos erros.

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ATUALIZANDO OS DADOS DE GRIPE SUÍNA!

       
Atualizando os dados da gripe suína. Já são 277 mortes no Brasil. SP (111), PR (58), RS (55), RJ (37), SC (6), MG (4), PB (2), BA (1), DF (1), PE (1), RO (1).  O Brasil é o terceiro país em número de mortes. EUA (450) em 1º e Argentina (404) em 2º. No mundo, 1.906 mortes confirmadas e estimativa de 2.095. Brasil representa 14,5% das mortes no mundo.

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GRIPE A E VOLTA ÀS AULAS!
                 
Cada escola deve ter um kit (alguns termômetros, especialmente) e deve entregar um folheto simples aos responsáveis. Deve ter o contato rápido com posto de saúde, hospital ou mesmo médicos da rede, próximos, via celular. Deve ter um código para que o SAMU possa dar prioridade à escola pública. Deixar os menores em casa é um erro, no caso de crianças com renda menor, seja porque pode ficar só, seja porque a alimentação na escola é reforçada. No mínimo um turno menor para a criança se alimentar e checar a febre.

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KRUGMAN: OBAMA ACERTOU PELO QUE NÃO FEZ!
               
(Reuters-El Mercurio-on, 11/09) Provavelmente o aspecto mais importante do papel do governo nesta crise não é o que fez, mas o que não fez. À diferença do setor privado, o governo federal não recortou o gasto quando caíam suas receitas, escreveu Paul Krugman. O governo dos EUA salvou o país de uma "repetição completa" da Grande Depressão, disse o ganhador de um Nobel, Paul Krugman, em uma coluna publicada na segunda, no New York Times. Krugman disse ademais do efeito estabilizador "automático" criado pelo governo, quando se evitou também uma depressão devido à ajuda governamental na hora de resgatar o setor financeiro e o plano de estímulo de presidente Barack Obama.

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REELEIÇÃO, SEGUIDA E ALTERNADA, NA AMÉRICA LATINA!


(La Nacion, 12/08) Daniel Zovatto, diretor da IDEA para AL. Trechos.

A legislação latino-americana vigente é notoriamente favorável à reeleição: em mais de dois terços dos países da região (14 de 18) ela é permitida.  No entanto, a legislação introduz mudanças significativas. A Venezuela é o único país (com exceção de Cuba) que permite a reeleição indefinidamente.

Em seis países (Argentina, Bolívia, Brasil, Equador, República Dominicana e Colômbia) a reeleição consecutiva é permitida, mas não indefinidamente. Em outros sete casos, só é possível após pelo menos um mandato presidencial (Costa Rica, Chile, El Salvador, Nicarágua, Panamá, Peru e Uruguai). Por outro lado, somente quatro países - Guatemala, Honduras, México, Paraguai - proíbem totalmente a reeleição.

Menem, na Argentina; Cardoso, no Brasil; Uribe, na Colômbia; Fujimori, no Peru; Chávez, na Venezuela; Mejía, na República Dominicana; Correa, no Equador e Morales, na Bolívia. Em todos estes casos as reformas foram implementadas durante a presidência dos mandatários que buscavam sua reeleição imediatamente, e que de fato foi obtida em todos os países, com exceção de Mejía, na República Dominicana.
 
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