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| 18 de agosto de 2009 UPLA (http://www.upla.net/) E UNIÃO DEMOCRATA INTERNACIONAL! ( http://idu.org/) Trechos da coluna de sábado, de Cesar Maia, na Folha de SP (Internacional Democrata). 1. Na segunda metade do século 19, foi criada a Internacional Comunista (IC). A IC, além dos debates político-ideológicos, atuava operacionalmente nos países de seus partidos. A Internacional Socialista (IS) se confundia com a IC no início. Com a divisão entre comunistas e socialistas, a IS organizou-se como fórum de debates e orientações, sem ação operacional nos países de seus membros. 2. Os partidos do centro à direita só constituíram -de fato- suas "internacionais" após a Segunda Guerra. A primeira, a Internacional Democrata-Cristã (IDC), com expressiva presença no Chile e Venezuela, estabeleceu-se como fórum de debates e orientações. A Internacional Liberal atuava sem a intensidade da IS e da IDC. A desintegração da URSS desfez a IC. A IS cresceu, ampliou sua atuação na formação de quadros e se fez presente nas regiões dos partidos membros. O sistema político alemão -pós-guerra- ao criar e financiar as "fundações" ligadas aos partidos, desdobrou sua atuação internacional, mantendo-se sempre no escopo dos debates, orientação e formação de quadros. 3. Esse quadro mudou para os partidos do centro à direita. O Parlamento Europeu -por blocos- articulou-se internacionalmente. A IDC ampliou sua base: manteve a sigla e mudou o nome para Internacional Democrata de Centro. Tornou-se majoritária com seu bloco, o Partido Popular Europeu (PPE, de Merkel, Sarkozy, etc.). A Internacional Liberal -aproximando-se do centro com os conservadores britânicos, liderados por Cameron- transformou-se em União Democrata Internacional -UDI- e ampliou sua base, e seu bloco, com as eleições europeias de junho. Alguns partidos europeus -como o CDU de Merkel- participam de ambas -IDC e UDI. 4. Na América Latina, a IS não constitui uma organização regional. A novidade é a Alba, "bolivariana", que atua regionalmente e repete a prática da IC, intervindo operacionalmente nos países de seus partidos. A IDC, mantendo a denominação anterior (ODCA), atua regionalmente como fórum e formação política. 5. A novidade é a Upla (União de Partidos Latino-Americanos), ligada à UDI, que decidiu atuar também operacionalmente e fazer o contraponto à Alba. Para isso, criará no Rio (com apoio do DEM, em 10/09), a Frente Democrática da América Latina, que será um braço político também operacional. Assim, o panorama latino-americano verá -pela primeira vez- forças ideologicamente opostas atuarem num campo que a cada dia se torna mais conflituoso. * * * O AUGE DAS RELIGIÕES! (Sergio Rubin – Clarin, 14/08) 1. Ao contrário dos que prognosticavam que o progresso científico provocaria uma paulatina eliminação das religiões, o que se vê é coisa diferente, confirmada em cuidadoso estudo, do grupo La Vie e do jornal Le Monde. O Atlas das Religiões projeta o crescimento das principais religiões até 2050. O cristianismo passará dos 1,75 bilhões de pessoas em 1990, pra 3 bilhões, continuando como a primeira religião. Os muçulmanos, que eram 962 milhões e hoje são 1,2 bilhões, serão os que mais crescerão proporcionalmente e alcançarão 2,2 bilhões. Os hindus, 686 milhões em 1990, serão 1,2 bilhões e os budistas passarão de 325 milhões a 425. Os judeus de 13 a 17 milhões. 2. O cristianismo muda no mapa mundial, por seu deslocamento ao sul. Europa por séculos sua grande base, hoje representa 25% (com 280 milhões de católicos, 100 milhões de evangélicos e 150 milhões de ortodoxos). Em 2050 não serão mais que 16%. A grande maioria dos cristãos está no novo mundo. São 275 milhões no EUA/Canadá e 530 milhões na área latina. Os evangélicos crescem espetacularmente e já são 65 milhões. 3. O Islã é a comunidade religiosa que mais se expande. Oliver Roy diz que o mundo muçulmano já não é percebido como um território com fronteiras a serem defendidas, mas como uma comunidade mundial. A maioria dos muçulmanos não vive no Oriente Médio, mas na Ásia (dois terços). Quatro países têm metade dos islâmicos: Indonésia (o maior país muçulmano), Paquistão, Índia e Bangladesh. Na África, 1/3 dos habitantes são muçulmanos (46% na África Ocidental, 30% na Oriental e uns 2% na Central e Austral). Na Europa vivem 16 milhões de muçulmanos e no EUA, 4 milhões. 4. Na Índia 83% da população professa o hinduísmo. O judaísmo com 14 milhões de pessoas enfrenta problemas por sua lei dizer que é judeu o filho de mãe judia. Os casamentos mistos explicam isso. Rússia e Vietnam (vive uma explosão de religiosidade) são outros exemplos de crescimento da religião. * * * A AGENDA DE DILMA NÃO DIZ TUDO! (Folha de SP, 18/08) Entre 2007 e 2008, por exemplo, ela teve quatro reuniões com o ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh. As reuniões foram confirmadas à Folha pela assessoria da ministra em julho de 2008, embora não haja na agenda oficial registro de que tenham ocorrido. Na agenda da ministra de 14 de maio de 2009 consta "despacho interno". O hospital Sírio-Libanês, em nota, informou que naquele dia a ministra fez sessão de quimioterapia. Em junho de 2008, vieram a público os casos do advogado Roberto Teixeira, e da ex-diretora da Anac Denise Abreu. Denise afirmou também que teve inúmeros encontros com Dilma na Casa Civil. Na época, Dilma negou encontros "exclusivos" com Denise e, num primeiro momento, que tivesse recebido Teixeira, mas recuou no caso de Teixeira, reconhecendo mais tarde que teve dois encontros com o advogado omitidos de sua agenda. * * * UBS ENTREGARÁ AOS EUA 5 MIL NOMES! (Reuters, 18/08) EUA espera descobrir contas que somam US$ 15 bilhões de sonegadores. O acordo fechado semana passada, termina a ação do governo americano contra o UBS. São clientes do UBS cujas empresas estão registradas no EUA. Assim mesmo o número fica abaixo dos 52 mil nomes que o governo americano pediu para analisar que possuem contas abertas em paraíso fiscal para lavagem de dinheiro. * * * MUDA A ESTRUTURA DAS EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS! (dados mdic-IPEA) Janeiro a Julho de 2008 x Janeiro a Julho de 2009. China: 9% x 14,8% \ Demais Ásia: 9,7% x 12,8% \ União Europeia: 24,3% x 22,7% \ EUA: 14,4% x 10,2% \ Arg.: 9,3% x 7,1% \ Demais América Latina: 15,9% x 14,1% \ África: 4,8% x 6% \ Outros 12,6% x 13%. Obs.: Total Ásia: 18,7% x 27,6%. * * * CAMPANHA DE OBAMA SEGUIU AS IDEIAS DE GABRIEL TARDE, SEM SABER! Gabriel Tarde, francês, foi o pai da micro-sociologia no final do século XIX. Tem apenas um livro editado no Brasil (Opinião e Massas - publicado em 1901). Seu livro-referência, As Leis da Imitação (1890), não foi editado no Brasil, assim como As Leis Sociais - 1898. A tese de Eduardo Viana sobre ele foi transformada em livro: Antes Tarde do que nunca e vale a pena ser lido. Suas ideias foram atropelas pelo estruturalismo de Marx, Durkheim... no século XX. Com a eletrônica e a internet, Gabriel Tarde tornou-se contemporâneo do século XXI. (El País - Uol, 17/08) Trechos de matéria sobre Raha Harfoush, da equipe da campanha online de Obama. 1. "O importante é a estratégia, não a tecnologia. É fácil criar perfis, conseguir amigos no Facebook ou manter blogs. Mas o objetivo era que as pessoas saíssem às ruas e votassem. Se todo esse esforço na rede não se houvesse traduzido em votos não teria valido nada". "Nem os governos nem as empresas controlam a mensagem. Na internet, as pessoas têm agora o poder de colocar um vídeo no YouTube ou mandar uma mensagem pelo Twitter para denunciar uma repressão, como aconteceu no Irã, ou criticar um produto". 2. Durante a campanha, formaram-se 35 mil grupos de voluntários que conseguiram 13 milhões de endereços de e-mail de eleitores em potencial aos quais enviaram um bilhão de mensagens, convidando para 200 mil eventos. Os cérebros da campanha idealizaram um conceito: a hiper-segmentação. Nada de mensagens em massa, mas sim personalizar o máximo possível. Por isso, as mensagens se dividiam por local de residência, idade e nível de renda. "Tratava-se de evitar a todo custo o spam". 3. "As pessoas se guiam pelas opiniões do ambiente que as cerca, de um familiar, de um amigo, de um vizinho, bem mais do que pelas opiniões de um especialista ou de alguém que aparece na televisão. Na realidade, com a internet e as redes sociais, estamos voltando ao boca a boca." * * * CALDERÓN NO BRASIL! ENQUANTO ISSO, NO MÉXICO! 1. (El País, 18/08) Onda de violência -narco- no norte do México. Quase trinta pessoas morrem assassinadas nas últimas horas em diversas cidades do norte. Treze delas na madrugada e manhã de segunda-feira. As ações são atribuídas ao crime organizado. 2. (AFP, 18/08) Assassinaram 33 pessoas no norte do México. Uma nova onda de violência ligada ao crime organizado na fronteira do México com EUA. |
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terça-feira, 18 de agosto de 2009
Upla e União Democrata Internacional! - 18 de agosto de 2009
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