quarta-feira, 7 de outubro de 2009

JJOO-2016: Origem e Desafios! - 07 de outubro de 2009

Ex-Blog do Cesar Maia

07 de outubro de 2009


COMERCIAL DO DEM, ONTEM, NA TV, TRATA DOS JJOO-2016: ORIGEM E DESAFIOS!
                          
Veja, 30 segundos.
http://www.youtube.com/watch?v=iJzHVkWqZ2o

                                                    * * *

NÚMERO DO PARTIDO É FUNDAMENTAL PARA ELEGER MAIS DEPUTADOS!
              
1. No Brasil, o eleitor vota no número dos partidos. Sempre que um partido tem um candidato majoritário competitivo, seu número ganha destaque. Quando a eleição é para presidente e governador, se isso ocorre nos dois níveis, há algum efeito acumulador. O importante é que o efeito da memorização do número é maior no candidato a governador. O tempo do governador é o mesmo do presidente e a visibilidade da publicidade do número do governador é bem maior. Sendo competitivo, ainda mais.                

2. Em geral, os partidos fortes e com candidatos a governador competitivos ganham duplamente o voto de legenda para seus deputados. Num dia entram primeiro na TV os deputados federais, no outro os deputados estaduais.  Com um número de maior força para governador, os votos de legenda crescem. Isso se verifica claramente acompanhando os votos de legenda dos partidos fortes e competitivos em cada estado.
              
3. Mas há outro fenômeno. Uma parte do eleitorado quando chega para votar, tem o número do majoritário na cabeça. Quando abre a tela, ele marca esse número e confirma. E então aparece o voto para governador ou presidente, e ele marca outra vez o mesmo número. Ou seja, uma parte do voto de legenda é na verdade um voto equivocado na tela que seria para votar em deputado. O eleitor queria votar no governador.
              
4. Um dos subprodutos disso é a perda de votos dos partidos de menor força, competitividade e visibilidade. Seus deputados dobram com deputados de um partido mais forte coligado que podem apoiar suas campanhas. E destacam o candidato majoritário, que, para isso, ajuda com panfletos e placas. Na hora de votar, parte do eleitorado vota para deputado no número do majoritário, e, assim, na legenda do partido coligado e não do partido menor. O partido pequeno nunca coliga na proporcional com partido grande, o que poderia ser uma saída. E por isso quase sempre perde legendas.
              
5. Isso ocorre também no caso de um partido forte que apoia o candidato a governador/presidente de outro partido forte. Aí são duas situações. Quando coliga para deputado, o efeito legenda equivocada é neutralizado. Mas quando coliga na majoritária e não na proporcional, seus deputados fazendo campanha para o governador de outro número, terminam dando legenda a este outro partido, ajudando a eleger deputados do partido coligado pelo número da majoritária (e não do seu na  proporcional). Portanto, a lógica da coligação -só na majoritária- tira legenda de deputado de um partido coligado. A menos que também se coliguem em "cima e embaixo".

                                                    * * *

O ORÇAMENTO DO PAN MUDOU PORQUE PASSOU A EXIGIR EQUIPAMENTOS OLÍMPICOS PARA A VITÓRIA EM 2016!
      
1. Leia o que disse no RJTV-1 o secretário executivo do Comitê-Rio do PAN-2007 e que continuará no Comitê-Rio-2016, Carlos Roberto Osório.
"O orçamento do PAN mudou porque o projeto do PAN mudou. Nós ganhamos para fazer jogos continentais, normais, um Pan-americano normal, e os três níveis de governo decidiram aproveitar o Pan-americano para legar o Rio de Janeiro de instalações olímpicas pensando nos Jogos Olímpicos. É claro que um projeto de um estádio de 10 mil lugares não pode custar o mesmo de um de 45. Então houve uma modificação no projeto no PAN e com isso os orçamentos aumentaram. Agora, a vitória para as Olimpíadas mostrou que o investimento foi bem feito e compensou".
      
2. Veja e lembre o artigo publicado por Cesar Maia na Folha de SP de setembro de 2009. 
 
http://www.cesarmaia.com.br/site/artigos/detalhe.asp?id_artigo=52

                                                    * * *
                
DATAFOLHA: 2% (3,8 MILHÕES) JÁ TIVERAM GRIPE SUÍNA NO BRASIL!
                      
1. Ao contrário dos números divulgados pelo ministro da saúde, ocultando os fatos, a pesquisa DataFolha, entre 9 e 11 de setembro, com 2.073 pessoas, mostra que é provável que esse ocultamento tenha sido responsável por dezenas e dezenas de mortes (foram 1.154 no Brasil até a última sexta-feira).
                      
2. 52% dos brasileiros disseram que alguém em sua casa teve sintomas de gripe, sendo metade os próprios entrevistados e outra os de sua residência. 46% não tiveram.  As outras pessoas da casa que tiveram sintomas de gripe foram filhos ou filhas (12%), mãe ou pai (7%), marido ou esposa (mesmos 7%), irmão ou irmã (6%), neto ou neta (2%). Não responderam o parentesco, 13%.
                      
3. Os jovens de 16 a 24 anos (59%) foram os que mais sentiram esses sintomas, os moradores do nordeste do país (60%), e os que têm renda de dois a cinco salários mínimos (57%). Metade (50%) foi ao médico, e desses, 19% fez exame para saber se tinham o vírus, e 31% não fizeram o exame.
                      
4. Dos que fizeram o exame, 2% (3.800.000) foram diagnosticados com a gripe, ante 18% que não. 33% procuraram por algum serviço de saúde para verificar.  Dos que procuraram ajuda médica, 42% são da região Sul.  

                                                    * * *
                                                                                       
"INFIDELIDADE CONSENTIDA"!
          
(editorial ESP - trecho inicial, 06/10)

1. Foi como se a Justiça Eleitoral não tivesse resolvido, em 2007, que os partidos são os donos das cadeiras ocupadas nas câmaras legislativas pelos candidatos que por eles se elegeram - e que, portanto, perderia o mandato o político que, a qualquer momento, saltasse de uma legenda para a outra, tendo o partido prejudicado o direito de preencher a vaga aberta com o primeiro da lista de seus suplentes.
 
2. Nos últimos dias, dezenas de políticos, para ficar apenas no plano federal, correram a mudar de sigla enquanto houvesse tempo - a um ano das próximas eleições. O chamado instituto da fidelidade partidária, logo se vê, ainda não pegou.    Mais uma vez os políticos em trânsito escancararam para a opinião pública que eles só têm compromissos com as suas chances nas urnas e que, na maioria esmagadora dos casos, os partidos não passam de hospedarias em que a entrada e a saída de trânsfugas são reguladas, não pelas leis, muito menos por qualquer coisa parecida com identidade de ideias, mas pelos cálculos de conveniência.
    
                                                    * * *
 
COMLURB-RIO CONTRATA EMPRESA DE LIXO DA BAIXADA E COMPRA COLETE À PROVA DE BALAS!
          
1. A Comlurb, empresa de limpeza urbana da prefeitura do Rio, sempre teve um serviço de tele-atendimento exemplar. Agora, curiosamente, contratou uma empresa de lixo que atua na Baixada Fluminense para fazer o serviço de tele-atendimento. Diário Oficial 06/10/09.  

Contrato nº: 053/2009. Data de Assinatura: 17.09.2009.  Partes: COMLURB e LOCANTY COM SERVIÇOS LTDA. Objeto: Prestação de serviços de tele atendimento receptivo e de recepção pessoal. Prazo: 24 (vinte e quatro) meses, a partir de 11/10/2009.    Valor: R$ 2.395.843,20 (dois milhões, trezentos e noventa e cinco mil, oitocentos e quarenta e três reais e vinte centavos).    Programa de trabalho: 11.51.15.122.0001.4052.  Natureza da despesa: 3.1.90.34.03.
          
2. A Comlurb comprou colete à prova de balas. Para que, ninguém sabe. Diário Oficial -06/10/09.  Pregão Eletrônico Nº 181/2009. Data 19/10/2009 às 10:00h. Objeto: aquisição de COLETE À PROVA DE BALAS, nível III-A, em polietileno ou aramida. Processo: 01/506.046/2009. Valor Total Estimado: R$ 30.470,00
 
Twitter - Ex-Blog do Cesar Maia
Siga o Twitter do Cesar Maia e acompanhe suas últimas atividades.
 


www.cesarmaia.com.br

Pesquisa e Edição: JCM
Para garantir que o Ex-Blog do Cesar Maia chegue em sua caixa de entrada,
adicione o email blogdocesarmaia@gmail.com ao seu catálogo de endereços.

Nenhum comentário: