sexta-feira, 6 de novembro de 2009

06 de novembro de 2009

Ex-Blog do Cesar Maia

O REDESEQUILÍBRIO URBANO-IMOBILIÁRIO DO RIO, E A VOLTA AO SÉCULO 20!

1. A capacidade de investir, de qualquer setor econômico, depende de seu patrimônio e da alavancagem que este dá para sua capacidade de endividamento, ou de atração de capitais. Portanto, essa capacidade é finita. O mercado imobiliário atua simultaneamente no estoque de imóveis para futura construção e nos investimentos que realiza, direta ou indiretamente.

2. Naturalmente, focaliza as áreas em que o retorno é o maior, incluindo nisso a taxa de risco e, assim, a velocidade de giro do capital que tem disponível. O mercado imobiliário do Rio, na segunda metade do século 20, concentrou grande parte de seus investimentos na Zona Sul da Cidade. A partir dos anos 70 a Barra da Tijuca ganha relevância.

3. Com as enormes taxas de expansão imobiliária da Barra da Tijuca, ocorreu, nos últimos anos, um natural declínio relativo do valor do m², na mesma lógica do mercado imobiliário já comentada neste Ex-Blog, bairro a bairro, do Centro aos bairros da Zona Sul. Mas de qualquer forma, este declínio não alterou a rentabilidade comparada com as Zonas Norte e Oeste.

4. A Prefeitura do Rio, de forma a defender a Zona Sul contra a aglomeração ocorrida nos primeiros bairros e buscando redirecionar os investimentos a toda a Cidade, aplicou o instituto da APAC -preservando o ambiente cultural- vale dizer os elementos integrados e interativos de areação, insoloção e memória. Com isso, depois de 80 anos, a Zona Sul passou a ter a menor metragem de licenças para construir das 5 grandes regiões.

5. Ao mesmo tempo, através da permissão do uso de garagens no Centro, dos PEUs da Taquara, Campo Grande e São Cristóvão, da Linha Amarela e da mudança dos parâmetros urbanísticos do grande Méier, induziu-se a realocação dos capitais. Isso ocorreu com surpreendente velocidade. As exigências apostas à Barra da Tijuca, as compensações exigidas para o equilíbrio vecinal e um novo desenho para o "Centro Metropolitano", acalmaram o mercado.

6. A crise econômica ampliou proporcionalmente o estoque de imóveis no patrimônio das empresas e afetou a dinâmica do mercado e dos ganhos do setor, reduzindo significativamente o volume de obras na Barra da Tijuca, sinalizando para uma capacidade de investir decrescente nesse momento de redinamização do mercado.

7. Nessa transição -em 2009- e finalmente com a flexibilização federal de seus imóveis, a prefeitura sinalizou a área portuária como prioritária para investimentos, aprovando o lançamento de certificados para aumento de gabaritos. Mas, contraditoriamente, começou a ceder às pressões do mercado imobiliário, flexibilizando espaços na Zona Sul e Barra, desimobilizando e ampliando os gabaritos das áreas remanescentes do metrô e outras mais que entraram de contrabando, sem exigência de mais valia àqueles que se "anteciparam". Ao mesmo tempo, disponibilizou seus atrativos terrenos na Barra da Tijuca para leilão.

8. No reaquecimento desse processo, aprovou em parceria com o legislativo a lei do PEU de Vargens, ampliando muito as flexibilidades anteriormente previstas e incluindo áreas da Barra e Recreio. Com esse conjunto de iniciativas, atraiu investimentos do setor imobiliário exatamente nos pontos priorizados por esse, e não pelas sinalizações dadas para priorizar a Área Portuária e menos ainda pelas restrições orientadoras dadas entre 2001 e 2008.

9. A sensação que fica é de improvisação, de reocupação do poder político pelo mercado imobiliário, de redeslocamento de recursos para áreas de maior renda, com infraestrutura estrangulada e estimulando a habitação precária pela proximidade com um mercado redinamizado. E assim redesequilibrando, depois de 10 anos de ação harmonizadora do poder público, a dinâmica urbana do Rio. Volta-se, no Rio, à segunda metade do século 20. Essa é a mais grave desordem urbana de todas: a promovida pelo poder de certas elites.

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HOMICÍDIOS NOS ESTADOS UNIDOS ENTRE 1950 E 2005!

Tabelas preparadas pelo Departamento de Justiça do governo norte-americano e FBI.

1. A Primeira Tabela apresenta a Taxa de Homicídios por 100 mil habitantes e os números absolutos de homicídios, ambos a cada ano. Repare que na década de 50 a taxa por 100 mil habitantes alcançou em média 4,4. Na década de 60 alcançou em media 5,5. Na década de 70 alcançou 9 em média. Na década de 80 alcançou em média 8,7. Na primeira metade da década de 90 a média foi de 9,2. Na segunda metade a média foi de 6,5. E nos 6 anos entre 2000 e 2005 foi de 5,6. O pico foi em 1980 com 10,2. E o piso anterior foi de 4 em 1957 e posterior de 5,5 em 2000 e 2004.

2. A Segunda Tabela apresenta Vitimas e Agressores por grupos do Censo Demográfico entre 1976 e 2005. Vítimas entre 15 e 24 anos foram 33,7%. Agressores entre 15 e 24 anos foram 47,5%. Por sexo: 76,5% das Vitimas eram homens e 88,8% dos Agressores. 46,9% das Vitimas eram Negros e 52,2% dos agressores.

3. As taxas de homicídios mostram que a curva entre a melhor década 4,4- e a pior década 9,2 (metade da de 90), tem uma variação reduzida o que relativiza o sucesso divulgado das políticas dos EUA contra o crime de homicídios. O importante, no caso, é que quando a curva ascende, as ações são imediatas e em poucos anos ela muda de tendência.

4. Conheça as duas tabelas.


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ARGHH!!! SECRETÁRIO BELTRAME DIZ QUE O RIO NÃO É VIOLENTO! (TVG-RJTV2, 05).

1. "Em Brasília, o Secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, declarou que não considera o Rio Janeiro uma cidade violenta. ‘É um número muito pequeno de pessoas para causar um pânico em 16 milhões de pessoas, e para isso correr o mundo. O Rio de Janeiro não é violento. O Rio de Janeiro tem núcleos de violência’, afirmou Beltrame.

2. No Morro da Pedreira houve uma operação, da Polícia Civil. Mãe e filha pararam no meio da rua. Só voltaram a caminhar depois de confirmar que poderiam passar com segurança. Ao todo, cinco escolas e quatro creches não funcionaram. Cerca de 4 mil alunos ficaram sem aulas, segundo a Secretaria Municipal de Educação.

3. Policiais militares voltaram a trocar tiros com traficantes do Morro dos Macacos. Durante a operação, um homem que seria chefe de um dos pontos de venda de drogas da favela foi preso. Segundo a polícia, contra ele já havia um mandado de prisão. Enquanto a polícia estava no morro, a equipe de reportagem do RJTV registrou um flagrante. Um homem estava sentado em um banco, em um ponto da favela. Um policial se aproximou e jogou um balde de água nele. Outro policial militar deu um tapa no rosto do homem sentado. Os policiais foram embora sem prender o homem.

4. Assim que os policiais foram embora, um bandido armado com duas pistolas foi para o alto do morro e chamou comparsas para voltar a ocupar a região."

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DEPUTADO DO PT PROMOVE LANÇAMENTO DE LIVRO CONTRA SARNEY!
    
(Estado de SP, 06) Pancadaria no lançamento de livro em São Luís. O lançamento do livro Honorários Bandidos, que faz uma crítica à trajetória política do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), terminou em pancadaria na sede do Sindicato dos Bancários do Maranhão, quarta-feira à noite. Até o deputado Domingos Dutra (PT-MA), foi agredido durante o tumulto.  Um dos organizadores do evento, o deputado Domingos Dutra, disse: "É mentira. O evento era na "nossa casa", com os nossos convidados, imagine se iríamos iniciar essa bagunça?", afirmou, considerando uma audácia a invasão em um evento do grupo de oposição a Sarney.

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RIO: A CAMINHO DE COPENHAGUE!

            
(Folha SP, 06) PEU-Vargens vai permitir o aterramento e a ocupação de áreas alagadas na zona oeste. Isso pode afetar uma das importantes bacias hidrográficas da cidade, causando o desaparecimento de aves e anfíbios e aumentando a presença de mosquitos nessa região.  Para Helia Nacif, ex-secretária de Urbanismo, a construção de prédios em área alagadiça prejudica a ligação entre as lagunas da região. Composta por cinco lagunas, 39 rios, dois arroios, dois córregos e três canais, a bacia é interligada por essas áreas alagadas. "Ao aterrar, corta toda a geografia, interferindo violentamente no local", diz Nacif.  Na avaliação do biólogo Mario Moscatelli, o adensamento vai causar o desaparecimento de aves e anfíbios e aumentar a presença de mosquitos, causando desequilíbrio ecológico.

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LEI DEVERIA SER BEM FOCALIZADA: TRÁFICO DE ARMAS E DROGAS. AMÉRICA LATINA É AQUI! CUIDADO!

            
(capa Estado de SP, 06) As Forças Armadas deverão ganhar mais poder de polícia e proteção legal para realizar operações típicas de manutenção e garantia da lei e da ordem. Essas mudanças fazem parte da proposta de novo texto para a Lei Complementar 97 - a que o Estado teve acesso. Em operações de vigilância na fronteira e demais ações ordenadas pelos poderes constituídos, Exército, Marinha e Aeronáutica podem revistar pessoas, veículos e instalações e fazer prisões em flagrante delito.
 
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