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| DECÁLOGO DA ANOMIA NA ARGENTINA! BOA PARTE SERVE AO BRASIL! Trechos do artigo de Eduardo Fidanza (La Nacion, 19), Sociólogo da Consultora Poliarquia, Anomia significa ausência de normas para regular a vida social. Minha análise consta de dez fatores de anomia argentina. 1. O primeiro e talvez o mais grave definiu o historiador Tulio Halperín Donghi: "Se há um elemento que caracteriza a vida política argentina é a recíproca negação de legitimidade das forças que nela se enfrentam, agravada porque estas não coincidem nem nos critérios aplicáveis para reconhecer essa legitimidade". 2. O segundo fator, que é consequência do anterior, chamarei de demarcação de territórios. As elites argentinas, como os animais, fixam obsessivamente os limites de seus espaços de ação e pretendem reinar ali sem intromissões nem limites. 3. O terceiro fator é o descolamento entre poder e autoridade Como ninguém reconhece legitimidade ao outro, na Argentina cada setor se dedica a exercer o poder. O poder sem legitimidade se reduz à pura força. Há que ser prepotente, avançar, apertar, atropelar, ocupar espaços, depredar. 4. O quarto fator é a falta de consenso a respeito do perfil institucional do país. A classe dirigente argentina não se põe de acordo acerca de que tipos de instituições deveriam reger a sociedade. 5. O quinto fator é a utilização do Estado para fins partidários. Esse fenômeno é, em geral, uma tentação irresistível, alcançou na Argentina níveis intoleráveis. Implica, como tantas vezes se tem repetido, numa confusão entre Estado, Governo e Partido. Chegar ao governo supõe apropriar-se do Estado como instrumento arbitrário de acumulação de poder. 6. O sexto fator deriva do anterior. É a deserção do Estado de suas funções básicas. Lá se vão duas décadas que nossa classe dirigente discute se o Estado deveria intervir ativamente na economia ou deveria limitar-se a garantir serviços essenciais. Tivemos uma década para cada posição. 7. O sétimo fator é a fragmentação e perda de identidade das forças políticas. A decadência dos partidos, o uso arbitrário do poder estatal, as máscaras do peronismo, os problemas da UCR para governar, a inexistência de uma direita e esquerda apresentáveis, entre outros infortúnios, produziram a atomização e a dissolução das identidades políticas. 8. O oitavo fator é o autismo. As elites argentinas, enrascadas em suas lutas facciosas, perderam a noção de que vivem em uma região do mundo, com graves problemas. Com isso há uma perda de tempo (se não uma imbecilidade) em viver dilapidando oportunidades, debatendo temas do passado, praticando a desunião e dando as costas à realidade internacional. 9. O nono fator é a desigualdade. É certo que se trata de um problema mundial de difícil solução, mas a Argentina é o país da região que se tornou mais desigual em menos tempo. 10. O décimo fator é um signo de governos irresponsáveis. Quando a economia vai bem, se gasta e reparte sem prever tempos piores. Se induz a crer que não há limites. Quando o bom tempo termina, cada setor se crê com o direito a seguir reclamando a quota prometida. * * * A DESIGUALDADE ESTÁ EM QUEDA ESTÁVEL DESDE 2001! (IHU-On-Line) Trecho da entrevista com Sergei Soares técnico do IPEA. 1. A desigualdade relativa à renda vem caindo. Chamamos essa “conta” de domiciliar per capita. Esta é a medida de renda que utilizamos, e que é a medida usada internacionalmente para comparações de desigualdade. Nesse sentido, temos uma queda que vem desde 2001 de modo extremamente estável. Perdemos mais ou menos a mesma quantidade de desigualdade a cada ano, eu diria que é um ritmo bom. 2. Conheça os gráficos. http://tinyurl.com/yzoc8ev * * * (PMB Comment, 18) SENADOR AMERICANO CHAMA BRASIL DE INTROMETIDO, AMORIM DE INFELIZ E GARCIA DE NEFASTO! 1. O Senador norte-americano Richard Lugar (Republicano-Indiana) terminou seu firme (e realista) pronunciamento com uma exortação para o Brasil ser menos intrometido do que vem sendo até este momento. É difícil entender sob que preceito do direito internacional o Brasil insiste em apoiar e hospedar um homem cuja irresponsabilidade pretendeu violar a Constituição de seu país e hoje espera que o mundo ignore o direito de os hondurenhos se dirigirem às urnas eleitorais para recuperar o destino de seu próprio país. 2. Onde estava o Brasil ou a OEA, quando o Sr. Zelaya estava procurando um referendo ilegal para conseguir sua reeleição? Ambos permaneceram silenciosos e ausentes na questão da Venezuela, precursora desta confusão. O desejo de o Brasil permanecer cego diante dos múltiplos excessos de Hugo Chávez foi maior do que seu papel de cão de guarda na região. 3. O Presidente Lula, seu infeliz Chanceler Amorim e o nefasto Marco Aurelio Garcia são claramente parte do problema e não parte de sua solução. Estes três brasileiros deveriam preocupar-se mais com o precedente que criam todos os dias, ao ignorarem as violações de Chávez a cada cláusula da Carta Democrática da OEA que permaneça no seu caminho – e contra o óbvio desejo – de milhões de hondurenhos. |
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sexta-feira, 20 de novembro de 2009
20 de novembro de 2009
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