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| OS DESAFIOS NA OCUPAÇÃO DAS FAVELAS COM EXPULSÃO DO NARCOVAREJO! 1. A questão mais complexa, relativa à ocupação de favelas com expulsão do narcovarejo, não é o ato em si. Afinal, policiais-milicianos têm feito isso com a maior facilidade e há algum tempo. O programa de governo do PFL em 1998 e 2002 já detalhava esta operação, escolhendo como área prioritária de intervenção favelas quase-conurbadas, de forma a se ter economia de escala crescente, em relação ao índice de policiais por habitante. O primeiro foco seria -por isso- a Tijuca, que, além disso, teria ganho patrimonial e comercial imediatos, que lhe dariam sustentabilidade. 2. A experiência colombiana (não só) e depois a carioca em 1994-95 (Operação-Rio do Exército) e as ações esparsas posteriores, mostraram dois desafios. O primeiro é a necessidade de se ampliar simultaneamente o patrulhamento ostensivo na região de entorno. O caso de 1994 foi analisado detalhadamente pelo então comandante da PM, Nazareth Cerqueira (depois assassinado), mostrando que os crimes de rua (assaltos, roubos e furtos), cresceram exponencialmente a partir da operação, o que culminou com a exoneração do secretário de segurança, um general da área de planejamento e a assunção de um general da reserva, que já havia sido comandante da PM. A perda de controle no "asfalto" terminou gerando um repressivismo por parte do novo secretário. 3. As ocupações em 2009 têm sido feitas sem essa articulação, sem o sobrepatrulhamento do entorno, produzindo um aumento do crime de rua, uma insegurança adicional da população e confrontos em seguida, totalmente evitáveis. Copacabana, agora, foi exemplo disso. Mas já havia ocorrido em Botafogo e no Leme antes. Essa é uma questão de erro operacional de planejamento, por voluntarismo, açodamento e atratividade das câmeras da imprensa para recuperar autoridade depois do abate do helicóptero. 4. Mas há uma questão muito mais complexa e que a experiência internacional colombiana, americana e italiana já haviam mostrado. Sempre que a posição de venda de drogas numa favela tem um volume de vendas alto e, por isso, há vários delinquentes envolvidos na operação, a simples exclusão do tráfico sem os cuidados com a geração de renda, gera uma incomodidade da população, às vezes sem entender por quê. Isso já foi demonstrado nas ocupações do Jacarezinho e Rocinha. A interrupção das bocas de fumo reduz o movimento de dinheiro no local e a renda e ocupação dos traficantes. Isso tem imediata repercussão nas vendas das biroscas, drogarias, padarias, lojas diversas, ambulantes... 5. Em favelas menores, em que a boca de fumo é unitária e o movimento de dinheiro é reduzido, como Dona Marta, isso é menos problemático. Mas em pontos de venda de drogas com médio e alto movimento, a sustentabilidade com apoio da população não é simples, já que não entendendo as razões da queda de emprego informal e vendas internas de mercadorias diversas, termina achando que é a presença da polícia que está criando o problema. O GPAE tentou "resolver" isso mantendo a boca de fumo funcionando, como no caso do Pavão-Pavãzinho. 6. Isso foi diretamente analisado pela prefeitura no Jacarezinho, inclusive com a ida do próprio prefeito ao local e conversa com os moradores e os comerciantes. Quando da ocupação da Rocinha, foi feito um documento que pelo menos parte da imprensa e da polícia tiveram acesso, mostrando que pela dimensão do movimento na Rocinha (uma espécie de atacado do varejo) era necessário se criar programas de geração e circulação de renda e que fossem de alcance a longo prazo, para dar sustentabilidade. Não foi feito e a ocupação foi desmontada. 7. Na medida em que os órgãos de inteligência policial tenham a avaliação da "economia da droga" num local a ser ocupado, se deve programar o impacto-renda, o que não será tão custoso, dado que os valores não são tão importantes para uma intervenção dos governos. 8. A lógica dos milicianos é essa. Não se trata apenas de criar uma fonte de renda (pedágio, "gatonet", "licenças" de funcionamento, etc.) para o grupo, mas gerar direta e indiretamente renda de forma a que a saída do tráfico não gere incomodidade social. 9. Até aqui, nem o planejamento operacional do entorno, nem muito menos um programa de renda compensada têm sido feitos, o que afetará, se não ocorrer a continuidade, expansão e sustentabilidade do programa. Espera-se que ocorra. * * * UMA COINCIDÊNCIA DE FATOS E DATAS QUE INFLUENCIA O PROCESSO ELEITORAL NO CHILE! 1. Foram dois fatos concentrados nos últimos dias: 1) sábado, o funeral-evento do cantor-compositor Victor Jara, assassinado pelo golpe de 1973. Seus restos mortais foram identificados por exame de DNA por legistas europeus e ratificados por legistas chilenos. 2) Na segunda-feira as análises desde a exumação de seu corpo em 2006 confirmaram o assassinato do ex-presidente Frei, o pai. É verdade: são fatos que efetivamente ocorreram nas ultima semanas. Mas a divulgação de ambos, uma semana antes da eleição, traz a memória, Pinochet. E pode influenciar o processo eleitoral. 2. Este Ex-Blog lembra a eleição de Lagos, quando Lavin (centro/centro-direita) era líder nas pesquisas. A 'Concertacion' (PS, PDC, PPD, no governo, conseguiu de Blair a suspensão da prisão domiciliar de Pinochet em Londres e o envio dele ao Chile (acatou a extradição). A saída de Londres era de um Pinochet semimorto de cadeira de rodas. A chegada em Santiago, dias antes da eleição, era de um Pinochet sorridente e robusto. Uma câmera paparazzi (governamental????), o flagrou na área interna do aeroporto, andando fagueiro, e o vídeo foi para a TV. Lagos inverteu o resultado por uma pequena margem. 3. No primeiro turno, neste domingo (13), o resultado parece irreversível. Mas no segundo (meados de janeiro), pode ser que não. Frei, o filho, estava no sábado com 10 pontos de desvantagem. E dramatizou quanto pode a decisão judicial. Seu pai morreu em 1982 e a investigação vem desde 2006. A imprensa, naturalmente, destacou o assassinato em capa dos jornais e TV. Políticos, intelectuais, artistas, líderes..., mostraram toda a sua perplexidade. Todos os candidatos se solidarizaram com a família. É aguardar. * * * ACABOU A FEDERAÇÃO! SENADO É DEPARTAMENTO DO EXECUTIVO! (Estado SP, 09) Sem dúvidas sobre o resultado das negociações entre o Palácio do Planalto e o Senado nas últimas seis semanas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou ontem, na 38ª Reunião de Cúpula do Mercosul, que a Casa "finalmente vai aprovar" hoje o protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul. Presente no encontro no bloco, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, aproveitou para avisar que realmente espera essa decisão e também a do Congresso do Paraguai. * * * PORQUÊ DA PREFERÊNCIA POR AÇÕES POLICIAIS ESPETACULARES! Trecho do artigo de Loreley Gaffoglio no La Nacion (06). "Ao avaliar a situação da segurança pública argentina, o criminólogo Máximo Sozzo, diretor do Programa Delito e Sociedade da 'Universidad del Litoral', diz: -A resposta à insegurança frente aos delitos se transformou numa mercadoria que os políticos pretendem intercambiar com os eleitores. Essa dinâmica instala a preferência por decisões e ações espetaculares, que criam a aparência que se está fazendo algo, com firmeza. Um exemplo paradigmático desta lógica (decisões) é a proposta do governador do estado de Buenos Aires de mudar a legislação penal, lançando um projeto que viola os direitos civis". * * * AVALIAÇÃO DAS "UPAs" DO ESTADO DO RIO: É O ANTI-SUS! (Estado SP, 08) A pesquisadora Lígia Bahia, do Laboratório de Economia Política da Saúde (Leps) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, considera que a UPA não atende às grandes emergências nem presta atendimento continuado, mas que funciona politicamente. "É uma marca de governo que vai ser muito explorada nas eleições", afirma. "É uma solução improvisada e que não soluciona o principal problema da saúde no Rio", que é a falta de atendimento continuado para doenças crônicas. Para Lígia, o modelo das UPAs - em que a maioria dos profissionais é do Corpo de Bombeiros e os exames são feitos em parceria com laboratórios privados - vai contra os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS). "Nos perguntamos como Temporão, um defensor ardoroso do SUS, pode concordar com a UPA, que é um anti-SUS", questiona. * * * ÍNDICE DE PRESTÍGIO DE MARCAS NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E INTERNET! (M&M-consultoria - Troiano, 07) Edição 2009 do estudo Veículos Mais Admirados. JORNAIS: Estado de SP, IPM 71 \ Folha de SP, IPM 69 \ Valor Econômico, IPM 54 \ Globo, IPM 51. \ REVISTAS pela ordem: Veja, Exame, Época, Carta Capital \ TV ABERTA: Globo, Record, Cultura, Band. \ INTERNET pela ordem: Google, UOL, Terra, Globo \ TV-ASSINATURA, pela ordem: Globo News, GNT, Discovery, Sport TV \ RÁDIO pela ordem: CBN, Eldorado, Jovem Pan, Band News. |
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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
09 de dezembro de 2009
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