quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

14 de janeiro de 2010

Ex-Blog do Cesar Maia
UM EXERCÍCIO DE DECISÃO! COMO MAXIMIZAR  A ELEIÇÃO PRESIDENCIAL? O ESTADO DO RIO COMO EXEMPLO!
              
1. O exercício parte da hipótese que Ciro Gomes não é candidato à reeleição. Portanto, são 3 candidatos de fato: Serra, Dilma e Marina.
              
2. As últimas pesquisas Data-Folha e Sensus (agregadas), com estes 3 nomes, dão a Serra 40%, a Dilma 25% e a Marina 10%. Com isso, há uma diferença de 5 pontos para haver segundo turno.                

3. Marina, assim como Heloísa Helena (HH), maximiza suas intenções de voto antes da entrada da TV, pois a cobertura e as campanhas se tornam mais equilibradas. HH chegou a 12% em 08/08/2006. Em junho tinha a metade (DataFolha). No final, HH teve 6%, mas no RJ 14%. Portanto, no Brasil teve uns 5%. Essa tende a ser a trajetória de Marina.
              
4. Mas no RJ, se HH não teve tempo de TV, pode ser que Marina tenha, com a candidatura de Gabeira. Portanto -nesse caso- não seria de estranhar (até porque não é Lula, mas Dilma dessa vez) que com uma candidatura com muito tempo de TV a governador, Marina suba a 20% no RJ. Supondo que tenha 5% nos demais estados, chegaria a quase 7%, no total, ou um pouco mais que HH.
              
5. Dessa forma, para não haver segundo turno, os favoritos deveriam ter 7 pontos a mais, um que o outro. Se Marina não tiver TV no Rio, não sendo a surpresa que foi HH em 2006, e com menos discurso urbano, poderia ficar abaixo de HH em 2006, no RJ e no Brasil, portanto mais perto de 5%. Com isso, se reduziria a diferença necessária para um primeiro turno.
              
6. Usando os cálculo, e as razões, feitos pelo diretor do DataFolha, em dezembro, que projetam um crescimento de Dilma de uns 5 pontos, Serra ficaria com 35% e Dilma com 30%. Mesmo que esses valores se alterem -para um ou outro lado- como tendência, os 5% da Marina -mais ou menos- estariam definindo um segundo turno. Mas se ela tiver no RJ um generoso tempo de TV e passar para mais de 7%, a probabilidade de segundo turno aumenta muito. E com isso o cacife programático dela no segundo turno.
              
7. Na TV são 50 minutos por dia em cada bloco. Os "presidentes e deputados federais" têm o maior tempo: 25 minutos cada. A vantagem de Serra e Dilma aqui é total. Para "deputados estaduais" são 17 minutos e a vantagem de Serra e Dilma é muito grande.
              
8. Para "governadores" são 18 minutos e para "senadores" são 15 minutos. Na medida em que Marina, no RJ, tenha o tempo da coligação de Serra para governador, com Gabeira, seu número e suas imagens de passagem chegariam a 4 minutos por bloco, o que é bastante. Mas Serra precisará que seu número, os de sua chapa e sua imagem de passagem estejam presentes nas campanhas para o senado. Os dois "senadores"  de sua coligação terão 3 minutos cada, abrindo este espaço.
              
9. Para Dilma só há um caminho: a plebiscitização que Lula procura tanto. Para Serra há os dois caminhos: um igual ao da Dilma e o outro oxigenar Marina nos estados onde a troca da Marina é com a Dilma. Esse é o caso do RJ. Por isso, a coligação completa PSDB-DEM-PPS com PV pode  interessar a ambos: Marina e Serra. Mas Serra não pode ficar 3 dias por semana com imagem ausente. Entregando o tempo do governador terá que ter os tempos dos senadores. E desenhar bem o cenário onde aparecem os deputados estaduais de sua coligação.
              
10. Esta é a lógica de partida em janeiro de 2010. As pesquisas, daqui para frente, irão ajustando e até corrigindo. Quem antecipar o jogo (os acordos), ou postergá-lo, corre os riscos ou os benefícios de que as pesquisas seguintes não confirmem essas hipóteses. Então as alianças ainda poderiam ser redefinidas, em nível estadual. Que as equipes dos três lancem suas fichas e façam seus jogos, nos números e no timing que entenderem.

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PELA SINDICALIZAÇÃO DA POLÍCIA! (SEGUNDA PARTE)
       
Trechos da entrevista com o Ministro Eugenio Zaffaroni, da Corte Suprema da Argentina, considerado um dos grandes juristas do continente. La Nacion (03).
    
1. Não há nenhuma investigação que confirme essa hipótese. Por isso eu duvido que alguém tenha interesse em prevenir o delito. Diga-me você que porcentagem do orçamento se dedica à investigação científica do delito. Teria que começar por estudar os conflitos próprios de cada local. Com isso eu vou ter um perfil do autor, da vítima, um perfil de risco de vitimização. Para mim os números não dizem nada por si mesmos.  Quando dizem que houve mil homicídios, eu pergunto que homicídios: na rua, dentro de casa?
        
2. Como não se investiga, pode haver uma sensação que não corresponda com a gravidade dos fatos, ou pode haver uma percepção de fatos, como graves. Vemos as manchetes e os noticiários mostrando homicídios por conta de roubo. E em relação aos homicídios dentro de casa não se vê nada.  O morto morre igual para toda a vida. Nós temos um alto índice de homicídios entre conhecidos. As duas fontes de mortalidade importantes que temos são trânsito e suicídios. São mortes!
        
3. Eu defendo os direitos humanos dos policiais. Eu não sei se estão mais vulneráveis os direitos humanos dos policiais ou dos portadores de estereótipos. Porque o Sistema Penal funciona seletivamente: na cadeia se encontram certas semelhanças.
        
4. Existem pessoas a quem se pedem documentos em cada esquina e há pessoas as quais não se pede nunca. Isso é portar uma face. O risco de ser vítima não é igual na sociedade. Eu tenho menos risco de ser vítima do que aquele que vive em um povoado. À medida que se vai baixando a escala social há mais gente partidária da pena de morte: não é um problema ideológico, está em relação direta com ser vítima. O sistema penal é seletivo na criminalização, seletivo na vitimização e seletivo na "policização".
        
5. Policização? Dos mesmos setores sociais são selecionados os três: a vítima, o delinqüente e o policial. Esse é o grave problema.
        
6. A polícia tem uma formação totalmente precária. As pessoas vão para a polícia porque é uma fonte de trabalho, porque tem previdência, não vão por vocação. São colocados dentro de uma ordem militarizada. Ninguém sabe por quê. Porque a polícia é um serviço civil. Tem que haver hierarquia, como nos hospitais, mas nem por isso militarizamos os hospitais. E como é militarizada, não pode se sindicalizar. Como não pode sindicalizar-se, não podem fazer petições coletivas, e como não podem fazer petições coletivas, não pode discutir horizontalmente as condições de trabalho. Como se forma consciência profissional sem discutir as condições de trabalho?
        
7. Sim, absolutamente:  primeiro passo é a sindicalização da polícia. Mas há mais: segundo, submete-se a polícia a uma ordem completamente arbitrária; terceiro, às vezes recebem instruções que são suicidas. A polícia tem de intervir em qualquer ato criminoso que presencie: uma loucura intervir se puder. Pense em um homem mal preparado que colocam na rua, onde ele está com medo, submetido a um sistema vertical onde nada o defende. Não são condições para que uma pessoa garanta segurança nas vias públicas.

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CRIADO MOVIMENTO "SALVE A LAPA"! ESPIGÃO NO CORREDOR CULTURAL NUNCA MAIS!
                      
O movimento "Salve a Lapa" cresce e já tem seu blog. Conheça e ajude com informações a respeito. http://salvealapa.blogspot.com/

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ACIDENTES DE TRÂNSITO: MORTOS E FERIDOS! RIO-CAPITAL! 2006 - 2009!
                            
1.  As mortes em acidentes de trânsito são contabilizadas pelo Instituto de Segurança Pública como Homicídios Culposos. Quase toda a estatística correspondente é de trânsito. Com isso, acompanhar esta série dá um valor muito aproximado dos números e tendências. Da mesma forma, Lesão Corporal Culposa. O ISP contabiliza os acidentes de trânsito com vítimas não fatais nesta rubrica. Outra vez: mesmo que não sejam todas, são quase todas. E por isso os números mostram o nível e a tendência dos casos.

2. Lesão Corporal Dolosa ou Acidentes de Trânsito com Vítimas Não Fatais. Média Mensal \ 2006: 1.243,6 \ 2007: 1.438,5  \ 2008: 1.539,6  \  2009: 1.533,5.  Portanto, em relação a 2006, governo anterior, houve um acréscimo de 23%. Em 2008 e 2009 houve uma estabilização nesse patamar, muito maior que 2006 e maior que 2007.

3. Homicídios Culposos, ou Acidentes de Trânsito com Vítimas Fatais.  Média Mensal \ 2006: 66,7 \ 2007: 81 \ 2008: 71,2 \ 2009: 56,8. Em relação a 2006 houve um decréscimo de 15%. Em 2007 aumentaram, em 2008 houve uma redução, ficando ainda assim acima de 2006, mas em 2009 a redução se confirmou atingindo 56,8 mortes por mês no trânsito.

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OIT: NA AMÉRICA LATINA SÃO 18 MILHÕES DE DESEMPREGADOS!

      
(AFP - La Nacion, 12) A crise econômica desempregou 2 milhões de pessoas em 2009 na América Latina e Caribe, elevando a 18 milhões os desempregados, informou a OIT. A Taxa de Desemprego cresceu de 7,5% a 8,4%, quebrando um ciclo positivo de 5 anos, que reduziu o desemprego urbano de 11,4% em 2002 a 7,5% em 2008. Os jovens foram os mais afetados: o desemprego juvenil triplicou. A Cepal projeta um crescimento para a AL de 4,1% em 2010. Se for assim o impacto sobre a Taxa de Desemprego será pequeno, passando de 8,4% a 8,2%.
 
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