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| O "IMBRÓGLIO ELEITORAL" NO ESTADO DO RIO! 1. Em ano de eleição, cada vez que surge um conflito entre políticos ou entre partidos, o que está, de verdade, por trás dos fatos são os votos. No caso do Estado do Rio, há um complicador adicional: a candidatura de Marina da Silva. Em 2006, Heloisa Helena teve 6% dos votos no Brasil e 14% no Rio. Então é natural que os candidatos que apóiam Marina Silva queiram potencializá-la no Rio. Até porque, o elemento vinculante pelo número deve agregar legenda aos deputados. 2. Por isso, além do espaço que foi conquistado por razões de alternativa política local, com a candidatura a governador, querem ampliar esse espaço fazendo aparecer o número de Marina mais vezes na TV. Por isso, o interesse em lançar candidato a Senador e obter algum tempo dos partidos associados na campanha de governador. Excluindo os compreensíveis problemas político-hepáticos, é esta a questão central. 3. Em 2009, quando se configurava compulsoriamente uma campanha presidencial em dois turnos, a afirmação de uma candidatura a governador no Estado do Rio apoiada pelos partidos da base de Serra (PSDB-DEM-PPS) era um dado importante para tirar espaço da candidata presidencial do PT. Mas o quadro mudou. A eleição se tornou polarizada, eliminou a possibilidade de inclusão de Ciro Gomes e Marina, com toda a generosidade da imprensa, continuou patinando no mesmo patamar. 4. Dessa forma, criou-se um quadro que a eleição presidencial pode ser decidida no primeiro turno, bastando para tal, que um candidato supere o outro pela votação de Marina. Observando 2006, isso é possível, na medida em que se projeta, no final de agosto depois da entrada da TV, o mesmo emagrecimento que ocorreu com Heloisa Helena. E esta, estava na época, com níveis bem mais altos do que estará Marina em 2010. 5. Assim sendo, o entorno de Serra, respeitando os avanços que já se tinham feito no Estado do Rio, com seus três partidos em relação à candidatura a governador de interesse de Marina, passou a reavaliar, para dentro, esse quadro. A conclusão óbvia é que não vale a pena mais estimular a candidatura de Marina no Estado do Rio, pois Serra pode ganhar no primeiro turno. E se deixou o barco flutuar. 6. Paradoxalmente, quem resolveu esticar a corda, exigindo ruptura da coligação para ganhar mais tempo de TV no Senado, foram os que apóiam Marina. Durante 8 meses a mesma cantilena deles na imprensa, pedindo a exclusão do DEM. Os partidos da base de Serra se mantiveram silentes. Esse comportamento foi entendido, ingenuamente, pelos apoiadores de Marina, que havia campo para avançarem. E assim o fizeram declarando que excluiriam o DEM da coligação, usando os argumentos mais esdrúxulos contra um candidato que co-lidera as pesquisas ao Senado e que abre entre os eleitores de renda mais alta. 7. O resultado é que, precipitado pelos que apóiam Marina, se reabriu a possibilidade de se rever a decisão anterior e com isso se reabrir a discussão sobre a candidatura a governador, passando-se a usar o numero 45 nela. É possível que isso leve a eleição estadual para ser decidida em primeiro turno, o que seria algo razoável, pois não se teria eleição estadual no RJ no segundo turno. São essas as questões em discussão atrás das cortinas, e o que vem a público são vozes emanadas de lá e desconectadas do conjunto. * * * DOIS VÍDEOS CURTOS EXPLICAM O IMBRÓGLIO! 1. Para o DEM a dobradinha no Estado do Rio, será reciprocamente ancorada entre Serra e Cesar Maia. 2. As questões da coligação explicadas. * * * CONFLITOS NA COLIGAÇÃO PMDB-PT NO ESTADO DO RIO! Vídeo de menos de um minuto de entrevista de pré-candidato a senador no programa Jogo do Poder deste domingo (04). Veja. * * * ESCÂNDALO DO PREVI-RIO! AÇÃO JUDICIAL "INSUFICIENTE" DA PREFEITURA-RIO! Vale ler a decisão da Juíza, abaixo, e ter acesso a uma cópia do processo. A defesa da Prefeitura do Rio não diz que o investimento no fundo Aster foi errado e sim a forma como a Mellon alocou os recursos. Em nenhum momento diz que não foi um investimento aprovado pelo Conselho. Nenhuma culpa para os gestores do Previ-Rio? Arghhh! E justifica o investimento pela notória competência da Mellon. "Alega, como causa de pedir que, em razão da notória competência da primeira Requerida (Mellon), o Requerente (Previ-Rio) resolveu, em 15/01/2010, fazer uma aplicação financeira no importe de R$70.000.000,00, (setenta milhões de reais), no Aster Fundo de Investimento Referenciado DI Crédito Privado Longo Prazo". Mellon é apenas administradora do Fundo e não gestora das aplicações. Arghhh!!!!!!!!!!!!! Conheça. * * * CPI DO PREVI-RIO/FUNPREVI! MAS POR QUE TANTO MEDO? 1. (Globo, 06) A CPI que os vereadores pretendem criar para investigar a aplicação irregular de R$ 70 milhões do Fundo de Previdência da prefeitura (Funprevi) no mercado financeiro corre o risco de não sair, graças a uma "operação abafa" iniciada segunda-feira pela prefeitura do Rio. Pela manhã, o prefeito se reuniu com o líder do governo, Adilson Pires (PT), para decidir as providências tomadas para apurar o fato. À tarde, se disse que só se aprovará o pedido de CPI se houver fatos novos. Nesta segunda-feira, quatro versões de autores distintos - PPS, PR, PSDB e do DEM- circulavam em busca das 17 assinaturas necessárias para apresentação à Mesa Diretora. 2. Obs.: Já há assinaturas mais que suficientes agregando as listas. Quase o dobro. * * * ELEIÇÕES GERAIS NO REINO UNIDO EM MAIO! 1. No Reino Unido, a oposição conservadora parece ter recuperado sobre os trabalhistas um avanço suficiente para obter a maioria na Câmara dos Comuns nas próximas eleições, segundo duas sondagens publicadas neste domingo. A pesquisa feita por Angus Reid Public Opinion para o Sunday Express coloca os conservadores com 11 pontos percentuais à frente dos trabalhistas – respectivamente, 38% e 27%. Os liberais democratas aparecem com 20%. Se assim ocorrer nas eleições marcadas em princípio para 10/05, os conservadores de David Cameron lograriam uma vantagem de apenas uma dezena de cadeiras, por causa dos efeitos conjugados do escrutínio majoritário num turno e do recorte eleitoral favorável aos trabalhistas. 2. Outra sondagem, conduzida pelo instituto YouGov para o Sunday Times, indica que os conservadores dobrarão sua vantagem sobre os trabalhistas, na comparação com a enquete similar realizada na semana precedente. Os conservadores ganham 2 pontos percentuais, chegando a 39 %, enquanto os trabalhistas perdem 3 pontos, baixando para 29%. Os liberais democratas estão em 20%. No caso de se concretizarem esses resultados nas urnas, os conservadores disporiam de uma maioria de 20 cadeiras. Este estudo é o primeiro, neste ano, em que o YouGov coloca os trabalhistas abaixo dos 30% e confere aos conservadores o maior avanço. * * * NAS ELEIÇÕES REGIONAIS, UMA CONTUNDENTE DERROTA DE EVO MORALES! (La Prensa, 06) O MAS de Morales, depois de apenas 4 meses de sua contundente vitória nas eleições gerais de dezembro 2009, quando obteve 64% dos votos para presidente, foi debilitado nas eleições desse domingo e perdeu o controle de regiões consideradas seus bastiões políticos: La Paz, Oruro e municípios rurais como Achacachi e Llallagua. Em nível nacional o MAS não chegou a 50%. Na região de La Paz, onde Morales obteve 84% dos votos, agora caiu para 47%, e na cidade de La Paz, onde teve 63%, caiu para 35% e perdeu a eleição. El Alto saiu de 87% para 39%. Oruro caiu de 71% para 34%. Isso para não falar nas províncias que a oposição sempre foi forte: Tarija, Beni e Pando. * * * FELIPE GONZÁLEZ: A SITUAÇÃO DA UNIÃO EUROPEIA É DE EMERGÊNCIA! (El País, 28) 1. O ex-presidente disse em Bruxelas que as preocupações reais estão em outro lugar: "A prioridade máxima é crescer e gerar empregos". A União perdeu mais de sete milhões de empregos desde o início da crise. Gonzalez, que esteve à frente do governo espanhol entre 1982 e 1996, disse que a economia produtiva "não está em condições” de gerar empregos por si só. Em sua opinião, "a UE deve agir" ante a constatação de que alguns países esgotaram suas margens de manobra. Ele também destacou a necessidade de introduzir mecanismos de alerta "pelas perdas de competitividade e os desequilíbrios nos balanços de pagamentos", com a União Européia, demasiadamente preocupada pelos desequilíbrios fiscais por causa da obsessão alemã. 2. O presidente dos Socialistas Europeus, Poul Nyrup Rasmussen, receia que ao ritmo atual o número de desempregados supere os 24 milhões ao final do ano. Em sua opinião, "se seguirmos o conservador plano de recuperação da UE, serão perdidos mais 4,5 milhões de empregos até 2013". Os Socialistas Europeus exigem que se acrescente "uma moratória de dois anos, até 2015 - para reduzir os déficits públicos para 3%". O duro ajuste que supõe a agenda atual para muitos países pode significar um alto preço em termos de emprego "e apenas uma melhora marginal das finanças públicas", afirma. 3. A França pressionou a Alemanha para reduzir seu superávit comercial com incentivos para aumentar a demanda interna. Philip Whyte, do Centro para Reforma Econômica, aponta que se trata de pedir a Alemanha que admita que uma "fraqueza crônica da sua demanda interna é um problema para si e para a economia global". |
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terça-feira, 6 de abril de 2010
06 de abril de 2010
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