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| LOS PIQUETEROS! Coluna de Cesar Maia na Folha de SP (10). 1. A Crise Argentina que culminou na queda do presidente De La Rua trouxe ao palco político os "piqueteros", ou desempregados que ocuparam as ruas, praças e estradas e pararam o país. Os fatos explicavam a ação, violenta e incendiária. O destaque foi tanto que os "piqueteros" passaram a ser um movimento permanente, independente da superação da crise que lhes deu origem. Como era de esperar, foram sendo incorporados a partidos políticos e por estes usados como força de pressão. 2. Com isso passou a haver em especial os "piqueteros" kircheristas, ligados ao casal presidencial. "Piqueteros" profissionais, prontos a cumprir tarefas políticas, com ou sem razões. 3. A greve dos professores de São Paulo, provavelmente partindo de razões econômicas justificáveis, foi vendo surgir em meio aos que protestavam uma coluna de "piqueteros" profissionais, mobilizados partidariamente, de forma a cumprir um papel nesse processo eleitoral, a comando dos que apoiam a candidatura do governo. E foram até justificados pelo presidente da República. As imagens gravadas e disponíveis mostram que os "piqueteros" são partidários e profissionais e cumprem um papel como braço longo daqueles interesses eleitorais. 4. A superação desse fato específico não deve deixar a sua análise cair no esquecimento. A incrustação no poder de dirigentes partidários e sindicais, de movimentos, ONGs e organizações no estilo, generosamente financiadas pelos cofres públicos, aponta para uma luta aberta, antidemocrática, violenta, com o objetivo de criar pressões, constrangimentos e desgastes para a oposição. 5. O que há de novidade nisso não é o uso político das reivindicações econômicas, há tanto tempo conhecido, mas uma organização paralela, paramilitar, permanente, que surge nesse processo eleitoral, formatada como os "piqueteros" profissionais. A Alemanha dos anos 20 traz memória similar. 6. Dois desdobramentos são institucionalmente preocupantes. O primeiro, no próprio processo eleitoral, em que, em cima do palanque esteja a retórica apaziguadora, mas embaixo estejam os "piqueteros" orientados para os mesmos objetivos. O segundo é que se deixe essas milícias políticas prosperarem e, numa alternância política própria da democracia, venham, como elemento de desestabilização política, afetar as instituições democráticas brasileiras. 7. Que se corte o mal pela raiz a tempo e a hora para que a democracia brasileira siga seu rumo de aperfeiçoamento, longe dos estímulos "bolivarianos". * * * GABEIRA ESCLARECE SUA POSIÇÃO SOBRE AS DROGAS! (Jornal do Brasil, 12) JB- 1. Como o senhor vai tratar a questão da violência a partir do momento que defende a liberalização das drogas, justo o ponto que fomenta a violência? \ FG- — Exatamente como tratei... O governador Cabral, quando se manifestou a favor da liberalização da droga, naquele momento eu disse que o processo não é liberar a droga no momento. O processo é reformar a polícia, ter uma polícia de alto nível que possa realmente dar uma resposta. 2. -Em todos os lugares onde eu vi a droga liberada foi liberada a partir de uma polícia muito desenvolvida. Vi a liberação da droga como um controle mais sofisticado. É o caso da Holanda, é o caso de alguns setores da Inglaterra. Uma área da Inglaterra chamada Bridgestone, em Londres, onde foi leito isso. Lá em Londres, a determinação de liberar partiu da própria policia, que disse que não tinha tempo para ficar quatro horas prendendo usuário. Então, sou favorável à reforma da polícia. Mais que aumento de salário, é formação, equipamento, uma série de coisas que a sociedade brasileira se recusou a dar durante muito tempo. * * * BISMARCK, DEPUTADO AOS 35 ANOS (1850)! (EM BIOGRAFIA POR EMIL LUDWIG) 1. O leito das ruas atemoriza-me mais que o campo de batalha. 2. No parlamento são 350 pessoas. Entre elas, 50 sabem o que fazem. Destas, 30 são patifes ambiciosos e sem consciência ou comediantes inchados de oca vaidade. 3. Censuras não são o meio adequado para reerguer um trono caído. Para isso necessita-se de apoio e de ativa dedicação e não crítica. 4. Nas sessões, prefiro sentar-me entre os adversários, pois entre os meus amigos aborreço-me muito, enquanto que aqui me divirto mais. * * * MARCO AURÉLIO GARCIA DIZ, EM ENTREVISTA, QUE O PCC DE SP ESTÁ NA BOLÍVIA! (La Prensa - La Paz, 11) 1. "Se diz que o PCC (Primeiro Comando da Capital) estaria na Bolívia. E se é assim, é muito ruim para a Bolívia e para nós também. Eu ouvi essa informação, mas não a tenho diretamente, mas se diz que sim. Seria de certa maneira compreensível, na medida em que a Bolívia pode ser, por uma parte, uma zona de produção, mas, além disso, é uma zona de trânsito, porque também se diz que uma parte das drogas que entram no Brasil é produzida no Peru e passa pela Bolívia. Se o PCC está na Bolívia, isso é muito ruim." 2. "Não tenho uma percepção detalhada do estado da democracia na Bolívia. O Brasil não tem o hábito de fazer certificação em matéria política. O que sim sei é que a Bolívia tem processos seguidos de eleição, que as oposições manifestam políticas diferenciadas e isso nos parece uma base importante para qualificar um país como democrático. Eu creio que a situação na América do Sul é favorável à democracia." 3. (Ex-Blog) Nessa resposta, Marco Aurélio Garcia, coordenador do programa de Dilma a presidente, deixa claro que sua concepção de democracia é nitidamente chavista. * * * COLÔMBIA: TAXA DE INVESTIMENTO ALCANÇA 24,3% DO PIB! (Jorge Castro - Clarín, 11) 1. Colômbia recebeu uma média de 9,1 bilhões de dólares anuais de investimentos estrangeiros (IED), entre 2005 e em 2008 foi recorde com 10,6 bilhões de dólares ou 5% do PIB. A IED quintuplicou em 10 anos. Colômbia é hoje o quarto país da América Latina em atração de capitais transnacionais, passando a Argentina. Desde 2002, a taxa de investimentos aumenta sistematicamente. Passou de 15.7% do PBI em 2002, para 24.3% do PIB em 2008. 2. Em 2010 a produção de petróleo vai superar os 800 mil barris por dia (bpd). Em 2009 foram assinados 59 contratos de exploração, e se subscreveram 49 em 2010 até aqui. Os contratistas são as grandes empresas transnacionais: Lukoi (Rússia), Petrobrás (Brasil), Total (França), Repsol (Espanha), Shell (anglo-holandesa), Exxon e Chevron (Estados Unidos), entre outras. 3. O investimento no setor petroleiro atingiu 2,9 bilhões de dólares em 2009, e em 2010 alcançará 3,5 bilhões. Ecopetrol (petroleira estatal) vendeu 10% de suas ações em 2007 (U$S 2,8 bilhões), exclusivamente a colombianos (são agora 480.000 seus acionistas). Ecopetrol desenvolve um plano de investimentos de U$S 60 bilhões, que inclui a compra de empresas na França, Peru e Coreia do Sul, e contratos no Brasil, Peru e México. 4. O decisivo é a execução de um programa de infraestrutura que unirá através de uma rede de rodovias e ferrovias, as seis principais cidades do país: Bogotá, Medellín e Cali, e os grandes portos sobre a costa do Caribe (Barranquilha, Cartagena e Santa Marta). É uma novidade na história da Colômbia, o país geograficamente mais fragmentado da América do Sul. |
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terça-feira, 13 de abril de 2010
13 de abril de 2010
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