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| COMUNICAÇÃO POLÍTICA EFICAZ É A DE CONTRASTE! Trechos da coluna de Cesar Maia na Folha de SP aos sábados (08). 1. Uma ampla pesquisa sobre eleições presidenciais nos EUA, coordenada pela professora Kathleen Jamieson, mostrou que a comunicação política mais eficaz é a comunicação de contraste. Ou seja: eu sou assim, e ele é diferente. Em comerciais de TV, o impacto era de longe o maior quando comparado com os comerciais negativos (um candidato fala mal do outro) e os comerciais defensivos (assim chamados por Jamieson aqueles em que o candidato fala bem de si e do que fez). Para ela, os comerciais negativos criam uma incomodidade inicial, mas fixam bem mais que os comerciais defensivos. Estes são de muito baixa eficácia. 2. Neste início de campanha eleitoral, os dois candidatos favoritos usam a comunicação de contraste. Um diz: compare os currículos. Outro diz: compare os governos. Ambos atuam de forma convergente com o que diz Jamieson. Por outro lado, se realmente os comerciais defensivos têm baixo impacto, não têm razão os políticos que se preocupam tanto com o apoio da imprensa a este ou àquele governo. 3. Outro dia o diretor do "The New York Times", Bill Keller, mostrou sua preocupação com a imagem dos meios de comunicação pela responsabilidade na deterioração da convivência política. Thomas Jefferson dizia que, se tivesse que optar entre democracia e imprensa livre, ficaria com esta última, lembra Antonio Caño em artigo no "El País". Diz ele que pesquisas recentes atribuem aos meios de comunicação grande parte da culpa pelo atual clima de tensão política nos EUA. 4. Afirma Caño que o "The Wall Street Journal" adotou um tom belicoso e parcial desde que R. Murdoch assumiu seu controle, em 2007. E registra que o jornal é o único dos 25 maiores dos EUA que aumentou sua circulação no último ano, assim como a TV de Murdoch, que passou a liderar a audiência entre as redes de notícias. Nas conclusões de Jamieson, se os comerciais negativos são mais eficazes que os comerciais defensivos, é possível que campanhas negativas pela imprensa rendam mais leitores e audiência aos meios que as utilizam. Mas daí a concluir que além da circulação e da audiência isso afete o quadro político há enorme distância. 5. Grondona, em sua coluna no "La Nacion", na semana passada, lembrou que Perón disse certa vez: "Quando tivemos quase toda a imprensa contra, ganhamos, mas quando controlamos quase toda a imprensa, perdemos". Ou seja: é tão inócuo governos tentarem manipular a imprensa quanto a imprensa tentar manipular governos. * * * NETO ENTREVISTA CESAR MAIA! Assista. 3 minutos. * * * OS CUSTOS DA CRISE GREGA! Um trecho da coluna dominical de Jorge Castro no Clarín (09). 1. A crise grega é hoje da própria Europa. Disse a chanceler Angela Merkel: "esta é a prova maior da sobrevivência para a Europa, desde o Tratado de Roma em 1958". Por isso, o pacote de resgate à Grécia, de 144 bilhões de dólares, é o maior desde o Plano Marshall, com que o EUA reconstruiu a Europa Ocidental. 2. O Plano Marshall somou 17 bilhões de dólares entre 1948 e 1952, que, em dólares constantes, seriam hoje 75 bilhões de dólares. O resgate da Grécia, que é 3% do PIB europeu, duplica o maior plano lançado pelos EUA em toda a sua história. 3. Ex-Blog: Sobre os números do Plano Marshall apresentados por Jorge Castro há que multiplicar por 17, que foi o crescimento do PIB europeu de 1952 a 2010, para guardar proporcionalidade. Ou seja, 75 bilhões de dólares x 17 é igual a 1 trilhão e 275 bilhões de dólares. Mesmo assim, a Grécia receberá, só da EU, mais de 11% de tudo, corrigido e proporcionalizado, que recebeu a Europa no pós-guerra. Ou 50% a mais que o PIB de Minas Gerais. 4. (Reuters - Globo.on, 09) Os ministros das finanças da União Europeia estão tentando alcançar um acordo sobre um mecanismo de ajuda de 600 bilhões de euros para evitar que a crise de dívida da Grécia se espalhe para outros países da Zona do Euro, disseram fontes da UE. Eles disseram que o compromisso a ser discutido inclui garantias de empréstimos por parte dos países da Zona do Euro no valor de 440 bilhões de euros, um fundo de estabilização no valor de 60 bilhões de euros e 100 bilhões em uma extensão de crédito do FMI. 5. Ex-Blog: Se for assim, esses 600 bilhões de euros são 760 bilhões de dólares, e agregando a ajuda à Grécia de 140 bilhões de dólares, são 900 bilhões de dólares, ou 70% do Plano Marshall com dólar atualizado e proporcionalizado pelo crescimento do PIB europeu de 1952 a 2010. * * * BUSCAS VIA GOOGLE: DILMA E SERRA! 1. Uma busca no Google muitas vezes é relacionada a outras palavras para filtrar as informações. Por exemplo, em uma busca sobre um livro, colocamos além do livro, o nome do autor para refinar a busca. Isso é uma informação valiosa para sabermos o que as pessoas querem saber sobre um termo. 2. Conheça as buscas mais numerosas no Google relacionadas aos termos "Dilma" e "Serra". Os temas colados a Dilma são em geral negativos. Os temas colados a Serra são em geral positivos. 3. Veja. * * * ELEIÇÕES BRITÂNICAS E A RAINHA! 1. Qual a função da Rainha no atual cenário político britânico? Ela é a única que pode convidar alguém para formar governo e tornar-se Primeiro Ministro. Porém, sua escolha tem de voltar-se para a pessoa melhor qualificada para contar com a confiança da Câmara de Comuns. No caso de uma eleição inconclusiva, como a atual, cabe aos partidos indicar sua escolha ao Palácio de Buckingham. Só então a Rainha recebe o Primeiro Ministro e aceita sua renúncia. 2. O Palácio de Buckingham procura manter-se distante do processo político, de modo a preservar a Rainha das discussões sobre a pessoa mais qualificada para a função. Assim a Rainha Elizabeth II se comportou por quase 60 anos no trono, desde Winston Churchill (com Jorge VI), até Gordon Brown. Em outras palavras, a Rainha pode ser a fonte da autoridade, mas não é seu papel determinar qual a pessoa que deve exercer tal autoridade. 3. Porém, o que ocorre se os partidos políticos não chegam a um acordo? A Rainha precisará então da orientação do Primeiro Ministro, que permanece em funções, pois ele é seu principal conselheiro em matéria constitucional relacionada com o Reino Unido. E se esses conselhos não forem considerados imparciais? Nesta hipótese, a Rainha poderá procurar a ajuda de outras personalidades políticas, e mesmo de especialistas em direito constitucional. * * * CHÁVEZ PATROCINOU CRISTINA KIRCHNER E AGORA INTERVÉM DESCARADAMENTE NA COLÔMBIA! 1. Chávez está interferindo de maneira descarada e desabrida no processo eleitoral colombiano. Acusou Santos de ser "mafioso", tendo acrescentado que, "se Santos por desgracia es electo presidente de Colombia, bueno eso se convierte en una amenaza no sólo para Venezuela sino para medio continente". "Ojalá que en Colombia haya un Gobierno decente y cuando digo decente creo que pudiera ser (uno de) cualquiera de los demás candidatos, menos el señor Santos, el señor de la guerra, el 'pitiyanqui' número uno de Colombia", ressaltou. 2. Revelou ter mantido um debate com Uribe na reunião de cúpula de Cancun, quando, na presença de outros mandatários, "lo mandé largo al carajo; no señor, usted conmigo se equivocó". Na presença de outras pessoas, "parecía un torito", mas, "en privado, el gobernante colombiano optó por no enfrentarlo"."Yo voy a orinar y voy saliendo y él (Uribe) entrando al baño, solito los dos. Cogió para la izquierda, apuradito", prosseguiu, sugerindo uma conduta de suposta covardia, mas sempre num linguajar incompatível com suas responsabilidades de Chefe de Estado. * * * PAUL KRUGMAN: GRÉCIA DEVERIA ABANDONAR O EURO! OU...! (NYT – Folha SP, 08) 1. Se a Grécia tivesse moeda própria, poderia tentar promover uma recuperação assim via desvalorização cambial, o que elevaria a competitividade das exportações. Mas o país usa o euro. O que resta parece impensável: que a Grécia abandone o euro. Mas, quando todas as demais saídas foram descartadas, é só isso que sobra. 2. Em 2001 na Argentina, a moeda tinha o dólar como âncora supostamente permanente e inflexível. Abandonar esse sistema era considerado impensável pelos mesmos motivos por que deixar o euro parece impossível: até sugerir a possibilidade causaria corridas paralisantes aos bancos. 3. Mas as corridas aconteceram, de qualquer forma, e o governo argentino impôs restrições de emergência aos saques. Isso deixou a porta aberta à desvalorização, e a Argentina atravessou aquela porta. Se algo parecido acontecer na Grécia, causará ondas de choque em toda a Europa e possivelmente deflagrará crises em outros países. Mas, a menos que os líderes europeus estejam dispostos a agir com muito maior ousadia do que demonstraram até agora, é nessa direção que caminhamos. * * * ELEIÇÕES NA RENÂNIA DO NORTE-WESTFALIA! 1. Região mais importante da Alemanha, com 18 milhões de habitantes e mais de 20% do PIB do país, foi durante largo tempo um feudo da esquerda. Lá, o SPD tem suas raízes. Porém, desde 2005, a direita era majoritária. A uma coligação SPD-Verts, se sucedeu, há cinco anos, uma aliança formada por cristão-democratas do CDU e liberais FDP, ambos no poder em Berlim desde o outono de 2009. 2. Nas eleições de ontem, o CDU (34,6%) venceu perdendo 10 pontos, mas não conseguiu maioria com o FDP. O SPD (34,5%), social-democrata, perdeu por diferença mínima e fizeram o mesmo número de deputados que o CDU. Os Verdes (Grune) e a Esquerda (Linke) podem garantir a maioria para o SDP. 3. Conheça os detalhes dos resultados pelo quadro do Der Spiegel. |
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www.cesarmaia.com.br Pesquisa e Edição: JCM Para garantir que o Ex-Blog do Cesar Maia chegue em sua caixa de entrada, adicione o email blogdocesarmaia@gmail.com ao seu catálogo de endereços. | |||||||||



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