sexta-feira, 14 de maio de 2010

14 de maio de 2010

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Ex-Blog do Cesar Maia

ALIANÇAS POLÍTICAS: SERRA, DILMA, BISMARCK E NAPOLEÃO III!

1. Serra e Dilma vão constituindo suas bases de apoio partidário no próprio processo, e de forma pragmática, em função da lógica eleitoral e das questões regionais. Os partidos que se somam às suas candidaturas têm como referências as práticas em governo de ambos e seus perfis. Essas referências se tornam mais ou menos atrativas às aproximações.

2. As alianças entre partidos numa campanha para a chefia de governo, em regime presidencial ou parlamentar, obedecem a dois vetores distintos: a) As alianças fechadas em base a programas de governo e compromissos explícitos e; b) as alianças pragmáticas, cujas razões vão amadurecendo com a prática da própria aliança. No Brasil, com raras exceções, as alianças são do tipo b). Serra e Dilma, mesmo com referências diferentes, se enquadram também no tipo b).

3. Essa disjuntiva apresenta-se assim formalizada, desde o século 19. Um caso clássico é o diálogo entre Bismarck (quando embaixador da Prússia em Paris), com 47 anos, e o Imperador Napoleão III da França, com 54 anos. Deu-se em 1862, no Palácio de Fontainebleau. Segue transcrição desse trecho, da biografia de Bismarck, por Emil Ludwig.

4. Napoleão III: “Você acredita que o rei da Prússia estará disposto a concluir uma aliança comigo”? Bismarck: “Os sentimentos do rei pela pessoa de Vossa Majestade são os mais amistosos. As prevenções da opinião pública contra a França desapareceram quase por completo. Mas as alianças, nas circunstâncias atuais, só podem ser frutuosas se são úteis e necessárias. Toda aliança requer um motivo e um fim”. Napoleão III: “Isso nem sempre é justo. As potências mantêm relações pouco mais ou menos amistosas: diante de um futuro incerto, deve-se dar uma direção à confiança. Não falo aventureiramente de aliança, mas vejo entre a Prússia e a França uma semelhança de interesses que contem os elementos de uma ‘entente’ íntima e durável, a menos que as prevenções não criem embaraços. Seria um grande erro traçar um caminho para os acontecimentos, pois estes vêm por si mesmos, sem que possamos calcular a sua força e a sua direção. Eis por que é preciso assegurar, de antemão, os meios de preveni-los e de utilizá-los".

5. Claramente, Serra e Dilma são da "escola política de Napoleão III". Casos de, posteriormente, "dar uma direção à confiança".

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ESTARIA A POPULARIDADE DE PRESIDENTES LATINO-AMERICANOS RELACIONADA A NÃO SEREM POLÍTICOS PROFISSIONAIS?

Trecho do artigo do diretor argentino do centro de estudos 'União para a Nueva Mayoria' Rosendo Fraga (Presidentes Populares no Continente), La Nacion (12).

1. Os dois presidentes com o menor aprovação da América Latina, que são Alan Garcia no Peru e Cristina Kirchner na Argentina, não tiveram uma economia ruim. (pelo contrário, o primeiro país tem a melhor da década). Que ambos sejam os únicos presidentes sul-americanos que são políticos profissionais, pode ser uma hipótese atraente para explicar suas impopularidades.

2. É que a América do Sul é a região do mundo com menor número de políticos profissionais na Presidência. No Brasil é um líder operário, na Venezuela um militar e no Paraguai, um bispo. No Equador, governa um economista profissional e na Bolívia um líder indígena. O novo presidente chileno é um empresário e o uruguaio, um ex-líder guerrilheiro. Na Colômbia, Uribe não é um político profissional típico. Pode ser uma hipótese, mas não é contundente. Neste contexto, o nosso país confirma mais uma vez sua singularidade. Na região, supõe-se que presidentes com 80% de popularidade possam perder as eleições presidenciais (Chile, pesquisas no Brasil, etc.) e na Argentina, há quem acredite que um governo com aprovação inferior a 30%, possa ganhar.

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15 DE MAIO: DIA DO(A) ASSISTENTE SOCIAL!

(cress) "O mês de maio traz data muito especial para os Assistentes Sociais: o dia 15, quando se comemora o seu dia e marca a profissão desde o seu nascimento. Em 15 de maio de 1891, o Papa Leão XIII publicava a Encíclica "Rerum Novarum", apresentando ao mundo católico os fundamentos e as diretrizes da Doutrina Social da Igreja. Era a primeira Encíclica Social já escrita por um Papa e, arcava o posicionamento da Igreja frente aos Graves problemas sociais que dominavam as sociedades européias. Para os assistentes sociais europeus, a Encíclica publicada naquele dia 15 de maio, trazia um conteúdo muito especial."

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MULTAS DE TRÂNSITO NO RIO-CAPITAL!

1. (Dados do Detran) 1999- 1.033.931 \ 2000- 814.134 \ 2001- 539.661 \ 2002- 707.024 \ 2003- 841.229 \ 2004- 955.931 \ 2005- 930.717 \ 2006- 1.127.884 \ 2007- 1.628.947 \ 2008- 1.865.495 \ 2009- 2.440.097 \ 2010- 702.244 (janeiro a até final de abril).

2. Rio-Capital. Ano 2009. Frota de veículos de todos os tipos: 1.947.222. Em 2009 foram aplicadas 1,25 multas por veículo.

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PRESIDENTE: MUDA O QUADRO NA COLÔMBIA!
                
1. A mais recente pesquisa realizada pelo Centro Nacional de Consultoría para  Noticiero CM& Noticias (100 cidades, 3000 pessoas) revela variações na comparação com a da semana anterior. Santos (Uribe), que há oito dias aparecia com 34%, está agora em primeiro lugar, com 38%. Enquanto isso, Mockus, que detinha 38% das intenções de voto, passou para o segundo lugar, com 34%.  Em terceiro lugar permanece Noemí Sanín, com 9%, quando, na semana anterior, tinha 11%.
                
2. Mas a mudança mais significativa se verifica na hipótese de um segundo turno. Até agora, Mockus se impunha com 50%, contra 43% de Santos. Agora, os dois aparecem com 47%. É a primeira vez nas últimas semanas que a medição registra um empate técnico.
                
3. Como alertava este Ex-Blog, dias atrás: a) próximo à eleição o eleitor se torna mais conservador; b) Mockus não entendeu a razão de seu ascenso e liderança, embora estivesse claro nas pesquisas.

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CAPA DE HOJE DO "CLARÍN" DA ARGENTINA!
                     
1. Brasil amenaza con represalias por los alimentos. El ministro de Industria de Lula advirtió que tomarán medidas si la Argentina sigue frenando camiones brasileños en la frontera. El Gobierno les pidió a los supermercados que se comprometan a no importar.

Veja.

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AMÉRICA LATINA: VULNERÁVEL AO CONTÁGIO DA CRISE EUROPEIA!

Trechos do artigo de Andrés Oppenheimer, no La Nacion (12).

1. Mario Cimoli, autor do relatório recente da CEPAL sobre a América Latina,, admitiu abertamente que suas previsões otimistas poderiam ver-se alteradas pelos últimos acontecimentos. "Se o problema é restrito à Grécia, a previsão é válida", disse Cimoli. "Mas se ele se espalha para outros países europeus, e se cai a Espanha, estamos complicados." A América Latina - e especialmente a América do Sul - poderia ser atingida por efeito de contágio da crise grega. A América do Sul recebe da Europa quase 50% de todos seus investimentos e envia para a Europa quase 20% de suas exportações, segundo a ONU.

2. Independentemente do resultado final da crise grega, o mais provável é que enfraquecerá o euro. Em termos comerciais, isso fará com que os países europeus paguem mais caro por produtos latino americanos. E em matéria de investimentos, isso fará com que os bancos europeus, especialmente os espanhóis, que estão entre os maiores investidores na América Latina, repatriem capital ou cortem seus empréstimos na região. "Se a crise atinge a Espanha, os bancos espanhóis irão começar a retirar os fundos da região, porque precisarão de mais fundos para a suas matrizes", disse Cimoli.

3. Apenas 8% dos investimentos estrangeiros na região são destinados a indústrias de alta tecnologia, enquanto 16% vão para as indústrias de média tecnologia, como montadoras de veículos e 76% vão para indústrias de tecnologia média-baixa e baixa, como alimentos e têxteis. Em outras palavras, quase todo investimento se destina a indústrias que fabricam produtos básicos, em uma economia global onde, cada vez mais, os países precisam exportar produtos de alto valor agregado para crescer mais rapidamente. Enquanto isso, China, Índia e outros países asiáticos recebem cada vez mais investimentos estrangeiros para produzir chips de computador e tecnologia de ponta.
 
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Pesquisa e Edição: JCM
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