quinta-feira, 20 de maio de 2010

20 de maio de 2010

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Ex-Blog do Cesar Maia

SUDESTE-VOX POPULI: A SOMA DAS PARTES É DIFERENTE DO TODO!
                
(Gustavo Acauan) 1. Números do Vox Populi: São Paulo (que representa 53% do Sudeste): Serra 44% x 30% Dilma \ Minas Gerais (24% do Sudeste): Serra 38% x 35% Dilma \ Rio de Janeiro (19% do Sudeste): Serra 24% x 38% Dilma. Resultado ponderado pelos Estados: Serra 37% x 32% Dilma.
                
2. Para que o resultado na região Sudeste fosse o informado pelo Vox Populi, ou seja, Serra 35% x 36% Dilma, seria necessário que no Espírito Santo (4% da região) Dilma fizesse 105% (Cento e cinco) e Serra fizesse 1 milhão de votos negativos.
                
3. Veja a planilha.

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A SITUAÇÃO PRÉ-ELEITORAL NO ESTADO DO RIO!

1. Vamos usar a pesquisa Vox Populi relativa a maio, embora com amostra muito curta de apenas 800 eleitores no Estado todo. Ela não afeta os patamares anteriores: Cabral lidera com 41%. Em janeiro, no Vox Populi, tinha 39%. Gabeira vem em seguida com 19% (18% antes) e Garotinho 18% (20% antes). Ambos mantendo o patamar dos 20%. Portanto, em 5 meses nada mudou. É um quadro que aponta para o segundo turno, na medida em que Cabral ocupa a mídia quase sozinho, e com a boa vontade de sempre. E concentra comerciais à vontade na TV e Radio, além de uma chuva de placas. Vai descer na campanha. Quanto (?), dependerá da performance dos demais.

2. Lembre-se que, em 2006, neste momento, Cabral se aproximava de 45%, Crivella tinha menos de 20% e Denise Frossard menos de 15%. Denise venceu na Capital e em Niterói e fechou o primeiro turno com 23% e Cabral com 37%, indo ambos para o segundo turno.

3. O imbróglio na aliança entre PSDB-DEM-PPS-PV foi superado. Os fatos mostraram que o problema era interno ao PV e provavelmente em função do segundo turno, na medida em que Gabeira aponta para Serra e Sirkis para Dilma, pela presença do ministro da cultura no governo Lula.

4. O DEM nunca criou óbice para a candidatura da vereadora Aspásia Camargo. Se o PPS cedesse sua vaga de senador ao PV, estaria tudo bem. Aspásia, quando militante do PP, ocupou a secretaria executiva do ministério de meio ambiente de FHC, cujo titular era Gustavo Krause do PFL (hoje DEM), numa relação harmoniosa. O único alerta dado foi o fato de ela liderar o movimento de desfusão (Autonomia Carioca), e que isso poderia prejudicar Gabeira fora da Capital. Nada mais.

5. O Vox Populi não divulgou pesquisa para Senador.

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SEGURANÇA PÚBLICA! EU PELO RIO, VOCÊ PELO RIO, NÓS PELO RIO!

É preciso impedir que drogas e armas entrem no nosso país. O governo federal tem que assumir essa responsabilidade.

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URIBE CRITICA A DESCRIMINALIZAÇÃO DO CONSUMO DE DROGAS! MICROTRÁFICO AUMENTA ASSASSINATOS!
            
(El País, 20) "Em nosso país houve permissividade durante 15 anos, e isso demonstrou que não é certo aquilo que dizem os amigos da legalização de que se legaliza o consumo acaba o uso criminal", disse ontem Uribe em um ato em Madrid. "Quando se legaliza o consumo, a luta contra a produção e o tráfico se torna estéril", assegurou o presidente. Uribe recordou que há nesse momento 370.000 viciados (0,86% dos quase 43 milhões de habitantes) e 1,6 milhões de cidadãos que declaram haver consumido algum tipo de droga. O crescimento do consumo interno trouxe, segundo Uribe, o aumento da criminalidade, "já que muitos jovens passaram a distribuir droga". O presidente relacionou "o microtráfico" com o aumento de assassinatos "que, apesar do melhoramento das condições de segurança, se segue cometendo".  

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"A EXPERIÊNCIA FRUSTRANTE DE ACREDITAR MAIS UMA VEZ QUE O PROBLEMA SÃO OS HOMENS E NÃO OS SISTEMAS POLÍTICOS"!

Trechos do artigo de Jorge Fernández Díaz, no La Nacion (15).

1. Os homens, assim como os meninos, querem que contemos sempre a mesma história, e a arte consiste em fazer com que pareça sempre diferente. Vale a máxima de Oscar Wilde: "O único dever que temos para com a história é reescrevê-la”.

2. O mítico final de Júlio César só funciona hoje como uma simples metáfora para o declínio e derrota de um governante. Esclarecimento fundamental nesta era de má-fé, em que tudo é manipulado para o escárnio. Essa metáfora, explica que o que aconteceu em Roma em 15 de Março do ano 44 AC e tem conotações no presente: "Para a sociedade civil apresentava-se então, como se apresenta agora, se prefere a liberdade ou a segurança e a paz”.

3. O poder supremo de César foi o produto de um longo período de desintegração e caos que o havia precedido. A sociedade buscou um homem forte e, em seguida, começou a queixar-se quando esse líder providencial se perpetuou no poder e adotou as irritantes atitudes de um monarca.

4. No palácio, uma amante de César o surpreendeu em uma intimidade exausta e fatalista, e disse: "Quanto maior é o seu poder, maior a inveja; quanto maior é seu valor, maior é o ódio. É inevitável”. César sentia que não somente seus inimigos políticos preparavam sua queda, mas toda sociedade esperava, cansada e ansiosa, esse resultado. O resultado é conhecido: um grupo de "guerreiros da liberdade" esperam por Júlio César no Senado e o apunhalam, e depois saem à rua à procura de vivas e aplausos do povo.

5. Os eventos que seguem estas primeiras horas são ainda mais interessantes, já que contém uma inquietante lição política. O protagonista deste segundo momento é Marco António, não aceitou participar, mas tampouco havia denunciou os conspiradores. Ele era partidário do partido do poder. E fez imediatamente uma descoberta surpreendente: "Não sabem o que fazer. Não têm a menor idéia. Ninguém se preocupou em pensar o que iria acontecer depois". Ele estava se referindo aos "libertadores", como se nomearam.

6. O único projeto que tinham era substituir Júlio César, uma obsessão que não havia lhes permitido definir que rumo seria dado ao Império Romano. Marco Antonio triunfou naquele dia, já que era um cesarista prodigioso e contava com aparato e uma verdadeira vocação para o poder. Os resultados foram, no entanto, catastróficos: uma série de lutas e guerras internas irromperam, a República caiu em desgraça e foi substituída por uma variação da monarquia chamada principado, com uma figura monumental como Augusto e uma cadeia de césares ditatoriais culminando em Nero.

7. Mostra a inutilidade da derrubada de César e a seqüência de mal-entendidos e cegueira entre os líderes e governantes, os riscos de procurar o poder absoluto, a leviandade de quem quer o governo sem saber exatamente o que fazer com ele e a experiência frustrante de acreditar mais uma vez que o problema são os homens e não os sistemas políticos e as sociedades que os tenham parido. Está certo. O único dever que temos para com a história é reescrevê-la. Assim nos livros como na realidade.
 
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Pesquisa e Edição: JCM
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