| | ELEIÇÕES 2010: OPOSIÇÃO DEVE JOGAR 'GO' E NUNCA 'XADREZ'! 1. O jogo de Xadrez, da forma que o conhecemos, nasceu na segunda metade do século XV e coincide com o Renascimento e Maquiavel. É um jogo ocidental que parte da ideia da guerra como um confronto entre dois exércitos, cara a cara. Ali estão a infantaria, a cavalaria, a artilharia, a Igreja, e o Rei e a Rainha. O jogo começa com o tabuleiro completo, com todas as peças. E termina com o tabuleiro vazio, com poucas peças e um rei cercado, sem movimento. 2. O jogo de GO originou-se na China no século VI antes de Cristo. É o inverso do Xadrez. O tabuleiro é semelhante ao do Xadrez, mas com mais casas. O jogo começa com o tabuleiro vazio e os exércitos estão fora do mesmo. As pequenas peças são redondas e iguais, e vão sendo colocadas uma a uma no vértice dos quadrados (casas). Quando peças coladas cercam peças do adversário, é como se um batalhão ou milícia ou guerrilha, tivesse eliminado o outro. 3. Num processo eleitoral, quem governa, quer jogar Xadrez. Quer confrontar o "exército" adversário com o seu. Com regras definidas. E joga com as brancas, ou seja, tem a iniciativa. Provoca com seus peões, abre espaços para ataques com as outras peças. Quer que o adversário venha a campo aberto e confronte. Isso independe se o governo é mais ou menos forte. Tendo a máquina, quer o confronto. Algumas vezes, quando se sente muito poderoso, se posiciona e provoca o adversário para que este venha a seu campo e o confronte. 4. A oposição deve sempre escolher jogar o GO. Era o jogo preferido do general Sun Tzu (Arte da Guerra, 500 anos a.C.). O governo quer guerra de posição. A oposição deve preferir a guerra de movimento. Pode ensinar muito as oposições nos Estados e no Brasil, em 2010. Um princípio de Sun Tzu: "vencer primeiro e lutar depois". Ou seja, a eleição se ganha na estratégia e no conhecimento profundo de si e de seu adversário. Conhecimento permanente e dinâmico, e com infiltrações e contra-informação. 5. Não movimente seu exército. Movimente grupos menores. De preferência milícias ou guerrilhas políticas. Nunca faça ataques diretos. Prefira os indiretos. Faça ruído para o governo pensar que você vai atacar onde não vai. No nível nacional e estadual (em oposição), a oposição deve jogar GO em suas campanhas. Nunca Xadrez. Na eleição de Presidente, isso é decisivo. * * * MEGALOMANIA DIPLOMÁTICA! (Andrés Oppenheimer - La Nacion, 25) 1. O anúncio feito pelo presidente brasileiro Lula, de que Brasil e Turquia haviam selado um acordo com o Irã para resolver o conflito mundial sobre o programa nuclear iraniano, poderá passar à história como um caso típico de megalomania diplomática. Por que Lula está tratando de resolver os maiores problemas do mundo, enquanto não move um dedo para mediar disputas muito mais perto de casa, na América Latina? Sharon Squassoni, expert em proliferação nuclear do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais e ex-funcionária do governo Clinton, me disse que "foi muito mais uma manobra do Irã para tentar evitar novas sanções internacionais, e sendo assim, saiu mal." 2. Por que Brasil não tenta mediar o conflito colombiano-venezuelano em torno da guerrilha, ou a disputa Argentina-Uruguai pela fábrica de celulose na fronteira, ou a longa disputa Chile-Peru-Bolívia, ou o conflito Equador-Colômbia também em relação à guerrilha? Brasil não pode ser um observador passivo de seus vizinhos e pretender ser protagonista chave na diplomacia mundial. Se quiser ter um papel respeitável nos grandes problemas mundiais deve começar pensando em sua própria região. * * * INÍCIO DO EDITORIAL DO LE MONDE (25)! "Lula por aqui, o Brasil por lá. O mundo se confunde com as declarações do presidente brasileiro e os altos feitos não apenas futebolísticos de seus cidadãos. Ouviu-se Luiz Inácio Lula da Silva admoestar a Alemanha por suas reticências em salvar a Grécia e propor sua mediação no conflito israelo-palestino. No Brasil, a sucessão de Lula da Silva na presidência toma a forma de um duelo. Viu-se ele de tentar desarmar com os turcos o dossiê nuclear iraniano e apoiar os argentinos em seu conflito com os britânicos a propósito das Malvinas e de seu petróleo." * * * QUANTIDADE DE LIXO POR HABITANTE! RIO E SP INVERTIDOS EM RELAÇÃO À RENDA! 1. (Estado SP, 26) A média de geração de lixo no Brasil hoje é de 1,152 kg por habitante por dia, padrão próximo aos dos países da União Europeia, cuja média é de 1,2 kg por dia por habitante, enquanto nos EUA a média é de 2,8 kg/dia. Nas grandes capitais, esse volume cresce ainda mais: Brasília é a campeã, com 1,698 kg de resíduos coletados por dia, seguida do Rio, com 1,617 kg/dia, e São Paulo, com 1,259 kg/dia. 2. (Ex-Blog) Números curiosos, pois a quantidade de lixo per cápita é um indicador de renda: quanto maior, maior a renda. Brasília confirma isso, pois tem a maior renda por habitante do Brasil. Mas as cidades do Rio e SP estão em posição invertida em relação à renda por habitante. * * * 25 DE MAIO: 200 ANOS DO PRIMEIRO GRITO DE INDEPENDÊNCIA NA "ARGENTINA"*! Trechos da entrevista do historiador Raúl Fradkin, no Clarín (16). *(Na verdade Províncias do Prata, já que a condição de um país unificado vem depois da Guerra do Paraguai, 60 anos depois). P- ¿Fue popular la movilización del 25 de mayo de 1810? -RF- El 25 de mayo de 1810 hubo muy poca gente. Comparando todas las fuentes disponibles, los cálculos máximos llegan a 400 personas. En los días previos hubo más movilización callejera. Del 21 de mayo, algunos testigos hablan de 2000 o 3000 personas exigiendo la convocatoria de un Cabildo Abierto que discuta cómo afrontar la crisis política. El 25 de mayo, que pasa a la historia como el que el pueblo exige saber de qué se trata, en rigor no fue acompañado por una movilización popular. Pero ese pueblo asistente muestra el otro sentido del término pueblo, integrado por los verdaderos vecinos, los que en la época se llaman a sí mismos "la gente decente", "la gente de razón", la parte principal, el pueblo con derecho en el orden colonial a actuar en el sistema político. En 1810, frente al Cabildo estaba la "gente decente", no el "populacho". (Buenos Aires). * * * REMESSAS DE BRASILEIROS RESIDENTES NO EXTERIOR CAEM 1,2 BILHÕES DE REAIS ENTRE 2008-2009! (Valor, 25) As remessas dos mais de 3 milhões de imigrantes brasileiros espalhados pelo mundo caíram mais de 23% entre 2008 e 2009, para US$ 2,223 bilhões, de acordo com o balanço de pagamentos do Banco Central (BC). Somente dos Estados Unidos, as remessas dos mais de 1,5 milhão de brasileiros no país tiveram recuo de 30,6% no mesmo intervalo, passando de US$ 1,289 bilhão para US$ 894 milhões. Os mais de 300 mil nipo-brasileiros também realizaram menos transferências no período pós-crise: queda de 40%. |
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