| | O "EFEITO MANDRAKE" NAS CAMPANHAS ELEITORAIS! 1. Chama-se de "Efeito Mandrake" em campanhas eleitorais majoritárias, táticas de um candidato que paralisam ou imobilizam o adversário. Isso pode ser feito de duas maneiras. Uma colocando o adversário na defensiva, tendo que se explicar, sobre o passado ou o futuro. Outra, levando-o a campos de enfrentamento que tiram o adversário do principal campo onde os votos são disputados. 2. Isso ocorre, em geral, através de propostas de combate ou duelo que interessam a quem as estimula. Pode ser do tipo "ir ao ambiente desfavorável ao adversário, tendo que enfrentar hostilidades". Ou, o que é muito mais sofisticado, levá-lo a um ambiente neutro, que o tira do ambiente onde o voto está sendo definido. 3. Em geral, no processo de reeleição com um governo razoavelmente ou bem avaliado, interessa ao candidato tirar o adversário das "ruas" e imobilizá-los em debates anódinos, insípidos e inodoros. São, em geral, debates sobre temas macroeconômicos, que encantam os jornais e os economistas, e que ficam em um nível de generalidade, que passam tão acima do eleitor médio, que esse nem se apercebe da relação entre o que se diz e sua vida. 4. Os governos, razoável ou bem avaliados, têm uma enorme tropa de militantes atuando na base. São milhares e milhares que -por ocupação de cargos ou por subsídios ou recursos, a suas empresas, associações, sindicatos ou ONGs- temem a descontinuidade e se comportam, orientados ou espontaneamente, como tropas ou milícias na defesa de seu candidato, seja ele o próprio governante, ou quem o governo apoia. 5. Vivemos -e viveremos- um quadro assim na campanha presidencial de 2010. Um governo bem avaliado, com candidato competitivo e com uma enorme máquina movida a cargos e a subsídios/recursos, com militantes partidários ou não, que atuam coordenados ou espontaneamente. 6. Tudo o que quer o governo ou seu candidato é tirar seu adversário das "ruas" e retardar seu contato direto de mobilização nas bases dos multiplicadores e assim, dos eleitores. Para isso, os ambientes perfumados, engravatados, bem comportados são ideais para o candidato do governo se enfrentar com seu adversário. 7. No outro dia, manchetes gloriosas sobre juros, câmbio, fundamentos macroeconômicos, engessamento do euro e os reflexos na economia latino-americana, a competitividade das exportações, etc, e tal... Tudo como um passeio no ônibus espacial da NASA e uma aterrissagem tranquila para todos. Enquanto isso, a tropa de militantes age nas "ruas" em defesa de sua cota de poder, cargos, recursos e empregos. 8. "Nunca antes neste país" se usou tanto o "Efeito Mandrake" como se tem usado nos últimos meses. As pesquisas mostram o sucesso do gesto de mão aberta do mágico de casaca e cartola, do poder. 9. Lembre-se de Mandrake. * * * FURTOS DISPARAM ENTRE 2006 E 2010: 42%! 1. O ISP (Instituto de Segurança Pública) do Governo do Estado do Rio divulgou as estatísticas de criminalidade até abril de 2010. Com isso, pode-se comparar as mesmas com o mesmo período de 2006, último ano do governo anterior. 2. Como sempre, este Ex-Blog destaca o total de Furtos e de Roubos, pois são essas ocorrências que, ocorrendo no cotidiano da população, espelham a insegurança efetiva e a sensação de insegurança da população. 3. Para isso, este Ex-Blog usou os dados acumulados entre Janeiro e Abril de 2006 (último ano do governo anterior), com os dados entre Janeiro e Abril de 2010, agora divulgados. 4. Em 2006 -janeiro a abril- foram 23.910 Furtos. Em 2010 -janeiro a abril- foram 33.970 Furtos. Um crescimento impressionante de 42% no período. Quanto aos Roubos, foram 25.955 neste período em 2006 e 25.910 em 2010. Portanto, nenhuma melhoria. A insegurança (e sua percepção) se manteve a mesma. 5. Furtos + Roubos: 2006 neste período, 49.865 e em 2010, foram 59.880. Um crescimento de 20%. Em ambos os casos, sinais evidentes de fracasso em relação ao policiamento ostensivo. * * * "SUBSTITUIR A PALAVRA JULGAR POR AMPARAR"! Aparecida Silva (psicóloga/psicanalista) sobre a nota deste Ex-Blog "Opinião Pública: Loucos, Tímidos e Descrentes". 1. Jaques Lacan (1901-l981), parisiense e psicanalista, relata em suas obras que somos efeitos de linguagem, a palavra tem um peso enorme na psique. Existem três tipos de personalidades: Os 'neuróticos' (seriam os Descrentes), que valorizam os significados das palavras e as leis sociais (que são redigidas por palavras). Esses selecionam os textos instrutivos e deletam outros. Os ' psicóticos' (que seriam os "tímidos"), rejeitam os significados das palavras e as leis sociais, apenas repetem os sons fonéticos vindo do outro. 2. Os 'perversos, (seriam os "loucos"). Esses sabem dos significados das palavras e das leis sociais, mas as recusam, criando suas próprias leis afetando as estruturas sem culpa, sem sentimento e sem medo. Essas três estruturas psíquicas são construídas na infância. E um novo ser tende a 'repetir o comportamento do outro'. Pergunto: Como estão as estruturas familiares? Que modelos de pais as crianças se relacionam? Que tal cortar o mal pela raiz construindo creches em vez de presídios e substituindo no país, a palavra ' julgar' por 'amparar'? * * * "SINDICALISMO DE ESTADO"! (Trechos do editorial do Estado de SP, 03) No que foi, para todos os efeitos, o maior comício até aqui da campanha que oficialmente ainda não começou, 5 das 6 centrais sindicais reconhecidas pelo Ministério do Trabalho reuniram no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, perto de 15 mil pessoas. Na realidade, foi uma escancarada mobilização eleitoral pela "continuidade" do governo lulista. E tudo com dinheiro do imposto sindical o dia de salário que os trabalhadores, sindicalizados ou não, têm descontado uma vez por ano. A bolada vai para os sindicatos únicos (no Brasil, como se sabe, apenas uma entidade pode representar determinada categoria profissional em determinada base territorial) e daí para as centrais. Graças a esse arranjo perverso, as oligarquias sindicais têm meios de sobra para fazer política a favor, do governo com o qual vivem em mancebia, arquivados os antagonismos não raro ferozes entre elas. * * * CHÁVEZ CRIA MAIS UM ÓRGÃO PARA CONTROLAR A IMPRENSA! (Clarín, 04) El presidente Hugo Chávez acaba de firmar el decreto para la creación de un nuevo organismo: el Centro de Estudio Situacional de la Nación. Según la gaceta oficial, el CESNA tendrá la facultad de declarar de carácter reservado cualquier información, sea tanto del Estado como de la comunidad, por lo que las críticas surgieron inmediatamente: con este organismo se viola el derecho a la información y tanto un caso de corrupción o un crimen podrían ser ocultados por orden estatal. El CESNA –según establece la directiva del Poder Ejecutivo– será un órgano desconcentrado del Ministerio de Relaciones Interiores y Justicia y su función central será declarar el carácter reservado, clasificado o de divulgación limitada de cualquier información, hecho o circunstancia . Su director será nombrado directamente por el titular del Poder Ejecutivo, es decir, Hugo Chávez. |
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