| | INVESTIGAR AS RAZÕES DE VOTO É FUNDAMENTAL! Trecho da coluna de Cesar Maia, na Folha de SP (05). 1. As pesquisas eleitorais são reiterativas sobre intenção de voto. Deveriam servir para que as equipes de campanha avaliassem as razões -positivas e negativas- que levam os eleitores a decidir votar. Não é um processo simples. Essas perguntas não são óbvias. A pesquisa qualitativa -de muito difícil avaliação- é quase sempre tratada com a mesma ótica da pesquisa quantitativa. Os institutos que as fazem querem tirar conclusões sobre probabilidade de voto e destacar uma ou outra expressão a ser usada pela campanha ou respondida. Uma utilidade seria preparar perguntas para as pesquisas quantitativas e, com esta combinação, tirar conclusões. 2. Mas há outra questão ainda mais complexa. Se o eleitor atribui a um candidato qualidades maiores que as do outro, deve-se perguntar se é esta uma razão de voto. O Datafolha listou atributos e pediu que o eleitor indicasse o candidato que mais se aproxima deles. Destacou o candidato da oposição como o mais experiente, inteligente, realizador, preparado para ser presidente, próximo aos ricos... Já na candidata do governo, destacou ajudar os pobres e as mulheres, embora entre as mulheres ela perca na intenção de voto. E 18% dizem que a candidata verde defenderá os pobres, embora tenha quase a metade disso em intenção de voto. O eleitor tende a fazer o voto útil e, mesmo que priorize esse atributo, tende a não transformar isso em voto se ela não tiver chance. 3. Esses pontos são importantes, mas não necessariamente decidem o voto. As equipes de campanha devem analisar qual é a agenda vencedora no imaginário do eleitor. Um caso clássico é o da primeira eleição de Clinton a presidente. Numa lista de 40 questões, Clinton só vencia em uma: a economia. Sua equipe de campanha a testou como razão de voto e surpreendeu-se com a correlação. A partir daí, nas reuniões com os multiplicadores de campanha, Carville (coordenador de comunicação) gritava: "É a economia, estúpido!". E foi. 4. A razão de voto pode ser positiva ou negativa. As ruas funcionam como uma pesquisa qualitativa. Uma mesma expressão usada em três pontos completamente diferentes de uma cidade quase sempre significa que dezenas de milhares de pessoas pensam da mesma maneira. Em seguida, deve-se avaliar se é razão de voto e então incluir em uma pesquisa quantitativa. 5. É esse estudo (que já deveria ter sido feito pelas campanhas) de investigação das duas ou três razões de voto que construirá a agenda a ser priorizada na comunicação via mídia e, principalmente, na comunicação direta, nas ruas e reuniões, de forma a acelerar os fluxos de "opinamento" -a favor de si e contra o adversário. * * * ITAIPU, BRASIL, PARAGUAI, 240 MILHÕES DE DÓLARES POR ANO. QUEM PAGA? Análise de assessor técnico do Senado. 1. Na lei que o governo federal mandou para o congresso sobre a questão de Itaipu, com relação aos 240 milhões de dólares anuais a mais que o governo federal vai pagar para o Paraguai não foi definida a fonte dos recursos. A exposição de motivos da lei diz que não vai ser paga pelo consumidor e Itaipu (consumidores do sul, sudeste e centro-oeste). 2. No caso atual, as Notas Reversais estabelecem novo patamar de pagamento. "O custo adicional, conforme decisão já antecipada, será arcado com recursos a serem definidos pelo Tesouro Nacional, de forma a não onerar a tarifa de energia elétrica paga pelo consumidor brasileiro. " 3. Mas a lei não fala nada sobre a fonte de recursos. Neste momento a Fazenda está dando a entender que não vai ser o Tesouro que vai pagar (não existe previsão orçamentária, etc.). Se a lei for aprovada como está, Itaipu vai ter que começar a pagar automaticamente e vai ter que repassar para a tarifa dos consumidores (consumidores do sul, sudeste e centro-oeste). 4. Trata-se de uma distorção, pois quem vai pagar são consumidores de pequeno porte (consumidores cativos das distribuidoras). * * * CRESCIMENTO DO PIB! "FALA SÉRIO"! O tão decantado crescimento do PIB do Brasil em 2010 se esquece que em 2009, especialmente nos primeiros meses, o PIB decresceu, ou como dizem os economistas, teve crescimento negativo, no ano todo. De parte do governo se entende que queira criar um clima eleitoral de otimismo. Mas de parte dos especialistas e analistas via imprensa é inimaginável que esse cálculo não seja feito. Se o PIB crescer largos 6% esse ano, num período de 2 anos terá crescido modestos menos de 3% ao ano. Se 5%, modestos menos de 2,5% ao ano. Um resultado pífio. * * * A QUEDA DO EURO! E o real vinculado ao dólar se aprecia em relação ao Euro, restando competitividade das exportações brasileiras para a Europa. Veja gráfico. * * * EUA: REPUBLICANOS NA FRENTE DEVEM CONTROLAR CÂMARA DE DEPUTADOS NA ELEIÇÃO DE NOVEMBRO! (La Nacion, 06) Os republicanos já saboreiam uma vitória que os reconcilie com o eleitorado nas eleições que renovará toda a Câmara dos Deputados e 36 bancas do Senado. Só não sabem por quanto ganharão. E é aí onde centram sua estratégia. Uma pesquisa do Gallup indica que 49% votarão pelos republicanos, contra 43% que o farão pelos democratas. Trata-se da maior diferença desde que se realiza essa medição previa às legislativas, em 1950. "Fazemos o maior esforço para ficarmos com a maioria" legislativa, admitiu o líder republicano na Câmara de Deputados, John Boehner. De fato, nos corredores do Capitólio se considera que o representante de Ohio como o quase seguro sucessor da democrata Nancy Pelosi na presidência da Câmara de Deputados a partir do próximo ano. * * * EVO MORALES REELEITO COMO LÍDER MÁXIMO "COCALERO" DA BOLÍVIA! (dpa-emol, 08) Evo Morales es reelegido como líder "cocalero" en Bolivia. El Presidente boliviano Evo Morales fue reelegido hoy como máximo dirigente de los productores de hoja de coca del trópico de Cochabamba, en el centro de Bolivia. Morales hace 25 años que es presidente de las seis federaciones del trópico de Cochabamba y hoy fue posesionado en el epílogo del décimo congreso de los productores de coca. Fue posesionado en el epílogo del décimo congreso de los productores de coca. * * * BISPO TURCO FOI DECAPITADO POR UM COMANDO ISLÂMICO! (El País, 08) El obispo turco decapitado temía que su asesino atentara contra el Papa. Canceló su viaje a Chipre para proteger al Pontífice.- Según varios testigos presenciales y fuentes oficiosas vaticanas, el prelado fue asesinado con un rito islamista.- El homicida gritó "Alá es grande" tras decapitarle. La agencia de noticias religiosa Asia News, adscrita al vaticano Pontificio Instituto de las Misiones Extranjeras, ha afirmado hoy que el obispo italiano Luigi Padovese, jefe de los prelados católicos turcos, fue decapitado el jueves por su chófer al grito de "Allah Akbar" (Alá es grande) y que el crimen fue ejecutado según los cánones del fundamentalismo islámico. El crimen del vicario de Anatolia y presidente de la Conferencia Episcopal Turca había sido atribuido en un principio una perturbación mental no aclarada del chófer de Padovese. * * * MERCADO DE COCAÍNA NO BRASIL É O MELHOR DA REGIÃO: R$ 50 MIL/KG! (Estado SP, 06) 1. Em entrevista ao ''Estado'', ex-comandante da guerrilha, que trabalhou 15 anos em território brasileiro, diz que País é o melhor mercado para a cocaína na região e afirma que, em troca da droga, grupos insurgentes colombianos recebem armas e insumos. "Carlos" - o nome é fictício - passou mais de 15 anos trabalhando para as Farc em território brasileiro ou na região de fronteira, onde era um dos responsáveis pela venda de cocaína e troca do produto por armas. 2. De acordo com Carlos, além desses guerrilheiros infiltrados, que recebem do grupo cerca de R$ 20 mil a cada três meses, também há pelo menos outras duas bases das Farc em Manaus, como a que foi descoberta pela Polícia Federal. "Duas que eu tenha conhecimento, com cerca de cinco pessoas operando em cada. Mas podem ser mais", afirmou. 3. Segundo Carlos, as redes estariam se expandindo no Brasil por uma questão de mercado. "Pelo quilo da cocaína pura, conseguimos R$ 50 mil no Brasil. Na Colômbia, obtemos R$ 15 mil. Na Venezuela, não mais do que R$ 25 mil. Pela pasta de coca, nos pagam R$ 20 mil no Brasil. Na Colômbia, R$ 3 mil. Na Venezuela, R$ 12 mil." |
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