quarta-feira, 30 de junho de 2010

30 de junho de 2010

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Ex-Blog do Cesar Maia

Cesar Maia

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O QUE MUDOU E ALGUNS MARQUETEIROS NÃO ENTENDERAM AINDA!
                    
1. Ontem, este Ex-Blog publicou uma nota onde  procura mostrar que o impacto da TV em campanhas eleitorais já não é mais o mesmo. A TV continua como o veículo de massa mais importante. Mas antes, emocionava e, com isso, criava e mobilizava multiplicadores de opinião, que são peças centrais nas vitórias eleitorais.
                    
2. Os multiplicadores são eleitores que tendo confiança num candidato, vão muito além de seus votos: assumem seu candidato como se fossem eles mesmos os candidatos. Pedem votos, argumentam, defendem e atacam. É esse multiplicador que faz um candidato mudar de patamar em direção à vitória.   
                    
3. O candidato, em sua movimentação, contatos diretos, reuniões..., vai conquistando multiplicadores. Até poucos anos atrás tinha a TV como seu instrumento básico. Na medida em que a TV emocionava e mobilizava, ia formando eleitores especiais, eleitores multiplicadores. De uns cinco anos para cá, a TV perdeu esse papel. Continua sendo o principal meio de comunicação de massa, mas agora informa, espalha e distribui informações. Mas não emocionando nem mobilizando, a TV não cria mais multiplicadores, ou pelo menos o faz em quantidade muito menor e apenas estimulando os que já eram, ou seriam, multiplicadores.
                    
4. Dessa forma, as equipes dos candidatos devem desenvolver processos que, aproveitando a informação distribuída pela TV sobre os candidatos, construam pontes para a formação de multiplicadores. Sempre o contato físico direto é o mais importante. Porém, a capacidade física de alcançar uma parte significativa do eleitorado é restrita. Por isso, sua performance direta deve ser muito mais apurada, para motivar novos multiplicadores.
                    
5. A internet certamente contribui, mas como já se disse aqui, não é uma panaceia. Até porque muda a interação entre veículo e eleitor, que na mídia tradicional é unilateral, da imprensa ao eleitor. Na internet, os dois polos, emissor e receptor, são produtores de conteúdo e o internauta está 365 dias por ano ligado. Com isso, as campanhas eleitorais não o estimulam tanto.
                    
6. A inventiva em campanhas eleitorais, hoje, é exatamente identificar ou criar mecanismos que ofereçam alternativa à TV como mobilizadores. Serão muitos, além dos conhecidos como boca a boca, reuniões em casa, comícios, palestras, debates e, agora, internet.  Há que se criar alternativas agora, com o refluxo desse papel da TV.
                    
7. Talvez, se esta questão tivesse sido avaliada antes, a aliança PSDB-DEM não tivesse passado pelos dias de dificuldades e desconfianças que passa.

                                                * * *

EM 10 ANOS, MENOS TURISTAS VIERAM AO BRASIL!

(Radar-Veja, 27) Em 2009 o Brasil recebeu 4,8 milhões de turistas estrangeiros. São 300 mil estrangeiros a menos que os 5,1 milhões de turistas recebidos 10 anos antes. Com o crescimento do mercado internacional de turismo nesse período, a participação do Brasil que era de 0,79% em 1999, caiu para 0,54% no ano passado (menos 32% na participação).

                                                * * *

DILMA: O RISCO CHAVISTA!
                        
1. O caminho utilizado por Chávez para obter o poder absoluto foi a convocação de uma assembleia constituinte logo após sua posse, quando gozava de popularidade ampla. Agora é a vez de Dilma, através de um expediente subreptício: convocação de Constituinte para a Reforma Política. No sistema atual, para mudar a constituição, há a necessidade de 60% dos votos. Numa constituinte, 50%. Para que mudar?
                        
2. (Elio Gaspari-FSP, 30) Na sua entrevista ao programa "Roda Viva", a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, defendeu a convocação de uma constituinte exclusiva para discutir e votar projetos de reformas política e tributária. Acrescentou que gostaria de encaminhar essas reformas logo no início do seu eventual mandato.

                                                * * *

ATENÇÃO CANDIDATOS A GOVERNADOR: ÍNDICES SOCIAIS POR ESTADO!

1. Estado do Rio com barras dos gráficos em verde escuro. Os demais Estados em ouro.

2. No Ensino Médio a distorção Idade-Série no Estado do Rio é de 49%.

3. Conheça todos os Índices de todos os Estados. Veja.

                                                * * *

TSE VETA IMAGEM DE CANDIDATO A PRESIDENTE EM COLIGAÇÕES DISTINTAS!
                
(G1, 30) TSE vetou o uso de imagem e voz de presidenciáveis em programas eleitorais de partidos que tenham coligações diferentes nas disputas nacionais e regionais. Um exemplo dos impedimentos que essa definição pode causar é o caso do Rio de Janeiro. No estado, o candidato ao governo pelo PV, Fernando Gabeira, tem aliança regional com o PSDB. Dessa forma, ele não poderá ter em sua propaganda eleitoral a participação da candidata à Presidência da República do próprio partido, Marina Silva, nem do candidato tucano, José Serra. A consulta foi apresentada pelo PPS que queria saber se, em tese, um candidato a governador, vice-governador ou senador pode contar com a participação na propaganda eleitoral do estado de candidato à Presidência da República, mesmo se os partidos forem rivais na disputa nacional. Além disso, a legenda perguntou se um partido que tenha coligação regional com determinado candidato ao Palácio do Planalto, mas que também lançou concorrente à Presidência, poderia ter imagem e voz dos dois nomes em sua propaganda na região.  O corregedor-geral eleitoral, ministro Aldir Passarinho Junior, respondeu negativamente às questões. Ele entendeu que a permissão contraria a lei eleitoral e poderia confundir o eleitor.

                                                * * *

SOLIDARIEDADE E ESCAPISMO!

Trechos do artigo do historiador dos EUA, Gabriel Jackson (18).

1. A partir de um ponto de vista pessoal, a solidariedade tem sido para mim um importante padrão político e moral, ainda que não seja uma fonte real de felicidade e entusiasmo. Tudo isto me leva à palavra "escapismo", que na minha juventude fazia-me sentir culpado por curtir a vida de alguma forma que não necessariamente melhorando a qualidade de vida dos outros. As forças solidárias já não têm a influência que tinham nas primeiras sete décadas do século passado.

2. Neste contexto, onde se encaixam a solidariedade e o escapismo? Na minha opinião, a importância da solidariedade é mais importante agora do que durante as primeiras décadas do século XX. Naquela ocasião proliferava a esperança, em parte materializada após a Segunda Guerra Mundial graças à criação de estados de bem-estar na Europa, no mundo de língua inglesa e partes da Ásia.

3. A competição pelos recursos naturais limitados, não era tão forte como se tornou posteriormente, nem o problema das alterações climáticas causadas pela industrialização era tão ameaçador quanto agora, em um mundo que ainda parece incapaz de tomar as medidas necessárias a respeito. Além disso, nos anos de formação do século XX, a "solidariedade" somente se aplicou de fato aos ambientes europeus e anglo-saxões, enquanto que atualmente e no futuro terá que ser aplicada em todo o mundo habitado.

4. Daí que a "solidariedade" constitua atualmente uma tarefa mais importante e mais difícil do que algumas décadas atrás. Quanto ao "escapismo": hoje necessitamos mais do que nunca, porque a felicidade humana e, conseqüentemente, à vontade de ajudar nossos semelhantes, depende da manutenção das liberdades políticas que permitem ao indivíduo manter uma esfera interior, em que suas emoções não tenham que render tributo nem a coações ideológicas ou étnicas, nem a interpretações obrigatórias da história.

                                                * * *

GENERAL PETRAEUS (QUE ASSUMIU COMANDO DO AFEGANISTÃO) ONTEM NO SENADO DOS EUA!
                
(El País, 30) O general Petraeus assegurou que o compromisso dos EUA com o Afeganistão é "duradouro". "Minha impressão é que os duros combates continuarão, e inclusive podem ser mais intensos nos próximos meses", disse. " Na medida que retiramos o inimigo de seus santuários e reduzimos sua liberdade de ação, os insurgentes lutarão cada vez mais". Petraeus destacou que qualquer retirada de tropas se baseará nas condições de segurança e limitou o aumento aos 30 mil efetivos que Obama decidiu enviar, como parte de uma estratégia que põe o foco em manter os centros povoados, entre eles o coração do Talibã em Kandahar.

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