| | FALSOS ELEITORES PODEM SER DETECTADOS PELA JUSTIÇA ELEITORAL! 1. Uma prática que cresceu nos últimos anos, ainda não quantificada, é a dos votos que são dados no final da tarde do dia de votação. Políticos induzem amigos a se oferecer para mesários, ou mesmo mesários de outros anos são cooptados por políticos. No final da tarde, quando praticamente todos os eleitores votaram, pessoas do esquema se apresentam às mesas dos "amigos" e usam as linhas de voto de quem não compareceu para votar. Se por azar, aparecer na última hora a pessoa, a mesa pede desculpas e diz que houve um equívoco de quem assinou e manda assinar em outro ponto. Isso -pelo boca a boca- tem ocorrido em muitos locais do país. 2. Há como fazer uma checagem disso, detectando fraudes, ou mesmo, na medida em que se anuncie antes, inibindo. Basta listar os que justificaram a ausência e cruzar com as listas dos que votaram. Havendo um cruzamento -justificou e votou- se anula a votação daquela mesa e se faz outra votação e se investiga seus membros. 3. E ainda mais: no ano seguinte se checa se na lista recebida dos falecidos (antes da eleição) se há algum nome que na eleição anterior "votou". Mesmo que nesse caso se requeira mais tempo, de qualquer forma se executa o mesmo procedimento de anulação e nova votação e investigação da mesa. 4. Portanto, já nesta eleição, se poderia garantir que em todos os Estados será feito o cruzamento da listagem dos que justificaram a ausência, com as listas de votação. Basta que os partidos solicitem este procedimento simples, que é apenas um programa de computador. * * * PARA QUE SERVEM OS COMÍCIOS ELEITORAIS? 1. Os Comícios Eleitorais, décadas atrás, serviam para convencimento de muitos eleitores. O palanque montado em praças públicas atraía muita gente que ouvia os candidatos de um partido. E no outro dia ouvia os candidatos de outro partido. E assim ia tomando sua decisão. 2. Havia a curiosidade por conhecer ao vivo os candidatos. Depois, com a entrada da TV nas campanhas eleitorais, os Comícios foram perdendo aquelas funções. Hoje, os Comícios reúnem apenas os adeptos à candidatura de um partido (coligação). Ou seja, do ponto de vista de conquistar votos, é zero. É uma reunião de "nós com nós". 3. Então para que servem os Comícios? Servem para mobilizar os militantes, para dar a eles entusiasmo, para dar demonstração de força para eles mesmos e para os adversários. Enfim, para colocar todos "em marcha" motivados. 4. Darcy Ribeiro, na campanha de 1986, chamou esses comícios de "pajelança", um termo indígena que significava um efeito mágico produzido pelo curandeiro para resolver os problemas de uma coletividade (ou pessoa). O uso da expressão "Pajelança" afirmava exatamente isso: que os comícios tinham a função de mobilização e dar demonstração de força. Portanto, uma reunião de militantes. 5. Nesse sentido (mobilização e força), os comícios continuam a serem úteis nas eleições, sem nenhuma função de conquistar votos ou mais adeptos. Mas de motivar a tropa. * * * DOAÇÕES DO BRASIL A PAÍSES POBRES ALCANÇA 4 BILHÕES DE DÓLARES POR ANO! 1. Reportagem do Economist, edição de hoje, calcula que os recursos gastos pelo Brasil em ajuda humanitária e desenvolvimento no exterior podem chegar a US$ 4 bilhões por ano. O cálculo, que inclui as iniciativas brasileiras de assistência técnica, cooperação agrícola e ajuda direta a países da África e América Latina, mostra que o Brasil "está se tornando rapidamente um dos maiores doadores mundiais de ajuda aos países pobres", diz a revista. A reportagem chega ao montante de US$ 4 bilhões somando os recursos da Agência Brasileira de Cooperação (do MRE), projetos de cooperação técnica, ajuda humanitária a Gaza e ao Haiti, recursos destinados ao programa de alimentos da ONU e outros, e financiamentos do BNDES a países emergentes. 2. The Economist vê o que chama de "ambivalência" nos programas de ajuda do Brasil. Lembra que o país ainda precisa combater bolsões de pobreza dentro de seu próprio território, aponta deficiências na estrutura burocrática voltada para a cooperação internacional e avalia que funcionários e instituições voltados para este fim estão "sobrecarregados" com o crescimento exponencial do volume de assistência durante os anos do governo Lula. Para Economist, até resolver esses gargalos, "o programa de ajuda do Brasil permanecerá um modelo global à espera – um símbolo, talvez, do país como um todo". * * * "A CULTURA DE UM PAÍS NÃO É CÓPIA DE SUA POLÍTICA"! Trechos do artigo de Umberto Eco no Clarín (07). 1. Na minha análise, eu observei duas coisas. Primeiro, que é necessário haver uma distinção entre as políticas governamentais de um país (incluindo sua constituição) e o fermento cultural, que está agindo dentro dele. Em segundo lugar, notei que responsabilizar implicitamente todos os cidadãos de um país pelas políticas de seu governo era uma forma de racismo. Não há diferença entre aqueles que discriminam todos os israelenses e os que sustentam que, uma vez que alguns palestinos cometem atos de terrorismo, devemos bombardear todos os palestinos. 2. Recentemente, em Turim, apareceu uma carta aberta publicada sob o patrocínio da filial italiana da “Campanha para o Boicote Acadêmico e Cultural de Israel”, uma rede de acadêmicos e organizações que trabalham para forçar uma mudança nas políticas israelenses mediante boicote a instituições israelenses. Porque esse boicote deve ser tão amplo? Devemos boicotar os filósofos chineses para que não assistam às conferências, porque Pequim censurou o Google? Se os físicos em Teerã ou Pyongyang estivessem trabalhando ativamente na fabricação de armas nucleares para os seus países, então seria compreensível que seus pares em Roma ou Oxford preferissem romper todas as relações institucionais com eles. Mas eu não vejo por que eles gostariam de romper relações com acadêmicos que trabalham em áreas distintas: todos perderíamos o diálogo sobre a história da arte coreana ou literatura antiga persa. 3. Meu amigo, o filósofo Gianni Vattino, está entre os partidários do último chamado para um boicote. Vejamos hipoteticamente, por diversão, se ele concordaria: suponhamos que em certos países estrangeiros circulem boatos de que o governo italiano de Berlusconi está tentando prejudicar o sagrado princípio democrático da separação de poderes para deslegitimar o sistema judicial, e que está fazendo isso com o apoio de um partido político racista e xenófobo. Agradaria a Vattino, que é um crítico do governo, que as universidades dos EUA protestassem contra a política italiana deixando de convidá-lo para ser professor visitante, ou que comissões especiais adotassem medidas para remover todas as suas publicações das bibliotecas dos Estados Unidos? 4. Ninguém aceitaria que todos os romenos são estupradores, todos os padres são pedófilos e todos os estudiosos de Heidegger, nazistas. Do mesmo modo, nenhuma posição política ou polêmica contra o governo deve condenar toda uma raça ou cultura. Este princípio é particularmente importante no mundo literário, onde a solidariedade global entre acadêmicos, artistas e escritores, sempre foi uma forma de defesa dos direitos humanos através de todas as fronteiras. * * * VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS MUNICIPAIS DO RIO-CAPITAL! Nunca antes se viveu uma situação como essa. Este Ex-Blog, dias atrás, apresentou os fatos e as razões que levaram a isso, como a retirada da autoridade dos professores pelos esquemas tecnológico-privatizantes, queda da auto-estima pelo estressamento de alunos e professores. Ontem, o RJ-TV mostrou a situação a que se chegou em menos de 2 anos de governo. Conheça os dois vídeos: 1 e 2.
|
| |
| | | |
Nenhum comentário:
Postar um comentário