quarta-feira, 21 de julho de 2010

21 de julho de 2010

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Ex-Blog do Cesar Maia

Cesar Maia

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O QUE MUDA NA CAMPANHA ELEITORAL DO ESTADO DO RIO?
                        
1. A saída de Garotinho da disputa eleitoral para governador despolariza a eleição. Não se trata de preferência, até porque sua presença praticamente garantiria um segundo turno. A polarização a partir das esperadas  iniciativas de combate por parte de Garotinho e busca de clinch por Cabral seriam o foco e a dinâmica eleitorais. É até possível que isso produzisse uma reação do eleitor do tipo "os dois têm razão", buscando um tercius com Gabeira. Possível, apenas.
                        
2. Agora, com a eleição despolarizada, mesmo que com eventuais trocas de farpas, a campanha tenderá a se transformar em uma disputa em que cada candidato correrá em sua raia, sem contato "físico". Com isso, ficará mais fácil a cada um dizer a que veio e, com isso, dar mais nitidez às suas razões.
                        
3. O eleitor vota no futuro, seja por insegurança, seja por expectativa. Os candidatos de governo à reeleição, ou se renovam, ou tentarão impregnar os eleitores com riscos quanto ao futuro alocados a seus adversários. Em uma eleição de duas raias, de baixa conflitividade, isso fica muito mais difícil. Mas, neste caso, caberá ao candidato de oposição afirmar com nitidez as suas diferenças de forma proativa.
                        
4. Por outro lado, uma eleição despolarizada dá maior transparência às eleições de deputados estaduais e federais, e senadores. Com uma menor focalização na disputa de governador, os eleitores poderão acompanhar mais de perto as eleições de deputados e senadores, conhecerem melhor os candidatos, a que vieram, e decidir sem vinculações inevitáveis, como seria em uma campanha polarizada e conflitiva.
                        
5. Por isso mesmo, além das caras e bocas nas placas, dos folders bem desenhados, dos slogans bem escolhidos e jingles motivadores,  as performances dos candidatos ao Congresso e as Assembleias Legislativas, em direção aos eleitores valerá muito mais agora do que valeria em eleição polarizada, conflitiva. Abre-se assim, um quadro de possibilidades de uma escolha mais cuidadosa por parte dos eleitores e, em função disso, de uma representação política mais apurada.

                                                * * *

A "CIDADE DO SAMBA"! SÃO PAULO REPETE O RIO!
                       
(Holofote - Veja, 19) "A Cidade do Samba de São Paulo. No que se refere a Carnaval, o objetivo da capital paulista é, sem eufemismo, copiar o Rio de Janeiro. Na semana passada,a prefeitura paulistana e as escolas de samba locais começaram a discutir a criação de um complexo semelhante à Cidade do Samba, que desde 2005, serve para que as agremiações cariocas arrecadem mais recursos para seus desfiles. A versão paulista teria a mesma função e ajudaria São Paulo a prolongar a estada dos turistas que a visitam por motivos de negócios. As escolas gostariam de instalar a Cidade do Samba paulista na Mooca, bairro de origem operária. O prefeito é um entusiasta da ideia".

Conheça. Foto aérea. 

                                                * * *

VIOLÊNCIA MATOU 25 MIL PESSOAS NO RIO DURANTE GOVERNO CABRAL!
                
(pág. 18 Globo, 20) Um levantamento feito pelo movimento Rio de Paz mostra que 25 mil pessoas morreram vítimas de violência nos últimos 3 anos e meio. Os números são do Instituto de Segurança Pública -ISP- segundo a entidade. Entre janeiro de 2007 e maio deste ano foram registrados 19.839 homicídios dolosos, 154 lesões corporais seguidas de morte, 709 roubos seguidos de morte, 3.943 resistências que resultaram na morte do opositor, 74 PMs e 23 policias civis mortos em serviço.

                                                * * *

PERIGOSA MUDANÇA NA LEI DAS LICITAÇÕES PÚBLICAS PARA A COPA-2014!
                  
(editorial Estado SP, 21) Mas a mudança na Lei de Licitações é a inovação mais perigosa. Efetivamente, a MP 495, assinada também na segunda-feira, confere ao Executivo Federal um amplo poder de interferência nas licitações para a compra de bens e serviços. A Lei n.º 8.666, de junho de 1993, foi um dos grandes avanços institucionais da última década. Seus 126 artigos fixaram regras minuciosas para licitações e contratos de interesse dos órgãos de administração direta e indireta da União, dos Estados e dos municípios. Foram definidas normas para garantir condições equitativas aos participantes de concorrências e para proteger o interesse público.

                                                * * *

ESQUERDA SEM ALTERNATIVA!
              
Trecho do artigo de Francisco Bustelo, catedrático emérito de História Econômica e Reitor Honorário da Universidade Complutense. (El Pais, 16)
        
1. A esquerda europeia está em declínio, uma vez que antes da crise não foi capaz de produzir soluções próprias, quando teve chance igual de fazer valer as suas idéias e corrigir os erros do capitalismo. É o caso da Espanha. Os socialistas no governo ficaram inicialmente paralisados, sem tomar medidas quando começou o declínio da economia e, em seguida, quando as tomaram, cortaram os benefícios sociais, o que parece um absurdo já que esse tema é uma de suas principais metas. A tributação dos mais ricos contribuiria para ajudar a preencher as lacunas e atenuar a injustiça das medidas de ajuste.
        
2. Ocorre, entretanto, que tudo ou quase tudo na história tem a sua lógica. A principal razão para esta falta de destaque da esquerda é que vivemos numa economia de mercado, sem substituto de hoje. Quando o sistema, quando vai bem, é eficiente, tanto que com ele, ainda que os ricos fiquem mais ricos, também permite o avanço do Estado de bem-estar social, tão importante para os sociais democratas.
        
3. Eles se esquecem que o sistema não é um paradigma de equidade, ou mesmo da racionalidade, tampouco de estabilidade. Os anos das vacas magras inevitavelmente chegam, resultando nos desequilíbrios que estamos sofrendo entre economia real e economia financeira, investimento e consumo, despesas públicas e incentivos do Estado, ajustes internos e globalização, problemas urgentes e melhorias em longo prazo, para além do conseqüente e grande desemprego que é o paradoxo do Estado de bem-estar social. E aí...

                                                * * *

ELEIÇÕES PARLAMENTARES NA VENEZUELA EM SETEMBRO-2010!
               
(Andres Oppenheimer - La Nacion, 20)  1. Según una nueva encuesta de la empresa Hinterlaces, si los comicios parlamentarios se celebraran hoy, el 28% de los venezolanos votaría por candidatos de la oposición, el 27% elegiría candidatos respaldados por Chávez, el 22% se decidiría por independientes; el resto está indeciso. La misma encuesta revela que, debido a la crisis económica y la enorme corrupción gubernamental, hay un creciente descontento popular con la figura de Chávez. El índice de aprobación del presidente cayó del 52% en 2008 al 41% actualmente.
               
2. La economía venezolana se contraerá alrededor de un 3% este año -el peor desempeño en América latina después de Haití- y la inflación del país rondará el 30%, el índice más alto de la región, según previsiones del Banco Mundial y economistas independientes. Los cortes de energía y la escasez de alimentos han aumentado el malestar social en los últimos meses.  Y el voto chavista "duro" está bastante por debajo de los niveles de aprobación del presidente.
                
3. Ante la pregunta de si Chávez debería entregar el poder en 2012 o seguir en la presidencia hasta 2020, sólo el 24% de los venezolanos se mostró a favor de la segunda opción.  "Si las elecciones fueran hoy, las fuerzas del chavismo y la oposición estarían muy parejas", me dijo Oscar Schemel, director de Hinterlaces, desde Caracas. Otra encuesta reciente realizada por la empresa Datanálisis coincide en que las fuerzas pro gubernamentales y las de oposición están prácticamente empatadas.
                
4. Es probable que Chávez consiga ganar una mayoría en la Asamblea Nacional, porque las leyes electorales han sido redactadas de tal manera que la oposición necesitaría más del 55% de los votos para ganar por lo menos el 50% de las ban  cas en el Congreso. Las leyes electorales chavistas conceden una desproporcionada representación en el Congreso a los estados que votan por Chávez.  Sin embargo, si la oposición consiguiera más de la mitad de los votos, aunque no logre una mayoría parlamentaria, sería un triunfo simbólico de las fuerzas antichavistas y alentaría a la oposición a unirse para derrotar al presidente en 2012.

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