segunda-feira, 9 de agosto de 2010

09 de agosto de 2010

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Ex-Blog do Cesar Maia

Cesar Maia

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A CAMPANHA MAIS FRIA DA HISTÓRIA!
                    
1. Por onde se circula -capitais, municípios metropolitanos e interiores- não se consegue ver nenhuma iniciativa das campanhas presidenciais. A exceção se dá quando um candidato se apresenta -fisicamente- num local. E apenas por aquelas duas horas. E é essa a avaliação por todo o país. E que não se culpe a imprensa, pois essa tem feito força para animar a campanha, excedendo-se na divulgação de propostas e de conflitos.
                    
2. Falta experiência eleitoral à candidata do governo, é verdade. Mas sobra no da oposição. E quando se pensava que a alternativa ambiental viria com alguma "verdade inconveniente", o que se vê é um bom comportamento que beira a uma espécie de 'saudades do governo'. O debate da Band foi apenas a apoteose da falta de brilho e de consistência.
                    
3. As candidaturas favoritas fazem suas campanhas como se a instância presidencial estivesse completamente separada da política regional. Nem informação -reclamam as "bases" de ambos os lados- se tem. Isso, num país continental, em que por mais que os candidatos andem, não chegarão -diretamente- a 0,5% dos eleitores. E, por isso mesmo, precisam mobilizar suas "bases" para que estas deem capilaridade à campanha. A animação que se tentou com as Farc sequer passou pelo crivo de uma pesquisa que diria que as Farc não existem no imaginário do eleitor médio. Quem existe é Chávez.
                  
4. Essa letargia pode até interessar a candidatura do governo, mas a sensação que se tem é que ocorre menos por estratégia que por falta de talento. E a oposição vive enjaulada numa tentativa de explicar ações do atual governo pelas ações do governo anterior. Só que, as ações do governo anterior -quando percebidas positivamente- se referem a 12 anos atrás. Ou seja, quem tem hoje 25 anos, tinha na época 13 anos, e quem tinha 70 anos, tem hoje 82. O que passa é que vai tudo bem e, se vai bem, para que mudar, comentava uma dona de casa num município do interior do Estado do Rio, semana passada.
                    
5. O debate na Band foi a expressão desse quadro. Se os atores tivessem recebido um script para representar uma campanha insípida e inodora, não poderiam ter se saído melhor. O destaque foi nostálgico: como eram animados os anos 50, poderia se dizer do candidato da poli-oposição, que ainda ironizou os demais, batizando-os, num 'revival' de Brizola. E 'coerentemente' se debateu o tema saúde em torno dos mutirões de cirurgia -ou seja- daquilo que não foi feito pela rede e se tenta corrigir depois.
                    
6. Lembre-se que, faltando 50 dias para as eleições, o eleitor já começa a transformar sua intenção inicial de voto em decisão final. Quem usa a audiência do debate como justificativa para torná-lo inócuo, se esquece da cobertura da imprensa, que por três dias abriu todos os espaços -escritos, ouvidos e vistos- para tratar do tema. A audiência pós-debate foi, assim, muito grande. E já veio com as conclusões: foi um não debate.
                    
7. Agora, todos se concentram nos programas e comerciais na TV como se a criatividade dos publicitários pudesse transformar a realidade e produzir o milagre de mudar os  produtos pela substituição da embalagem. A pré-campanha, como dizia Paul Lazarsfeld nos anos 40, é o momento da fotografia (de seu tempo), impregnando a imagem no celulóide. E a campanha é a revelação dessa imagem impregnada. Se não há pré-campanha, dizia ele, não há campanha.
                   
8. Se os presidenciáveis pensam que a campanha é na TV, como não houve pré-campanha, a atenção estará voltada para as pesquisas, com cada um torcendo por elas, como se pudessem ser o retrato do que não fizeram.  E se popularidade do presidente fosse a pedra de toque, o presidente do Chile hoje não seria Piñera e Churchill não teria perdido a eleição 3 meses depois de terminada a segunda guerra.

                                                * * *

A CÂMERA OCULTA DO POVO!
                    
1. Lula e Cabral foram visitar obras do PAC em favela. Mas um jovem morador da favela questionou as obras, o fato da piscina fechar depois que as autoridades saem, etc. Lula reage com palavras chulas, e Cabral acompanha. Lula xinga secretário estadual de obras pelo fato da piscina estar fechada. Mas não é pelo Povo, e sim para que a imprensa não descubra. Cabral ofende o rapaz. Já são umas 218.000 visitas. Isso, sem contar com os sites da imprensa que reproduzem em seu próprio site e, assim, não entram na contabilidade do YouTube. Assita, 1 minuto.

2. Conheça o comentário de Cesar Maia sobre esse vídeo.
 


                                                * * *

FICHA LIMPA E OS PARTIDOS POLÍTICOS!
              
(Folha SP, 09) O PMDB é o partido que tem a maior "bancada" de candidatos barrados pelos TREs  por conta da aplicação da Lei da Ficha Limpa. A legenda soma 23 candidaturas indeferidas no país. O levantamento nos 27 TREs dos Estados apontou o PP em segundo lugar na lista dos partidos com candidatos considerados "fichas-sujas", com 15 barrados pelos tribunais, à frente do PR e do PTB, ambos com 12 políticos nessa situação. Na sequência do ranking das legendas com candidaturas indeferidas aparecem o PSDB (dez), PSB e PDT (ambos com oito) e DEM (seis). O PV e PPS tiveram cinco políticos considerados "fichas-sujas". O PT teve três candidaturas barradas.  São 151 candidaturas indeferidas em todo o país até ontem.

                                                * * *

PETRÓPOLIS-RJ: POLO DE AVIAÇÃO DA GE!
      
(Folha SP, 08) 1. Centro de manutenção de turbinas no Rio dobra capacidade até outubro e será a maior das cinco unidades no mundo. Com faturamento de US$ 1 bi e em expansão, GE-Celma ganha um novo centro para teste de turbinas.  Com cinco centros globais de manutenção de turbinas de aviação espalhados por Europa, EUA e Ásia, a General Electric (GE) escolheu a unidade do município de Petrópolis, no Rio, para ser o principal polo de seus serviços do gênero no mundo. Em outubro, a planta, que leva o nome de GE-Celma, ganhará um novo centro de provas, capaz de dobrar a capacidade de turbinas testadas de 400 para 800 por ano.
    
2. A câmara de testes simula integralmente as condições enfrentadas pelas aeronaves durante o voo, como tempestades, neves e até choques com pássaros. A iniciativa faz parte de um plano de crescimento da GE-Celma que prevê investimentos de US$ 50 milhões -R$ 88 milhões- até 2014. "Ao término da expansão, revisaremos 500 turbinas, a maior capacidade entre as subsidiárias", diz Júlio Talon, presidente da GE-Celma.  Pelo modelo de negócios da GE, a Celma retira a turbina em qualquer lugar do mundo, leva a peça por terra a Petrópolis a partir do aeroporto de Viracopos, em Campinas, onde chega ao Brasil, e faz a manutenção. "São 10 mil peças que compõem a turbina que exigem processos minuciosos para não haver atraso", diz. 
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Pesquisa e Edição: JCM
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