quinta-feira, 26 de agosto de 2010

26 de agosto de 2010

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Ex-Blog do Cesar Maia

Cesar Maia

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O FOCO DA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL DEVE MUDAR NESTE MOMENTO!
                        
1. A vantagem de Dilma é fato que não se pode e nem se deve contestar. De outra forma se dá "a tropa", uma voz de comando equivocada. Certamente a eleição não está definida. A TV, ao distribuir a informação que temos eleição, descobre as tendências espontâneas do eleitorado. Aquece as intenções de voto. Mas ainda não cristaliza as 'decisões' de voto.
                        
2. No entanto, ao sinalizar um movimento ascendente de Dilma, cria um quadro de despolarização da eleição. A despolarização da eleição pode ser uma armadilha para ambos os lados. Para Serra, numa hipótese, se insistir na polarização, pode aumentar os riscos de vitória de Dilma no primeiro turno ao isolar Marina. De Dilma, se o salto alto virar ''perna de pau', pode ver sua curva ascendente mudar, mesmo que levemente, de tendência.
                        
3. O que estará acontecendo serão os candidatos da 'base aliada' nos Estados quererem pegar uma carona na vantagem dela. Com isso, uma certa passividade no campo da oposição que ocorre em vários Estados, pode, por instinto de sobrevivência, transformar-se num enfrentamento com a própria candidatura presidencial, ajudando alguma reversão da tendência ascendente.
                        
4. A surpresa até aqui, nas pesquisas conhecidas nos últimos dias, é a sustentação de Marina no patamar dos 10%. Com isso, a diferença para ocorrer um segundo turno se encontra na casa dos 5 a 10 pontos. Ou seja, mais ou menos 45% de Dilma menos 30 de Serra e 10 de Marina. Por isso, o foco muda.
                        
5. Em vez de perseguir a favorita, a campanha de Serra deve perseguir o segundo turno. Marina passa a ser aliada. Não deveria polarizar com Dilma, mas abrir seu programa -monocrático em sua personalidade e seus feitos- a de seus apoiadores com densidade pelo Brasil afora. Com 4 programas de TV, ou quase 25% do total, não se sabe quem apoia o Serra. Dilma se sabe e não se precisa de mais.
                        
6. Com Marina estável, não é difícil induzir o voto (de quem não quer Serra, mas não simpatiza tanto com Dilma) para Marina. Por exemplo, no RJ, onde a diferença entre Serra e Marina é bem menor que em MG, sendo que em algumas subregiões Marina colidera. Neste momento, Marina e Serra são uma mesma candidatura: a candidatura do segundo turno.
                        
7. Pena que a equipe de Serra não foi ao Chile acompanhar a eleição de Piñera. Com Bachelet mais popular que Lula, Piñera propôs como mote, foco e slogan de campanha a MUDANÇA. Frei, ex-presidente, tinha até muito mais experiência eleitoral que Dilma e sua imagem até menos empalhada que a de Dilma. Piñera construiu um primeiro turno numa aliança siamesa entre seu partido -RN a e UDI- que nunca estiveram juntos no primeiro turno. E, depois, apostou com coragem na mudança e não no 'tudo bem, mas vamos fazer um pouco mais'.

                                                * * *

CESAR MAIA ESCLARECE, NO PROGRAMA DE TV, AS FUNÇÕES DO SENADOR!
                       
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CORREDOR T-5: OBRA FUNDAMENTAL PARA OS JJOO-2016!
               
(JCM) 1. Reunião Pública para discutir a questão do Corredor Transcarioca que irá ligar o Terminal Alvorada na Barra até o Terminal da Penha. Foram cerca de 85 pessoas na Reunião. Esta reunião foi para apresentar a sociedade o relatório ambiental da empresa contratada e apresentação dos engenheiros da Prefeitura sobre o traçado e custo da obra.  A obra passará por estes bairros: Barra da Tijuca, Jacarepaguá, Curicica, Taquara, Tanque, Praça Seca, Campinho, Madureira, Vaz Lobo, Irajá, Vicente de Carvalho, Vila Kosmos, Vila da Penha, Circular Penha e Terminal da Penha. A extensão da obra será de 28 km e o tempo estimado é de 47 minutos (atualmente se gasta  96 minutos).
                
2. O Corredor terá como modelo o antigo "Corredor T-5". Não haverá criação de vias novas, apenas alinhamento das linhas já existentes. Após a construção do Corredor as linhas de ônibus serão reagrupadas.   Os ônibus serão articulados e integrados, com capacidade de transportar 380 mil pessoas/dia. Haverá duas linhas: Expressa (com 6 estações duplas, onde irão parar ônibus da linha expressa e  da linha paradora) e Parador (com 36 estações, sendo 30 simples apenas desembarcando a linha  parador).   As estações contarão com áreas pagas fechadas, com acesso apenas por roletas.
                
3. O Custo previsto para obra é de 730,5 milhões. A execução levará 36 meses. O início previsto é entre o final de 2010 e o início de 2011. Os recursos serão tanto da Prefeitura quanto do Governo Federal.  Estão previstas 3.630 desapropriações. Será construído um Mergulhão na Av. Ayrton Senna (além de outros possíveis) e construção de Pontes e Viadutos. Prefeitura diz que os primeiros trechos serão: Mergulhão do Largo do Campinho, Viaduto de Madureira e Viaduto de Vicente de Carvalho.
                
4. Após a Reunião Pública o INEA poderá vetar a obra ou oferecer "licença prévia "(onde nesta fase será discutida viabilidade do projeto). A licitação ainda não foi terminada.  Após a apresentação teve longo debate com os moradores, que  se mostraram muito preocupados com  as desapropriações. A reunião acabou por volta das 22h.

                                                * * *

VIOLÊNCIA E IMPUNIDADE NA VENEZUELA!
                    
(Clarín, 21)  Quais eram os números anteriores a presidência de Hugo Chávez? A cifra era de 4.500 assassinatos por ano. O crescimento em 11 anos de Chavismo foi de 4 vezes. E adivinha o que aconteceu? A quebra da institucionalidade ligadas a dois fatores. O primeiro é a decisão do governo de não reprimir. Chávez aplicou políticas sociais, mas esse investimento social não foi suficiente para frear a criminalidade. Não é que acreditamos que se deve implementar uma política de repressão no sentido de violência, mas no sentido de transmitir que a lei deve ser cumprida. Tanto a polícia de Caracas, como a dos estados de Táchira e Zulia foram desarmadas. Houve uma política para desacreditar a polícia. E como isso se reflete? Em 1998, por exemplo, para cada 100 assassinatos houve 111 prisões, em 2007 para cada 100 assassinatos houve nove prisões. O aumento da criminalidade ocorre pela impunidade que existe na sociedade.
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Pesquisa e Edição: JCM
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