| | OS RISCOS DO AUTORITARISMO CHAVISTA PARA O MINISTÉRIO PÚBLICO! 1. O explícito caminho do PT em direção ao autoritarismo, na busca do controle do Senado a qualquer preço e da mudança da Constituição abalando as instituições democráticas e as garantias individuais, saiu da neblina e se tornou transparente com o discurso de José Dirceu, em Salvador. Lembrando: José Dirceu afirmou que, agora, nessa segunda etapa com Dilma, o PT vai poder implementar suas teses. 2. Todos lembram que no início de 2004, quando era ministro, numa reunião interna do PT em S. Paulo, Dirceu pedia paciência com a política econômica, pois essa acalmava a imprensa e as elites, e que depois viria a segunda fase. Pois bem: a segunda fase chegou, nas palavras dele. 3. As garantias individuais já vêm sendo abaladas com a invasão das privacidades fiscal e bancária, com os grampos generalizados e com a manipulação do Estado para fortalecer as finanças dos amigos do PT conforme últimos fatos publicados. 4. Mas agora, nem tão subliminarmente, o que se diz nos palanques do PT pelo Brasil afora, inclusive por Lula, é que o presidente não pode governar com a imprensa incomodando, com oposição no senado, e com fiscalizações e investigações permanentes. Afinal, como funcionam as democracias na Europa e EUA? 5. As fiscalizações e investigações são parte integrante e central dos regimes democráticos, e se incluem no que a constituição chama de Controles Interno e Externo. Começaram pelo TCU, com críticas e desqualificações. Agora chegam ao Ministério Público. E, para isso, desdenham -muito mais que a lei da mordaça, se aproveitando da iniciativa de Maluf -de sua base aliada, que apoia. Agora, o PT quer mudar a própria constituição em seu artigo 127 (parágrafos primeiro e segundo). * * * A LÍDER DA OPOSIÇÃO ARGENTINA -ELISA CARRIÓ- FALA DE POLÍTICA, PASSADO E FUTURO! 1. Um discurso impecável sobre a conjuntura argentina e oposição a Kirchner. São 9 minutos imperdíveis para os políticos brasileiros. 2. Diz Carrió: "O medo constrói o monstro. O monstro não existe". "Fascismo é a incapacidade de pensar". "O oposto da verdade é a ilusão". 3. Veja. * * * AÉCIO NEVES PEDE UM SENADO INDEPENDENTE! Assista. * * * LULA E A COMPANHEIRADA! RECORDE HISTÓRICO: NOVE MINISTROS DELETADOS! (Radar Online-Veja, 16) 1. O time que foi expulso de campo. Com a queda de Erenice Guerra, são nove os ministros que caíram no governo Lula alvejados por denúncias. Eis a lista, por ordem de saída: Benedita da Silva, Romero Jucá, José Dirceu, Antonio Palocci, Luiz Gushiken, Silas Rondeau, Walfrido dos Mares Guia, Matilde Ribeiro e Erenice Guerra. 2. Na cerimônia de posse dos novos ministros, no dia 31 de março, Lula rasgou-se em elogios à Erenice Guerra, a quem chamou de “nossa querida companheira”. Eis o que o presidente disse sobre a agora ex-ministra da Casa Civil: – (Dilma) você deixa uma companheira da qualidade da Erenice (…) Eu, se pudesse colocar duas ministras em uma só, eu colocaria a Erenice e a Miriam Belchior (cotada para substitui-la) (…) Mas a Erenice é a parte que ajudou a Dilma a tocar a Casa Civil, e a Míriam Belchior ajudou a tocar o nosso PAC. Portanto, uma vai continuar cuidando do PAC. – Eu acho que a Erenice tem uma responsabilidade imensa pelo que vai acontecer daqui para a frente, na continuidade dos trabalhos que nós fizemos. * * * PARA GOVERNAR, ALGUM RESÍDUO DE AUTORIDADE MORAL DEVE EXISTIR! Trechos da coluna de Mariano Grondona no La Nacion (12). 1. Os romanos distinguiam, nesse sentido, três conceitos relacionados ao poder: o poder ou "autoridade", o “imperium”, ou "comando" e a auctoritas, que poderíamos traduzir como a "autoridade moral". O "poder" era a faculdade que possuíam os funcionários habilitados para aplicar a lei dentro da sua área de competência. O "império" era o comando militar segundo a origem etimológica da palavra “imperator”, que queria dizer “General”. Isso valeu nos tempos da República Romana, mas não no tempo do Império Romano, que se colocava a frente de seus próprios generais, comprometendo desta forma a ordem republicana. Finalmente, só tinham "autoridade moral" aquelas raras pessoas que, independentemente da sua situação legal, eram universalmente respeitadas por suas virtudes de prudência, de sabedoria. 2. Todo o poder político, todo Estado, para ser obedecido espontaneamente, deverá reunir estas três qualidades. Se não tem “império”, finalmente é desprezado dentro e fora das suas fronteiras. Se lhe falta a “autoridade” necessária, suas ordens são tidas como ilegítimas. Mas algum resíduo de "autoridade moral" deve subsistir em torno de qualquer governo, porque se as pessoas realmente acreditam que seus governantes são corruptos, que servem acima de tudo ao seu próprio bem, é difícil que não se sintam tentados a também enganar a lei, que deve reger tanto os governantes como os governados. 3. José Ortega y Gasset disse, na “Rebelión de las Massas”, que “andando turva a questão de quem manda, tudo o mais marchará impura e torpemente”. Os argentinos atualmente têm de maneira clara esta questão do comando? * * * DITADOR E NARCOTRAFICANTE ASSUME A PRESIDÊNCIA DO SURINAME! (Le Monde, 16) 1. O ex-tirano de uniforme, promovido democraticamente a chefe de Estado em 12 de agosto, se chama Désiré (Desi, para os surinameses) Bouterse, 64 anos de idade. Incorrigível golpista em sua juventude, acusado de assassinatos, e que depois entrou na política e no mundo dos negócios, na categoria narcotráfico. Há três décadas, seu nome suja periodicamente a jovem história do Suriname. Na época em que era tenente-coronel demonstrando simpatia pelos governos socialistas da região, ele fomentou um golpe de Estado em 1980, e se tornou o homem forte do país. 2. Na noite de 7 de dezembro de 1982, ele deu início a uma operação de terror: os quinze principais opositores da ditadura – dois militares e treze civis, entre eles cinco jornalistas – foram executados a tiros na capital Paramaribo, em uma fortaleza. Durante vários anos reinou uma guerra civil, provocando um enorme êxodo para a vizinha Guiana Francesa. 3. Em 1987, uma tentativa de golpe, do qual ele foi o alvo dessa vez, obrigou Bouterse a deixar o governo. Permaneceu nos bastidores, e retornou para o poder à força em 1990. Após a volta da democracia, ele disputou uma vez a presidência, sem sucesso. Em 1999, em Haia, um tribunal o condenou à revelia a 11 anos de prisão por ter dirigido um cartel da cocaína. A falta de um tratado de extradição entre a Holanda e sua antiga colônia impediu que a pena fosse executada. Mas, na mira da Interpol, Desi Bouterse não se arrisca mais a deixar seu país. | | |
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