sexta-feira, 29 de outubro de 2010

29 de outubro de 2010

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Ex-Blog do Cesar Maia

Cesar Maia

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DESDOBRAMENTOS DA CAMPANHA DE 2010 PARA 2012 NO RIO-CAPITAL!

1. A eleição de 2012, para Prefeito da Capital do Rio, passará a contar com dois novos e fortes vetores. Para isso, há que se analisar os resultados das eleições na Capital, para deputados e senadores, a origem de seus votos e os compromissos que esses levam para 2012.

2. Crivella foi eleito graças a um acordo com Garotinho. A dobradinha passou a ser Crivella-Waguinho e vice-versa. Sem essa, Crivella teria perdido para Picciani. Isso gera uma enorme dívida política de Crivella com Garotinho.

3. Ajustando os votos para senador (dois), para o que efetivamente correspondeu a cada candidato individualmente, isolando, portanto, o efeito "colinha" e o segundo voto residual, se tem duas conclusões óbvias. A primeira é que a grande concentração de votos de Lindberg, Crivella, Picciani e Waguinho, se deu entre estes. Uma espécie de análise combinatória de 4, dois a dois. Além disso, a concentração de votos dos mesmos se deu fora da capital. Na capital, Lindberg teve 36% de seus votos, Crivella 34%, Picciani 35% e Waguinho 34%. Cesar Maia teve 51% de seus votos na capital.

4. Com base em pesquisas na véspera e na boca de urna, se pode usar os seguintes redutores para se chegar aos votos próprios de cada um na capital: Lindberg 50%, Crivella 50%, Waguinho 50%, Picciani 30% e Cesar Maia 70%. Ou seja: Lindberg 760 mil, Cesar Maia 577 mil, Crivella 561 mil, Picciani 355 mil e Waguinho 277 mil. Aplicando a Temer 70% de votos próprios, temos 230 mil votos. Ou de outra forma: esquerda 990 mil, Evangélicos 838 mil, Centro/Centro-Direita 577 mil e PMDB 355 mil.

5. Recortando os votos para deputados federais acima de 50 mil (16 deputados), e agrupando por vetor político, temos: Esquerda (somando PT, PSOL, PCdoB, PV): 425 mil votos. Evangélicos 370 mil votos. Centro/Centro-Direita 219 mil votos. Máquinas PMDB (estado+prefeitura): 208 mil votos.

6. Recortando os votos para deputados estaduais acima de 30 mil, temos: Máquina PMDB- 300 mil \ Esquerda: 200 mil \ Centro/Centro-Direta: 200 mil \ Evangélicos: 109 mil. Foram excluídos os votos de Wagner Montes (sozinho 300 mil) porque não caracterizam um vetor político, devendo se espalhar sem seu nome, claro, ele não sendo candidato.

7. Na medida em que o PMDB terá como candidato à reeleição o atual prefeito, cabe avaliar os demais 3 vetores. Supondo que a esquerda finalmente tenha um só candidato a prefeito, as votações de Lindberg/Molon, Freixo/Alencar, os destacam. Havendo essa unidade, teríamos um vetor fortemente competitivo. O PV -em função de seus compromissos, antes e agora- não pode gerar unidade neste vetor. Teria que apoiá-lo. O terceiro vetor é o evangélico. O destaque é a deputada estadual Clarissa Garotinho, que contará com o apoio derivado dos compromissos assumidos por Crivella com Garotinho. Ela, sozinha, teve na capital 69 mil votos, e 140 mil no estado todo. Essa unidade parece óbvia.

8. Finalmente, o vetor de centro/centro-direita, cujos destaques na Capital foram os deputados federais Otavio Leite e Rodrigo Maia e o candidato a vice-presidente, Indio da Costa. Três nomes que exigiriam também a unidade do PSDB/DEM em torno de um deles. Lembre-se que o PSDB perdeu nesta eleição 20% de seu tempo de TV e o DEM perdeu 30%.

9. Com estes 4 vetores unificados, um a um, teríamos uma eleição competitiva, na Capital-Rio, entre quatro candidatos, em 2012. Lembre-se que (com a exceção à regra de 2004) desde 1992 os candidatos que chegaram na frente no primeiro turno tiveram, sobre votos totais, 24%, 33%, 30% e 28%. E que 20% sempre leva ao segundo turno. Mas sempre pode prevalecer a irracionalidade e um ou outro vetor se dividir. Aliás, isso tem sido comum.

10. Bem, 2011 será um ano de negociações dentro desses grupos. Um ano de economia frágil, de baixo crescimento, de estresse político pela pulverização da câmara de deputados, inflação mais alta, portanto um ano bom para a igualação das condições de partida entre governos e oposições.

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PARA LEVANTAMENTO EM DEFESA DO SENADOR SATURNINO BRAGA!

(Uma amiga do senador) "O senador Saturnino Braga assinou, uns 8 anos atrás, ficha de uma ONG que pertencia a sindicatos ligados a CUT chamada SINTTEL. A tal ONG virou OSCIP e tem o nome de "Instituição de Crédito Sincred". Ambas ficam na mesma Rua Moraes e Silva 94. O convite para ele assinar foi de um deputado estadual do PT. Mas essa semana o Senador recebeu uma citação trabalhista para que ele pague em 10 dias a quantia de R$ 54 mil. Essa instituição também está, ou esteve ligada ao governo federal e a secretaria estadual de trabalho, quando era o PT que tinha o secretário. O telefone mudou e agora é (16) 3931-6460. Quem vai defender nosso Senador?"

Conheça as notificações. 1 e 2.

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O PODER E A SAÚDE: O CASO KIRCHNER!

Nelson Castro, jornalista e médico autor do livro "Enfermos de Poder" - Clarín (28).

1. El fallecimiento de Néstor Kirchner fue la crónica de una muerte anunciada. Porque efectivamente, el conocimiento del caso de Kirchner (que yo lo tenía con todo detalle) permitía evaluar lo siguiente: primero, la gravedad de la afección arterial que él tenía y segundo, los riesgos a los que cuales el ex presidente se exponía como consecuencia de su modo de vida.

2. El principal problema de Néstor Kirchner no era si hacía ejercicio, su régimen de comida,( que lo cuidaba), pero si la forma como él enfrentaba las situaciones de tensión. Y el stress era el riesgo más importante que pesó en su vida y sobre esto, él no hizo nada para cambiar su conducta produciendo el final que era previsible.

3. ¿Qué moraleja deja esto? De los presidentes que ejercieron el poder desde el momento en que Argentina recuperó la democracia en 1983, nada menos que tres, sufrieron episodios cerebro-vasculares que pusieron en peligro su vida: Carlos Menem, Fernando De la Rúa y Kirchner. Esto es una demostración muy clara del efecto de deterioro que el ejercicio del poder tiene sobre la salud de las personas, la vulnerabilidad que la persona tiene frente al poder y sobre el peso político que la salud de quien está en el poder tiene. Es una lección que debería aprender la dirigencia política argentina y es una realidad que como sociedad no podemos ignorar.

                                                * * *

POLITÓLOGO LUIZ WERNECK VIANNA E A REPRESENTAÇÃO DOS MAIS POBRES!

(Luiz Werneck Vianna, no primeiro dia do 34º Encontro Anual da Associação de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs) – Caxambu/MG, 26 a 29/10/2010)

(...) Os de baixo fizeram emergir seus próprios intelectuais, os pastores que são da sua origem. Não leem Platão, mas Salmos, e têm a retórica da persuasão. Isso está acontecendo nas nossas costas em escala de milhões (...).

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VENEZUELA NÃO COLOCOU UM TOSTÃO NA REFINARIA DE PERNAMBUCO!

(do canteiro de obras) Nem sequer um centavo foi investido até agora pela estatal venezuelana PDVSA na construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. A obra é tocada só com recursos da Petrobras, embora tenha sido planejada e anunciada como empreendimento conjunto. A pedra fundamental foi lançada em dezembro de 2005 pelos presidentes Silva e Chávez. Esse projeto seria a primeira grande realização da Aliança Estratégica formalizada em fevereiro daquele ano, em Caracas, com a presença da ministra de Minas e Energia do Brasil, Dilma Rousseff. Passados cinco anos, o balanço de realizações conjuntas é irrisório. A PDVSA deveria custear 40% da refinaria.
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