quinta-feira, 4 de novembro de 2010

04 de novembro de 2010

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Ex-Blog do Cesar Maia

Cesar Maia

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PROBLEMAS DE UM TERCEIRO GOVERNO DE CONTINUIDADE!
                
1. A reeleição tem duas lógicas como escopo para justificá-la. Seria, na verdade, um governo de oito anos com recall na metade. Com isso, se eliminaria o desastre, mas se daria mais tempo aos bons governos. E como o sucessor será ele mesmo, a curva de irresponsabilidade fiscal tende a ser amortecida. Esse padrão não tem sido cumprido por aqui, pois a ânsia da vitória tem levado a exponenciação do gasto no ano da eleição.
                
2. Até que o Lula -paradoxalmente- deu sorte com o mensalão de 2005. A parálise política produziu uma curva moderada de expansão fiscal. E a coincidência com um ciclo de expansão econômica externa-interna fez a festa para o segundo governo.
                
3. Mesmo em governos responsáveis do ponto de vista fiscal, a curva do último ano é inevitavelmente ascendente. Supondo que o gasto público seja uma reta ascendente, e que o PIB tenha crescimento igual a essa angulação, a capacidade de gasto no primeiro ano do novo governo é o ponto médio da reta. Se o PIB estiver crescendo a mais, a capacidade de gasto será um ponto entre esse ponto médio e o ponto superior. Mas de qualquer forma o gasto público no primeiro ano do novo governo terá que ser, em termos reais, menor que no último ano.
                
4. Mas ainda há outros elementos de caráter político-administrativo. Mesmo que se mude alguns gestores, a motivação das equipes num segundo governo não é a mesma. Não há herança perversa que acusar. Não há criticas ao que foi feito e não foi feito no governo anterior. E, portanto, não há motivação espontânea. Vale dizer, a política motivacional passa a ser fundamental. Junto a ela o sistema de controles. A continuidade os afrouxa naturalmente (vide o caso Erenice como paradigma) e, por isso, a outra vertente administrativa deve ser o aperto no sistema de controle interno.
                
5. Bem, isso no caso de reeleição. Agora, no caso de terceiro governo, onde o presidente é re-reeleito através de sua candidata e fez questão, por meses, de dizer isso, é muito mais complicado. O gasto fiscal explodiu, impulsionado pela justificativa keynesiana anticrise no ano anterior, e a conjuntura é animada com um câmbio supervalorizado. Há que se estabelecer um aprofundamento dos controles e lançar um programa de motivação para o primeiro, segundo e terceiro escalões, junto a uma política econômica restritiva.
                
6. Se a presidente adquiriu experiência administrativa vertical, essa servirá para ela como última instância, mas não para a gestão das funções de governo, nem como coordenação, como era antes. É um jogo complexo, que exigirá, em primeiro lugar, consciência dele. A experiência administrativa vertical pode ser o duto pelo qual a expectativa sobre o governo pode se esvair. E nem se tratou aqui da popularidade de Lula, que certamente vai gerar -por comparação- problemas de imagem. A probabilidade de não dar certo não é pequena. O que exige mais talento, mais equipe, maior capacidade política e capacidade administrativa em novos termos.
                
7. Peter Drucker, num capítulo de um de seus livros, lista alguns conselhos aos novos governantes. Vale ler.

                                                * * *

PETER DRUCKER E O PRESIDENTE ELEITO!
                    
(Peter Drucker – "Administrando em Tempos de Grandes Mudanças" -  capítulo 24, Reinventando o Governo.) Capítulo 6 (seis regras para presidentes). 1) perguntar-se, não o que quer, mas o que deve ser feito. Há uma lei da política americana pela qual o mundo sempre muda entre o dia da eleição e o da posse. 2) Concentre-se, não se divida. A prioridade máxima do presidente tem de ser algo que precisa ser feito. Se ela não for altamente controversa, é provável que seja uma prioridade errada. 3) Nunca aposte que uma coisa é certa; sempre falha. 4) Um presidente eficaz não perde tempo ele mesmo administrando os detalhes. 5) Um presidente não tem amigos na administração.

Obs.: Harry Truman, ex-presidente, a John Kennedy, recém eleito: “Uma vez eleito, pare de fazer campanha.”

                                                * * *

A DESORDEM DA ORDEM!
                    
(coluna Berenice - Extra, 03) O de Ordem Pública, da Prefeitura do Rio, em audiência na Câmara, só faltou dizer que estava lá para confundir e não para explicar. O moço não soube dizer por que ainda não foram instaladas as 400 câmeras de segurança previstas para este ano, nem quando estarão prontas as inspetorias da guarda municipal que o prefeito prometeu, muito menos quando serão chamados os guardas que passaram no concurso. "Estamos qualificando os profissionais. Em 2009, as inspetorias estavam em situação precaríssima e ainda estão". Mas não ficou só nisso Sobre a frota, disse "Talvez, muito com certeza, a questão do combustível melhorou. Mas, agora, como a frota e própria, a manutenção esta mais difícil".

                                                * * *

PARTIDO REPUBLICANO JÁ TEM CANDIDATO A PRESIDENTE EM 2012: MARCO RUBIO!
            
(El País, 03) 1. Marco Rubio inicia sua ascensão para Washington ao derrotar seus dois rivais para o assento da Flórida no Senado. Marco Rubio iniciou em 02 de novembro sua ascensão meteórica para Washington, ao derrotar seus dois rivais para o assento da Flórida no Senado. Dois anos atrás era um desconhecido presidente da Câmara de Representantes da Flórida, um político jovem e idealista que nadava contra a corrente em um Estado onde os republicanos vencedores se caracterizavam por serem conservadores na área econômica e moderados na área social. Rubio não era assim.
            
2. Apaixonadamente antiabortista, defensor do conceito tradicional de família, defensor da redução dos gastos públicos e do rearmamento da nação, reunia todos os requisitos para se tornar um líder do movimento ultraconservador do Tea Party. Aos 39 anos, Rubio será o segundo senador mais jovem do Capitólio, e um dos dois hispânicos a ocupar um assento, junto ao democrata por Nova Jersey Robert Menendez, também de origem cubano-americana. Seus pais nasceram em Cuba e imigraram para os EUA, onde Rubio nasceu em 1971. Ele cresceu em Las Vegas. Estudou Ciências Política e fez doutorado em Direito. Em 2000 entrou na política através da Câmara de Representantes da Flórida. Na eleição presidencial de 2008, apoiou o reverendo Mike Huckabee, que perdeu as primárias contra John McCain.
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