| | PMDB FOI QUEM MAIS PERDEU NESSA PARCERIA COM O PT! 1. O PMDB, indicando o vice-presidente, se sentiu vencedor com a vitória de Dilma. Mas foi exatamente o contrário. Perdeu 10 deputados federais, perdeu 3 governadores, perdeu o prefeito de Porto Alegre. Ganhou 2 senadores - suplentes dos governadores eleitos do DEM. 2. E, olhando o futuro, ficou fora do jogo nos maiores estados - Rio Grande do Sul, Paraná, S. Paulo, Minas Gerais, Bahia e Pernambuco. E no Estado do Rio, onde venceu com grande vantagem, obteve uma vitória tática, e uma enorme derrota estratégica. O governador ajudou a ressuscitar o PT no Estado do Rio, que hoje, olhando para frente, se tornou mais forte que o PMDB. 3. O PMDB fez apenas 3 deputados federais, no RJ, de seu time de origem. O estilo pragmático-midiático do governador não deixou sucessor majoritário. Perdeu um excelente articulador na assembleia legislativa que não tem substituto no PMDB. 4. Abriu espaço para um enorme crescimento do ex-governador, seu desafeto. Deixou de apoiar o senador Crivella, que se elegeu, e com isso o PMDB perdeu sua vaga entre os 3 senadores do Estado do Rio. Crivella foi eleito pela dobradinha como senador de Garotinho e pagará essa divida em 2012, apoiando a deputada eleita, e filha do Garotinho, forte candidata a prefeita. Na região metropolitana não elegerá nenhum prefeito em 2012. 5. Conta com a possibilidade do senador eleito, Lindberg, não ser candidato a prefeito do Rio. Se for, na sua faixa de voto, elimina o prefeito do PMDB da disputa. Cabral não deixou sucessor para 2014. Em 2013 o PMDB-RJ estará desmontado. Que resultado!!! PT muy amigo. * * * CRONOGRAMA DO APOIO AO BANCO PANAMERICANO! Em 22 de setembro, 11 dias antes das eleições. Em 21 de outubro, 10 dias antes das eleições. Em 26 de outubro 5 dias antes das eleições. Em 9 de novembro, um mês e uma semana depois das eleições. * * * "O DEBATE DE IDEIAS ESTÁ DESAPARECENDO DA POLÍTICA"! Um trecho da longa entrevista autobiográfica de Felipe Gonzalez a El País (07). 1. O que se está fazendo é seguidismo da opinião pública; se está banalizando o debate político a tal ponto que não se pode desenvolver projetos políticos que em certo momento podem ir na contramão da opinião pública. Como dizia Azaña, não há nada mais variável do que a chamada opinião pública. 2. Há cerca de quatro ou cinco anos, encontrei-me por acaso no aeroporto de Washington com Henry Kissinger, e ele me disse: "Olha, Felipe, a política está nas mãos de pessoas que fazem discursos pseudo-religiosos e simplistas e que são na verdade ofertas de venda de eletrodomésticos". Concordei. E ele acrescentou: "Desapareceu de tal maneira o debate de ideias, a contraposição de ideias; estamos em uma simplificação tão grande da política, que deixou de me interessar. Aborrece-me profundamente este mundo da política em que estamos vivendo." * * * O QUE É LIDERANÇA POLÍTICA? Outro trecho da longa entrevista autobiográfica de Felipe Gonzalez a El País (07). 1. Existem algumas características fundamentais de liderança política: a) não pode ser líder quem não tem capacidade e/ou sensibilidade, para sentir o estado de espírito do outro. Se você não consegue perceber o estado de espírito do outro, o outro não se sente próximo, sente que você não o compreende e não te aceita como líder; b) não há liderança a menos que você mude o estado de espírito dos outros, de negativo para positivo ou de positivo para ainda mais positivo, o que acarreta acreditar realmente no projeto oferecido, acreditar sem troca o que lhe dá mais força. E a capacidade de transmitir este projeto como um projeto que envolva os outros, que comprometa os demais mudando o estado de espírito que já existia. 2. Mas tem que ser um projeto que permita que as pessoas pensem que, apesar dos esforços exigidos, esse esforço fará sentido, convencendo-o que o que está sendo solicitado é solicitado porque se acredita nele. E se acredita de forma não mercenária (troca). Mas é preciso acreditar no se você está fazendo. Por exemplo, aqui está se fazendo substancialmente o que tem que ser feito, apesar de 'eu' discordar em algumas coisas. Ao mesmo tempo, o que se faz não é porque o senhor “mercado” impõe, e não temos escolha. 3. Por isso eu creio que há uma crise de credibilidade. A sociedade está muito mais complexa, mas a arte de governar é algo mais do que a administração das coisas. É a capacidade de fazer de uma sociedade plural em suas ideias, diversa nos sentimentos de identidade e contraditória em seus interesses, um projeto comum que interesse a todos em maior ou menor grau. Essa é a arte de governar o espaço público que partilhamos. * * * DECRETO NÃO PODE MUDAR A LEI! (O Dia, 10) Rio - Um decreto do prefeito do Rio restringiu o número de passagens de mais de 880 mil alunos da rede pública que estudam na cidade do Rio. Com o ato, o número de viagens gratuitas por mês caiu de 156 para 60. E o pior: os estudantes só serão incluídos no Bilhete Único Carioca — que permite a integração entre dois ônibus municipais por R$ 2,40 — em fevereiro de 2011. O decreto nº 32.842, assinado em 1º de outubro e publicado três dias depois, estabelece que alunos dos ensinos Fundamental e Médio recebam, a cada ano, cartões eletrônicos com créditos de viagens de Bilhete Único que não podem ultrapassar 60 passagens por mês. Segundo as secretarias municipais de Educação e Transportes, até o final deste ano, os alunos terão direito a 88 viagens mensais. * * * ASSIM É NA FRANÇA! (Sen. Katia Abreu - FSP, 10) Uma propriedade grande vai vender uma caixa de laranjas a US$ 3 porque teve acesso aos melhores defensivos, adubos, técnicas. A propriedade menor, no mesmo espaço, só vai conseguir vender essa caixa a US$ 5. O Brasil precisa importar 80% do gergelim que consome, produto de nicho, com margem alta de lucro. A pequena propriedade deveria se dedicar a esses nichos. Se você produz soja em 50 hectares, não tem lucro. Comida básica da mesa tem que ser produzida por quem tem muita terra. O pequeno proprietário se produzir comida de rico, lucra e muito. | | |
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